Muito bom o Milênio, exibido pela Globonews na semana passada. O entrevistado é o jornalista britânico Misha Glenny, autor de "McMáfia - Crime sem fronteiras". Ele relata atividades criminosas em vários paises, inclusive no Brasil, que aparece na parte final do programa. Glenny destaca o aumento dos crimes cibernéticos entre os brasileiros e dá sua opinião sobre a polícia daqui:
"O sistema policial brasileiro é um desastre ambulante. Há uma proliferação entre as forças policiais, uma competição entre essas diferentes forças e, claro, há o problema da corrupção."
Jill Bolte Taylor é uma cientista americana que trabalhava como pesquisadora do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Harvard. Sua área de conhecimento: disfunções cerebrais.
Em dezembro de 1996, Jill teve um derrame e, com ele, a chance de estudar o próprio cérebro. Foram oito anos para a recuperação plena, mas hoje suas idéias são reconhecidas e motivo de polêmica no mundo acadêmico. Confira os motivos para tanto no vídeo abaixo (ele não tem legendas, mas há a tradução na íntegra no Parem o Mundo, basta clicar aqui.)
Vale ouvir a entrevista de Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da CPI dos Correios, até o fim.
"Existe ainda uma outra vertente (do mensalão) que sequer foi iniciada e é muito grave: a dos fundos de pensão... Tem muita coisa ainda que vai acontecer, tenho convicção que vai."
Uma singela homenagem aos ministros do TSE.
Só dá para dizer uma coisa: mulher admirável. Que os filhos sigam seus passos e nós, seu exemplo.
A íntegra da entrevista de Ingrid Betancourt pode ser vista aqui.
Como você se sentiria caso resolvesse um problema existente há mais de 300 anos?
Para ver a continuação, clique aqui.
"Etten, 12 de novembro de 1881.
Mas precisamente porque o amor é tão forte, nós geralmente não somos fortes durante a nossa juventude (quero dizer 17, 18, 20 anos) para conseguir segurar firme nosso leme.Veja, as paixões são as velas dos barquinhos.
E alguém com 20 anos abandona-se inteiramente a seus sentimentos, apanha vento demais nas águas e seu barco faz água -- e naufraga -- a não ser que ele se recupere.
Alguém que em compensação iça em seu mastro a vela Ambição e singra direto pela vida, sem acidentes, sem sobressaltos, até que -- até que enfim, enfim aparecem circunstâncias que o fazem observar: não tenho velas o bastante, e diz então: daria tudo o que tenho por um metro quadrado de vela a mais e não tenho. Ele se desespera.
Ah! mas então ele reconsidera e imagina poder utilizar uma outra força; ele pensa na vela até então guardada no porão. E é esta vela que o salva.
A vela 'Amor' deve salvá-lo, e se ele não a içar, ele não chegará nunca."
Vincent Van Gogh, em "Cartas a Théo".
"A palavra dervixe descreve um sufi que está à beira da iluminação; um sufi é um membro da ordem dos dervixes rodopiantes, é um místico.
Segundo uns autores, a palavra sufi vem do grego 'sophos' que significa sabedoria; segundo outros autores a palavra vem do árabe 'sûf', que significa lã que estaria relacionada com as vestes de lã usadas pelos primeiros místicos em sinal de humildade.
Foi Rumi quem criou a Sema (cerimónia) que ainda hoje subsiste nos mesmos moldes. A Sema envolve cantos, louvores, música e dança giratória, como forma de chegar mais perto de deus. A palavra Sema significa audição e designa um dos nomes ou atributos de deus revelados no Corão (ya-Samí, aquele que tudo ouve) e foi criado dentro de um modelo análogo a um sistema solar em miniatura: como os planetas giram em redor do sol, os dervixes giram ao redor do seu próprio centro. O Sema acontece pelo movimento giratório do corpo que leva a um estado de alteração de consciência; a acção de girar repetidamente leva a um estado alternado de consciência, que produz uma espécie de transe ou êxtase místico. Esse estado, de acordo com o sufismo, possibilita que o indivíduo perceba, de uma maneira mais consciente, uma “energia” que os sufis chamam de baraka (substracto material e espiritual da vida). O giro induz a um estado de transe que torna mais fácil a mística união espiritual com deus.
... Durante a cerimónia acredita-se que o poder divino entra pela palma da mão direita, apontada para cima, passa pelo corpo e sái pela palma da mão esquerda, apontada para baixo, em direcção à terra. O dervixe não retém o poder nem o direciona.
Por fim, acabam de rodopiar, agradecem e saem. Nem um único barulho foi proferido em toda a cerimónia: nada pode quebrar a concentração dos religiosos.
... No Egito, a dança de giros dos dervixes é chamada de Tanura. A apresentação da Tanura tem 3 partes: a introdução, que é uma demonstração dos músicos e seus instrumentos; a dança de apresentação da dança da tanura, que é um aquecimento de tipo uma introdução dos bailarinos; e finalmente a dança tanura sufi.
Quando o bailarino da tanura se move, ele é como o sol, e os dançarinos ao redor são os planetas. Ele desamarra e tira as quatro saias diferentes durante o final. Os seus rodeios simbolizam a sucessão das quatro estações e os movimentos no sentido anti-horário são exatamente como o movimento ao redor do "Kaaba" (o santuário sagrado de Meca)."
Os trechos acima foram retirados da página Danças do Mundo. Visite.
A Sema também é conhecida como "Sama", pelo que pesquisei. Há outros vídeos no YouTube mostrando a dança. Clique aqui.
Se quiser ver o restante, clique aqui.
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Há alguns dias, boa parte dos leitores discordou do meu apoio às aulas de filosofia e sociologia no ensino médio. Quero só ver o que dirá sobre a última do ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Ele avisou: vai assinar uma portaria permitindo que a rede pública faça cirurgias de mudança de sexo. "Há uma demanda social" por esse tipo de intervenção, justificou o ministro, segundo a Veja.com.
A minha opinião? Que a próxima medida de Temporão será vincular os recursos que virão com mais uma tungada no bolso do contribuinte, por meio da CPMF zumbi, a CSS, para resolver o grave problema de "dor no cérebro" que apavora o Brasil.
PS: Toda essa bagunça e ainda nem falaram no fundo de pensão da companhia... Devem ter deixado para a parte dois do filminho.
O russo Vladimir Nabokov, autor do polêmico "Lolita", é um dos meus escritores prediletos. O estilo dele é único, elegante e surpreendente. Roça os sentidos com leveza, mas de jeito inesquecível.
Em 1924, quando contava com 25 anos, Nabokov aproveitou as férias de Cambridge, onde estudava, e deitou ao papel "Natasha", conto sobre uma jovem russa que emigrou para Berlim com seu pai exilado e doente. A história é o relato dos acontecimentos incríveis que cercam a vida de Natasha.
Até agora, o conto havia sido mantido na língua original, russo. O filho de Vladimir Nabokov, Dmitri, o verteu para o inglês. Seu texto foi publicado na edição desta semana da revista New Yorker. Imperdível. (Clique aqui.)
Também vale ouvir a leitura da primeira história de Nabokov publicada na New Yorker, "Símbolos e Sinais", armazenada neste link.
PS: Acabo de ver que meu vizinho querido, o Tiago A., havia avisado sobre o conto na New Yorker (obrigada, Ruy!). Está vendo por que eu recomendo que você passeie sempre entre os blogs do A Postos? Os meninos são feras! Aliás, pergunta para a galera do portal que manja tudo de traduções: rolaria uma versão de vocês na língua portuguesa? Abraços!
Mais aqui.
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Mais um dia daqueles em que é melhor não escrever. Deixo você com dois vídeos que adorei. O primeiro, do TED (um dos melhores sites da rede na minha opinião), é uma série de reflexões feitas pelo físico Stephen Hawking sobre o Cosmos.
O segundo é um curta sobre o comportamento dos universitários nos Estados Unidos. Foi realizado por Michael Wesch com a ajuda de 200 estudantes da Universidade Estadual do Kansas.
Infelizmente, os dois estão em inglês. Não sei como fazer para colocar legendas. Alguém sabe?
Abraços!
Oiiiii,
bom nos últimos tempos mamãe andou abusando do seu poder e dominando a área tecnológica da casinha. Como em toda opressão acontece uma revolta, eu me rebelei e não deixo mais ela acessar a net por um tempinho. Por isso hoje eu respondi os comentários e estou administrando os posts...
Galera é dureza, por isso pega leve nos comentários xD -> escrevam, mas escrevam com o meu vocabulário, coisa que gente de 14 anos entenda...
Eu também vou "tupinambar" (como a absolutista janoka diz-- COM K SIMMMM !!! -).
Aproveitem o descanso de notícias para fofocar e relaxar no domingão.
A primeira vez que fiquei com vontade de rever a série Cosmos foi quando descobri Hipácia de Alexandria, a mulher que ocupa um dos primeiros lugares na lista das que eu gostaria de ter sido.
A segunda veio em meados do ano passado, ao ler uma autobiografia deliciosa _ “Disturbing the Universe”, do físico e matemático Freeman Dyson.
A terceira foi ao longo desta semana, quando pesquisava sobre o Manuscrito Aleph e o Mosteiro Ortodoxo da Transfiguração.
Ora, não teve mais jeito _ procurei Cosmos na internet. Para quem sentir o mesmo comichão uma boa notícia: ela está no YouTube. Deixo você com três partes.
Bom feriado, leitor!
Hoje foi impossível continuar escrevendo os temas dos últimos dias, perdoe-me. Deixo vocês com uma animação que me encantou. Boa noite!
Mais aqui.
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Ontem, eu e Manu fomos ver "Speed Racer". Notei crianças com os olhos arregalados, absolutamente vidradas na tela, uma fofura. Imediatamente voltei às tardes com pipoca, cobertor e chocolate quente de Curitiba, ai que delícia!
Separei alguns filmes que me encantavam naquele tempo. Divido a seleção com você.
O Pássaro Azul
(Se quiser ver outros, clique aqui.)
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Aproveitando o ensejo de ontem...
Hoje estou meio lenta, por conta dos remédios. Quando isso acontece, melhor não escrever muito, pois não consigo prestar a atenção e os textos saem meio truncados. É impossível, porém, deixar de falar sobre as notícias relativas ao tal dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Elas envolvem um servidor da Casa Civil e também o ex-ministro José Dirceu.
Assim, deixo com você o curta "Balance", de Wolfang e Christoph Lauenstein. É uma animação de 1989, mas, na minha avaliação, também figura como bela metáfora para o comportamento de Lula e do núcleo duro que o cercava à época da primeira eleição presidencial, em 2002.
No "baú" estaria tudo aquilo colhido há muito, muito tempo, quando ainda éramos crianças, pelo menos na alma. Ou, melhor ainda, o prazer fácil que às vezes consome.
Eu adoro a voz da Etta James e sou apaixonada pelos passos de Fred Astaire. A Manu, minha filha linda, é louca pelas roupas da Audrey Hepburn e se diverte imitando a elegância delicada da atriz. Alguém teve a idéia de misturar tudo e, sem saber, deixou nós duas muito felizes. Espero que você também goste.
Volto à noitinha. Um beijo.
Que tal aproveitar o dia livre para ver filmes bacanas? Aqui vão dicas de alguns sobre a imprensa, a mídia televisiva, o jornalismo e os pecados que rondam os profissionais dessa área.
- "A Montanha dos Sete Abutres", do Billy Wilder. (Na minha opinião, o melhor dos melhores. O trailer segue no post.)
- "A Primeira Página", Wilder.
- "Sob Fogo Cerrado", Roger Spottiswoode.
- "A Princesa e o Plebeu", William Wyller.
- "O Informante", Michael Mann.
Há ainda, claro, os clássicos que todo mundo conhece, como "Cidadão Kane", "La Dolce Vita", "Todos os Homens do Presidente"...
Divirta-se!
PS: Há uma lista muito bacana no blog Sopa de Cérebro. Confira.
PS2: Deixe sua dica para os outros leitores.
Aqui, liberando os comentários, lembrei dessa música. Durma bem e até amanhã.
Sou naturalmente bem-humorada. Mas ultimamente tenho rido mais que de costume.
Muitos comentários. Vou liberar todos os que puder, depois volto para respondê-los. O dia está movimentado. Enquanto isso, divirtam-se com a Grace Kelly e o Cary Grant.
Caro leitor,
hoje não haverá post no Arrastão. Aproveite o domingo para pesquisar os arquivos do blog ou passear pelo condomínio.
Mas, antes, dê uma espiada no curta do Guilherme Marcondes, "Tyger", inspirado no poema do inglês William Blake. É uma bela homenagem a São Paulo, local que abriga a maioria dos visitantes desta página.
Um abraço,
Janaína
Graças ao iG, o mundo sabe que eu sou carreirista e malvada. Logo, ninguém vai ficar espantado quando eu disser que a-do-ro essa música, hehe. Aliás, esse filme é uma gracinha, assistam. Todas as falas da Lorelei Lee (Marilyn Monroe) são hilárias.
Um ótimo fim de sábado para você.
"... O moralizador e o homem moral são figuras diferentes, se não opostas. 1) O homem moral se impõe padrões de conduta e tenta respeitá-los; 2) O moralizador quer impor ferozmente aos outros os padrões que ele não consegue respeitar."
Sensacional a dica do altovolta e eu, depois de conferir, endosso: você não pode perder o documentário "Please, Vote for Me". Realizado no ano passado pela rede inglesa BBC, ele faz parte da série Inside China.
O filme mostra crianças de oito anos que concorrem ao cargo de monitor em uma escola do ensino fundamental na cidade de Wuham. As manobras, arquitetadas pelos pais, são impressionantes.
Aqui vai a primeira parte.
A mulher que inventou a alteração contínua das freqüências de rádio para neutralizar bombas alemãs teleguiadas _ tecnologia que, mais tarde, permitiu a criação do celular. A modelo estampada na embalagem do CorelDraw. A moça que protagonizou o primeiro nu da história do cinema. A esposa de um fabricante de armas. A lady austríaca que sofria do complexo de Electra. A beleza que inspirou Walt Disney nos traços da Branca de Neve.
O que elas têm em comum? Tudo. São a mesma pessoa _ Hedwig Eva Maria Kiesler, ou Hedy Lamarr, uma das estrelas mais fascinantes de Hollywood.
Passei muitas tardes com Hedy quando era menina, comendo pipoca e chorando pelo coitadinho do Victor Mature, açoitado pelo escárnio filisteu depois de perder os cabelos. Mesmo com pena dele, porém, tudo o que eu queria era ser linda e misteriosa como uma Dalila do Cecil B. DeMille.
Nunca consegui, claro. Mas, anos depois, soube que Hedy não considerava a tarefa tão difícil. “Qualquer garota pode ser glamourosa. Tudo que você precisa fazer é ficar imóvel e parecer estúpida”, disse ela.
Será?
Agora dê um pulo no vizinho. ;)
Guerrilheiros, presidentes, urânio, partidos, eleição americana, espionagem, italianos, petrodólares, corrupção, financiamento de campanha, dossiês, calúnias...
Hoje está uma noite tão bonita que, sinceramente, tudo isso me parece uma chatice sem fim. Muito melhor um pouquinho de Billy Wilder, não é, não?
A gente se vê depois. Durma bem.
Ainda estou experimentando as ferramentas do novo site. Vamos ver se o vídeo vai para o ar certinho.
O que a gente faria sem os amigos?
Pronto, taí, seus galhofeiros... :-))
Vejo que o filme sobre a vida de Edith Piaf saiu-se bem na festa do Bafta. Muito bom. Cá entre nós, estou torcendo para que Marion Cotillard leve o Oscar de melhor atriz.
Em uma de suas últimas edições, a revista New Yorker desceu o cacete em Sarkozy. O motivo foi o excesso de testosterona e o mundanismo do político _ reprovados em pesquisas de opinião, inclusive.
Ontem o presidente Bling-Bling oficializou seu relacionamento com Carla Bruni, a moça bonita que está aí em cima.
Eu, brasileira e fã da cantora, quero mais é que dê certo. Mesmo que a patuléia francesa e o autor da letra duvidem. :)
Os sócios da Oi e da Brasil Telecom oferecem essa música para você, leitor, na esperança de fazê-lo entender como é o estado de espírito de quem é comboiado pelo governo.
Ennio Morricone para embalar o fim de semana.
Provando minha disposição em ser boazinha e não falar mais que é errado fazer compras a granel com dinheiro público.
Foram quase dez anos de mães vilipendiadas por maledicentes, mas tudo indica que a marcha está prestes a acabar.
Resta saber como ficará a partilha do Conselho da nova super tele, já que todo mundo quer embarcar...
Ok, ela é muito esquisitinha. Mas a voz, convenhamos, é maravilhosa.
"O que faz andar a estrada? É o sonho. Enquanto a gente sonhar a estrada permanecerá viva. É para isso que servem os caminhos, para nos fazerem parentes do futuro."
Mia Couto, em "Terra Sonâmbula".
Que 2008 traga, na medida exta e na hora certa, tudo aquilo que você merece.
Sábado à noite combina com música boa. Até mais.
... lembrei dessa musiquinha.
Os leitores também reclamaram da falta de imagens. Não seja por isso: mantendo o clima do post anterior, Carla Bruni.
"Nobody Knows You When You're Down and Out". Gelson, um foragido, que o diga...
Estava convencida de que esse tal de jornalismo não era para mim. Não mais. Pedi as contas e fui cuidar da vida. Achei que conseguiria olhar a pesca de longe, quietinha, mas a tinta no sangue ferveu.
É arrastão. Nunca, jamais, se viu tanto peixe assim.