Só para dizer que me avisaram sobre novos posts no blog http://bndesnassif.blogspot.com/
Fui lá conferir. Barbaridade.
Luís Nassif colocou uma nota do BNDES em seu blog há pouco, reiterando que não foi favorecido pelo banco ao "renegociar" sua dívida com a instituição em 2007. Leia aqui.
Eu não banco a informação do BNDES, muito pelo contrário. As explicações, na minha opinião, são insatisfatórias. Ainda bem para Nassif que ele as obteve no mesmo dia de seu pedido. Para mim, a instituição demorou dez dias até enviar suas ponderações. Mas, tendo em vista tudo o que acontece nesse caso, está em linha com o comportamento do BNDES.
TODAS as perguntas e TODAS as respostas publicadas por Nassif são referentes a casos de renegociação da dívida, o que NÃO se aplica ao próprio Nassif. O BNDES perdoou condicionalmente _ até o Hoauiss entende "dispensa" como perdão _ R$ 1,9 milhão da dívida total de R$ 4,2 milhões do empresário durante ACORDO JUDICIAL. E o fez SEM A APRESENTAÇÃO DE GARANTIAS REAIS.
Em NENHUM processo que corre no Tribunal de Justiça de São Paulo foram encontrados acordos em tais condições.
Não tinha a intenção de revelar minha conversa com o BNDES antes de receber o segundo lote de respostas. Mas, diante da nota de Nassif, acho por bem fazê-lo. Devo isso ao leitor do Arrastão.
1) O acordo com Nassif é normal e obedece aos procedimentos usuais do banco. Eu perguntei por que, nesse caso, nenhum outro acordo do tipo pode ser encontrado em andamento, pelo menos no TJ paulistano, o maior do país. Não obtive resposta.2) O contrato de Nassif foi fechado em 1997, no âmbito de um programa de "inovação tecnólogica". Esse programa dispensava a apresentação das garantias. Eu perguntei que tipo de "inovação tecnológica" uma AGÊNCIA DE NOTÍCIAS pode apresentar? Não obtive resposta.
3) Segundo o BNDES, a lógica da dispensa da garantia dentro do programa de "inovação" é que "uma agência de notícias conta com o patrimônio da credibilidade". Perguntei, então, se a garantia era apenas o próprio nome de Nassif e como é possível medir esse tipo de credibilidade. Não obtive resposta.
4) Ainda sobre a apresentação de garantias, perguntei: se um contrato foi fechado em bases ruins para o BNDES no passado, a equipe atual, sendo formada por servidores públicos, teria obrigação de tentar melhorar as condições para o banco. Não obtive resposta.
4) Seguindo a linha acima, perguntei no que o BNDES se baseou para o perdão ocorrido no acordo judicial e a dispensa de garantias, tendo em vista que há outros processos no TJ de São Paulo mostrando que Nassif é notório mau pagador (só em um dos autos, reclamação movida por uma editora, a dívida cobrada do empresário é de R$ 2 milhões). Não obtive resposta.
5) O BNDES disse que há detalhamentos sobre o caso que não pode me dar, pois trata-se de sigilo bancário. Perguntei desde quando processo judicial público tem sigilo bancário. Não obtive resposta.
6) Para explicar o sigilo, o BNDES citou como exemplo o meu banco e hipotéticos empréstimos pessoais que eu pudesse ter feito. Perguntei se um banco público de fomento, com juros subsidiados e funcionários pagos com o dinheiro público, inclusive o meu, obedece às mesmas regras de uma instituição financeira privada em créditos com pessoas físicas. Não obtive resposta.
7) Não perguntei ontem, mas pergunto agora: quem vai se responsabilizar pelas informações sustentadas pelo BNDES? Luciano Coutinho? Espero obter resposta.
Por fim, vá ler o link que me mandaram e que enviei para o BNDES hoje pela manhã (http://bndesnassif.blogspot.com/)
Eu quero explicações para todos os pontos listados por mim e os que constam daquele blog. E ponto final.
Informei no último dia 19 que o BNDES havia pedido um prazo para esclarecer minhas dúvidas sobre o acordo fechado no ano passado pelo banco com a empresa de Luís Nassif, a Dinheiro Vivo. O acordo prevê o perdão condicional de R$ 1,9 milhão dos R$ 4,2 milhões devidos, sem a apresentação de garantias reais.
Ontem, o BNDES mandou a resposta. Continuo com muitas dúvidas. Por isso, mandarei uma nova série de perguntas para a instituição. Além das perguntas, vou anexar um link demolidor enviado a mim por um leitor: http://bndesnassif.blogspot.com/
Manterei você em dia com o assunto. Se quiser ler aqui um pouco do que há no blog citado acima, fique à vontade.
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É "isso" que você tem contra mim, Luís Nassif?
"Janaína Leite, provavelmente valendo-se da falta de filtros de seu jornal."
Vamos refrescar sua memória: o jornal era a Folha de S.Paulo, o maior do país, e onde você tinha uma coluna. Ok, talvez você achasse que não era o caso de usar. Então, poderia ter avisado ao Conselho Editorial, que bobeou. Quem é que fazia parte do Conselho? Hmmm, deixe-me ver... VOCÊ! Você, Luís Nassif, era do Conselho Editorial.
Puxa! Que coisa. Você decidiu que vai acusar a si mesmo. Por essa eu não esperava, admito.
O bom é que a sua claque vai acreditar que uma repórter mandava mais que um conselheiro. O ruim? É que até a claque está envergonhada do seu "jornalismo".
Que feio! Mas sinta-se à vontade para aumentar a coleção de coisas que vou levar ao juiz. Daqui para a frente, é o que lhe resta.
Janaína
Continuo aqui.
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Nassif,
quer dizer que você tem HÁ DIAS a informação de que 1) os papéis colocados por mim e Diogo Mainardi na internet eram verdadeiros; 2) as páginas faltantes não alteravam o sentido dos documentos e 3) aquilo nunca havia sido um relatório, nem um dossiê forjado, e sim documentos oficiais da Justiça italiana, ao contrário do que você sustenta publicamente em seu blog e no Google desde fevereiro?
E, mesmo de posse dos dados verdadeiros, calou-se, se recusando a fazer uma retratação? Nem contou para seus leitores que havia conseguido falar com Angelo Jannone, autor do depoimento que eu linkei, e alvo do mandado de prisão que Mainardi compartilhou? Ainda por cima deixou no ar aquelas coisas que escreveu _ e pediu para as pessoas espalharem _ mesmo tendo a certeza de que eram MENTIRA?
Estou sem palavras, Nassif. Sem palavras.
Janaína
PS: Jannone colocou um post em seu blog. Lá, me pede desculpas e depois afirma que documentos publicados por Leite e Mainardi foram obtidos com o Judiciário brasileiro, aos quais não foram passados pelos canais oficiais, mas por canais oficiosos. É isso que ele está dizendo, Nassif. ;-))
A assessoria do BNDES entrou em contato comigo. Disse que precisava de mais tempo para levantar todos os dados que pedi. Concordei em esperar.
Meus leitores entenderam, inclusive aqueles que questionaram a divulgação da dívida de R$ 4,2 milhões da Dinheiro Vivo com o BNDES.
A claque de Nassif, como sempre, atazana. Mas, apesar de tudo, são leitores. Merecem explicação. Assim, decidi aclarar, praticamente desenhar, minha principal dúvida em relação aos termos públicos da renegociação.
O BNDES, segundo o artigo 23 da Lei 4.595/64, é considerado “o principal instrumento da política de investimentos do governo federal”.
Ou seja, o banco é uma instituição pública, que aplica recursos públicos. Sendo assim, o mínimo esperado é que a concessão ou a renegociação dos créditos obedeça a rígidos critérios de solvência do tomador e de recuperação de créditos, por meio de garantias apresentadas em contrato por quem emprestou o dinheiro.
De acordo com as regras de garantia para a concessão de crédito apresentadas na página eletrônica do BNDES, um tomador com as características da Dinheiro Vivo, a empresa de Nassif, precisa apresentar garantias equivalentes a 130% do valor da operação.
1) POR QUE ESSAS GARANTIAS NÃO ESTÃO EXPRESSAS NO CONTRATO DE RENEGOCIAÇÃO?
O BNDES aceita dois tipos de garantias, reais e pessoais. O segundo caso é o de Nassif e sua mulher, ambos apresentados como avalistas do empréstimo.
De modo que os dois deveriam apresentar um patrimônio igual ou superior a 130% da dívida e assumirem a condição de “principal devedor”, para facilitar ao banco a execução das garantias em caso de inadimplência.
Ou seja, Nassif e sua esposa teriam de comprovar a existência de um patrimônio igual ou maior do R$ 5,5 milhões para cobrir tais condições (patrimônio mais compatível com o de um jornalista ou de um empresário? Decida).
2) NASSIF JÁ HAVIA SE PROVADO UM MAU PAGADOR, POIS A RENEGOCIAÇÃO DE 2007 ERA A SEGUNDA EM QUATRO ANOS. QUAL FOI O CRITÉRIO USADO PELO BNDES PARA DISPENSAR AS GARANTIAS REAIS E ACEITAR QUE ELE PRÓPRIO FOSSE O GARANTIDOR DA DÍVIDA?
3) POR QUE NÃO É LISTADO NO CONTRATO DE RENEGOCIAÇÃO O PATRIMÔNIO DE NASSIF QUE SERVE COMO GARANTIA À DÍVIDA?
4) SUPONDO-SE QUE TAL PATRIMÔNIO TENHA SIDO LISTADO EM CONTRATOS ANTERIORES, O BNDES TOMOU O CUIDADO DE RECALCULAR OS VALORES?
5) CASO NASSIF FAÇA O QUE JÁ FEZ E DEIXE DE PAGAR A DÍVIDA, COMO O BNDES VAI EXECUTÁ-LO, SE NÃO LISTOU AS GARANTIAS NO CONTRATO DE RENEGOCIAÇÃO?
O BNDES tem, sim, a prerrogativa de dispensar a apresentação de garantias. Mas, nesse caso, precisa justificar por escrito e anexar aos processos o motivo pelo qual aquele tomador é encarado pelo banco como um caso excepcional (sim, excepcional, você leu direito).
6) NASSIF É UM CASO EXCEPCIONAL? POR QUÊ?
7) EM CASO AFIRMATIVO, POR QUE O BANCO NÃO ANEXOU A JUSTIFICATIVA PARA O TRATAMENTO DIFERENCIADO (PRAZO ESTENDIDO, PRINCIPAL DEVIDO MENOR, VALOR DO PERDÃO CONDICIONAL MAIOR E A FALTA DE GARANTIAS DETALHADAS) NOS TERMOS DA RENEGOCIAÇÃO?
Espero a resposta.
Ademais, o próprio Nassif parece concordar comigo. Em artigo publicado no blog do empresário em 21 de janeiro deste ano, ele diz:
“Dada a escassez de recursos para aumento do patrimônio de referência e o volume de operações, deveria o BNDES aclarar para debate público quais são suas prioridades na concessão dos financiamentos?”
Defendo que sim.
Agora, por favor, me dêem licença. Tenho mais a fazer do que tentar convencer alguns nefelibatas que dinheiro público é público e não do governo, cujo papel é tão somente o de administrador.
Vou parar para liberar os comentários. Até aqui, semanas depois de inaugurado o sistema de postagem, não cortei nenhum. Estão ali, paradinhos, esperando resposta. Tudo indica, no entanto, que hoje a coisa muda.
Aviso que não voltarei ao tema Nassif/dossiê/BNDES, a não ser que 1) mais uma vez seja ofendida; 2) o BNDES responda (e ele deve responder, é óbvio); 3) o novo post seja uma organização de arquivos passados; 4) a discussão esteja no campo da teoria.
Quanto ao que Luís Nassif e seus leitores falam no blog dele, mais fácil listar minha opinião em tópicos:
1) Golpe baixo é ofender a família e/ou conhecidos, contar fatos degradantes da vida privada, destratar o adversário em características físicas e/ou emocionais e mentir com o objetivo de atingir a credibilidade. O último caso, aliás, aplica-se ao sr. Nassif em relação ao meu nome pelo menos em duas situações: ao escrever sobre mim em seu dossiê fajuto e quando teve a pachorra de ligar para um político só para me chamar de "mentirosa compulsiva e outros adjetivos pesados". Projeção é realmente um mecanismo psicológico complicado.2) Eu não comecei essa história. Foi Nassif, o empresário que deve milhões, que veio para cima de mim. E avisei que, devido aos excessos, mudaria minha postura e ficaria mais incisiva em minha defesa.
3) Os casos da dívida de Nassif com o BNDES e da contratação do patrocínio para uma de suas empresas são documentados. Baseada neles escrevi o que saiu no Arrastão. Nassif escreveu seu dossiê calcado em brisa e maldade. No meu caso, como você sabe, não apresentou UMA comprovação sequer.
4) Vingança? Não, meu chapa. Reportagem. Jamais falei da vida privada de Nassif, mas de sua atuação na esfera pública: o caso da dívida trata-se de um processo público, fechado com um banco público, envolvendo dinheiro público. O seu e o meu, inclusive.
5) Luís Nassif, ao iniciar o dossiê Veja, deu início a uma série de questionamentos sobre o comportamento da grande imprensa junto ao setor privado, em especial, o grau de independência dos repórteres que, de um jeito ou de outro, feriram os interesses do governo e/ou dos atuais administradores do iG, onde Nassif trabalha. Há todos os motivos para ampliarmos o debate e jogar luz sobre o grau de independência de alguns jornalistas, incluindo Nassif, diante do governo. Ou a preocupação do empresário é só com a ética alheia?
6) Esse argumento de que a Abril e Daniel Dantas estão por trás de tudo, inclusive dos pequenos blogs, é cretino. Quem fez e renegociou a dívida com o BNDES foi Nassif, não o dono daquela editora, nem o banqueiro.
7) Os documentos nos quais baseei o que escrevi são públicos e podem ser consultados no Tribunal de Justiça de São Paulo. Quem duvidar que se habilite a ir até lá, antes de sair por aí propalando histórias da carochinha.
8) Suicídio e homicídio _ em sentido figurado, literal ou abobalhado _ estão a anos-luz de meu vocabulário profissional. Apuração, checagem, fontes protegidas, fontes reveladas em ON, notícia, publicação, retratação: aí estão as palavras que são do meu conhecimento e da minha prática.
Agora, com licença, vou lá cortar qualquer "longa manus" que apresente má intenção. Até daqui a pouco, leitor. Fique com o Tarantino. Ou vá dar uma volta no A Postos, sempre há coisas bacanas por ali.
A força da internet é realmente impressionante. Desde que avisei que começaria a rebater as acusações feitas contra mim de maneira menos delicada do que fazia até então, há duas semanas, as visitas aumentaram de maneira exponencial.
De repente, a caixa de comentários ficou lotada (ainda há um monte deles pendurados, perdoem-me), assim como a caixa postal. Alguns pedem que eu continue com a série sobre os italianos, outros que “desça o cacete”. Há os que defendem outros assuntos e que rogam para que eu não desperdice meu talento em brigas, os que gostam dos filmes e músicas, os que se divertem com as crônicas.
Teve até um que virou fã do Fogell-McLovin, um dos hunos e amiguinho da minha filha, e sugeriu trazer o pobre para deletar os comentários ofensivos em companhia dos canibais americanos (ressalte-se, todavia, que os últimos entrariam em cena apenas em caso de extrema necessidade).
A verdade é que, até agora, ninguém me ofendeu. Há, sim, os comentários que chateiam e entristecem, mas são a menor parte e, em boa parte das vezes, as dúvidas mostram-se sinceras. Apenas chegam com uma impressão errada de mim e pesam no discurso.
E, chatice suprema, ainda tem o negócio dos médicos e remédios e blábláblá.
Bem, esse prólogo é para dizer o seguinte: quero evitar que a caixa fique ainda mais abarrotada, mas noto que há demanda por explicações da tal dívida na página inicial. Então, vou reproduzir aqui alguns comentários de leitores que sintetizam um pouco o que penso. Espero que eles ajudem você a entender melhor minhas intenções, ok? Não é uma técnica que eu pretenda usar de maneira recorrente (parece aquele cantor que, no show, grita “vocês!” e tira o microfone da boca), mas acho que hoje ela nos ajuda.
Peço ainda que leiam com cuidado os posts (“Luís Nassif e o BNDES - 4” e “Madrugadeira”, inclusive os comentários).
E agradeço ao Idelber, do Biscoito Fino, a elegância de esperar antes de fazer julgamentos precipitados para qualquer lado.
Até daqui a pouco.
O MEU RESUMO:
- A Dinheiro Vivo deve ao BNDES, a dívida é dividida em dois créditos, dos quais um só precisa ser pago se o outro não for (perdão condicional, sim, senhor!).
- O principal da dívida diminuiu de 2003 para cá. O valor do perdão condicional oferecido pelo BNDES aumentou, assim como o prazo de pagamento.
- Os próprios donos da empresa são os avalistas e não vi nos papéis qualquer garantia real apresentada para cobrir um possível calote;
- Nassif obteve, apresentando o braço de consultoria de suas empresas, uma dispensa de licitação para receber um patrocínio de praticamente R$ 5 mil a mais do que pagava na prestação mensal ao BNDES.
Tudo isso é documento e eu mostrei aqui.
Fica a pergunta: esses contratos são uma prática normal do BNDES? Quais são os critérios para o banco investir? Apresentação de resultados não está nas metas do negócio? Perguntei ao banco e até agora não tive resposta. Quando ela chegar, publico aqui. Se for comum, é muito ruim para todos nós, contribuintes, pois os critérios de investimento me parece estranhos. Se não for, o BNDES deverá explicar os motivos pelos quais aconteceram.
RESUMO DOS LEITORES.
“Prezada Janaína, leio o blog do Nassif frequentemente. Como tudo que leio, de forma critica.Postei um comentário para ele, que repito aqui:
Prezado Nassif,
Acho que todo mundo aqui sabe, inclusive o seu leitor com o comentário em destaque, o que a renegociação de uma dívida bancária é. Assim como todo mundo sabe o que um empréstimo é.
No entanto, as ilações não são sobre a natureza legal dos acordos, mas sobre os termos e as circunstâncias desses contratos.
Por exemplo, dizem que vc se beneficiou de uma dispensa de licitação e que vc obteve como resultado da renegociação de uma dívida a dispensa, ainda que condicionada, do pagamento de quase 2 milhões de Reais.
Mal comparando, o que dizemos da figura pública que consegue rolar dívidas e que consegue financiamentos em cláusulas inacessíveis para o comum dos mortais? ESSE É O X DA QUESTÃO.
Outro exemplo: Lulinha. Porque o escândalo? Eu sei muito bem quão difícil é obter financiamentos. Isto é, a menos que se tenha as conexões certas. Juridicamente falando, tenho certeza que a Gamecorps está dentro da lei.
Portanto, não questiona-se a legalidade dos contratos, mas sim os termos em que foram assinados. E, por conseqüência, questiona-se qual pode ser "a isenção do juiz que recebe agrados".
Fica a pergunta: qual a melhor maneira de se demonstrar cabalmente e de uma vez por todas se houve ou não tratamento diferenciado, acima do disse-me-disse da "blogosfera"? Não sei a resposta. Essa dificuldade é a mãe dos "assassinatos de reputação".
Porém, repetir didaticamente qual a praxe bancária manterá o fogo cruzado e não esclarecerá o público.”
"O Ponto principal se resume: Podemos esperar ouvir a verdade sobre o governo, da boca de uma pessoa que tem como ofício o jornalismo, se o sustento dessa pessoa depende desse mesmo governo? Qual a lição que o senhor Nassif tenta nos ensinar diligentemente no imbróglio do dossiê contra Veja? Que Jornalistas se vendem, e a prova é o conteúdo laudatório de suas respectivas reportagens aos compradores. Esse é a prova máxima que apresenta no dossiê contra Veja. Venderam-se para Fulano! A Prova? Escreveram em consonância com os interesses de Fulano... CuteO mínimo que se espera dos que acreditam no Dossiê contra Veja é que usem o mesmo metro para tirar conclusões a respeito do assunto em questão.
Se vale pra jornalistas de Veja e pra Janaína, tem que valer pra Nassif.
Muita gente que odeia a Veja, usa como justificativa, além da tontice corriqueira dos pobristas em dizer que Veja é revista de PRAIBÓI, o argumento de que tem apurado senso crítico, ceticismo. Que são capazes de pensar por só próprios e não precisam da Pauta semanal elitista de Veja.... Cute
Afora a obvia falácia lógica, esses mesmos independentes deveriam afastar sua torcida no momento de analisar o caso em questão. E não se atenham a detalhes. Pouco importa se o ato de banco perdoar 2 milhões de dívida é praxe ou não (Na verdade importa MUITO né, mas vamos relevar...), o ponto principal continua sendo: Nassif tem profundos interesses econômicos em jogo dentro de instituições que são controladas pelas pessoas que tanto elogia e defende. A conta se fecha.
E ao contrário de uma empresa privada:
QUEM PAGA ESSA CONTA É VOCÊ.”
Luís Nassif rebateu em seu blog as informações que escrevi ontem, sobre o acordo que a empresa dele, a Dinheiro Vivo, fechou com o BNDES. Você deve ler a resposta. É justo.
"Essa denúncia do tal 'perdão' da dívida é falsa."
Enquanto isso, eu vou pedir a alguém que me ajude a digitalizar partes dos contratos, para que você conclua por si mesmo. (23:10 - As imagens estão aqui.)
No mais, ele poderia aproveitar o embalo.
Conte para as pessoas, Nassif, que ANTES de a negociação ser homologada pela diretoria do BNDES, em 23 de outubro do ano passado, você ganhou uma dispensa de licitação do banco, que patrocinou um evento seu no valor de R$ 25 mil.
Como naquele tempo a prestação da Dinheiro Vivo com o BNDES era de R$ 20,1 mil, ainda sobraram praticamente R$ 5 mil do dinheiro público no seu bolso.
EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO Nº 107/2007CONTRATADO: Dinheiro Vivo Consultoria S/C Ltda
CONTRATANTE: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
OBJETO: Patrocínio para a realização do 47º Fórum de Debates
Projeto Brasil - Políticas de Inovação, a ocorrer no dia 12 de setembro de 2007 , na cidade de São Paulo (SP).
ESPÉCIE: contrato de patrocínio.
PREÇO: valor total de até R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais).
PRAZO: 03 (três) meses, contados da data da assinatura do contrato, prorrogáveis, uma única vez, por igual período.
RUBRICA ORÇAMENTÁRIA: 3141.11.05.00-0
FUNDAMENTO LEGAL: Artigo 25, "caput", da Lei nº 8.666, de 21.06.93.
PRONUNCIAMENTO JURÍDICO: pelo advogado do GP/DECO, na IP GP/DECO nº 105/2007, emitida em 30/08/2007.
ATO DE RATIFICAÇÃO: do Presidente do BNDES, prolatado em 03/09/2007, na IP GP/DECO nº 105/2007, emitida em 30/08/2007.
Eu sei que você vai explicar aos leitores que a Dinheiro Vivo Agência de Informações S/A é a endividada. E que quem ganhou a dispensa de licitação foi a Dinheiro Vivo Consultoria S/C.
Mas, me explique uma coisa: você não está na das duas?
Ah, e antes que eu me esqueça: realmente não sou uma mocinha inocente, nem vulnerável. Sou repórter.
E você, Nassif? É jornalista ou empresário? Ou, como diria a sua mulher: "consultor de quem, mesmo"?
PS: Quase oito da noite e só agora consegui ver o link do Coronel que um leitor me mandou. E não é que ele também informou sobre o contrato do patrocínio? Melhor: ele é esperto e colocou a imagem.
PS2: Treze leitores já me mandaram, entre e-mails e comentários, o link para esse post do Reinaldo Azevedo. Talvez nada tenha a ver com a discussão que rola aqui, mas como o delivery do texto não pára, achei que seria melhor simplesmente deixar a decisão de visitá-lo com cada um.
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Uma pessoa sabe quando está no rumo certo numa briga quando seus aliados são melhores que ela. É o meu caso. Lendo os comentários, ficou claro para mim que o visitante do Arrastão está longe de ter o perfil dobermann, aquele que anseia por baixarias em um debate, nem o de assentir, como vaquinha de presépio, a tudo que eu falo. Quer argumentos, provas, texto de alto nível, explicações detalhadas.
Tenho realmente muita sorte. Vocês saíram melhores que a ecomenda. Obrigada.
Peço licença, porém, para sugerir que olhem os últimos posts à luz do que direi a seguir, antes de se entregarem ao bate-rebate típico das discussões na internet. Talvez alguns continuem discordando de minha atitude, o que é justo, desde que feito com educação, mas certamente entenderão melhor as motivações dela.
Luís Nassif, o dono da Dinheiro Vivo, escreveu sobre mim três vezes ao longo de seu “dossiê Veja”, além de mencionar meu nome forma velada por outras vezes. Ontem, vários pediram que eu argumentasse contra as acusações que ele me fez. Ora, fiz isso assim que cada menção foi divulgada. Não deixei nenhum _ nenhum! _ ataque sem resposta.
E os ataques foram vários (há um resumo do ocorrido, segundo a minha versão, na parte de comentários). Antes de fazê-los, Nassif não procurou a mim e nem a Folha. O jornal certamente teria informado que eu apresentei todos os documentos internamente antes de publicar as matérias da Itália. Entrevistas, contatos e o andamento das apurações foram descritos regularmente ao meu chefe, o editor do caderno Dinheiro. Tudo por escrito, aliás.
Repare: a Folha de S.Paulo escreveu 203 reportagens negativas ao Opportunity e a Daniel Dantas no caso Kroll. O caso Telecom Italia mereceu 17 textos _ a maioria escrita por mim, é certo. Mas até uma porta é capaz de perceber que o total, o tamanho e o destaque cedido às matérias na versão impressa e on-line é insuficiente para beneficiar ou prejudicar quem quer que fosse.
Mesmo assim, Nassif continua com suas diatribes. Na visão maluca dele, antes, na Folha, eu era o elo entre Daniel Dantas e a Veja. Desde a semana passada, todavia, eu teria ampliado minha área de atuação: conecto Dantas, a Veja, os pequenos blogueiros, desembargadores, a Câmara de Vereadores de São Paulo e os arapongas italianos do mal (sim, porque agora eles também são divididos, como mutantes da Record, em dois times).
Eis que surjo então como uma espécie fita-crepe que une a imensa rede que quer governar o mundo e destruir o PT, não necessariamente nessa ordem. Daqui a pouco o Snoopy Dogg, a Stephanie de Mônaco, o presidente da Associação Internacional dos Jogadores de Bocha e o Nelson Ned aparecerão como parte importante do “esquema”.
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No começo do blog aqui no A Postos, um leitor que se identificava como Paulo mandou uma crítica muito completa a um post que escrevi sobre os benefícios assistenciais. Achei que ele foi firme e educado, embora com uma orientação ideológica muito mais à esquerda do que a minha. Dediquei outro post para respondê-lo.
Com o tempo, Paulo se transformou em um leitor constante. Nos últimos tempos, porém, alguma coisa parece errada. Não combina com a impressão que tive sobre sua riqueza de seus argumentos e sua capacidade como debatedor.
"Janaína, jamais li tamanha bobagem escrita por quem se diz jornalista. Isso é uma mentira inacreditavel, você vai pagar o maior mico dos blogs de todos os tempos !BNDES perdoou divida !!!!! Banco perdoa divida, quando.... hahahahahahahahahahahahaha, isso não existe, o que provavelmente aconteceu foi um parcelamento de uma divida atrasada.
É a coisa mais ridicula que já li em toda a minha vida, parece piada !
Faço-lhe um desafio se você não provar essa mentira, proponho que rasgue o seu diploma de jornalista, que tal?"
Bom, Paulo, eu també acho que parece piada. Quase metade da dívida, de acordo com os termos da última renegociação entre Luís Nassif e o BNDES, está perdoada _ a menos, claro, que ele volte a atrasar os pagamentos. Meu banco não é tão legal. Será que é por que ele é privado?
Se você duvida de mim, procure pelo processo número 000.05.200321-5, que corre no Poder Judiciário de São Paulo. Escorregue seu indicador até a cláusula 3.3, onde verá a seguinte expressão: "DISPENSA CONDICIONADA".
É o nome técnico do perdão. Se você ler até o fim do parágrafo, concordará comigo, mesmo a contragosto. Até porque não há como duvidar quando a frase em questão é "terá o seu pagamento dispensado, desobrigando os devedores do respectivo pagamento". Sem mistérios, como pode perceber.
E, quer saber, Paulo? Pretendo fazer do Arrastão um espaço para pessoas de todas as correntes e crenças, mas não a qualquer custo. Os bem-vindos aqui primam pela argumentação, pela gentileza, pela honestidade intelectual. Ataques como o que está acima eu já aturo em outros blogs. Os seus, com todo o respeito, eu passo a dispensar.
Por fim, só mais uma coisa: jornalista que é jornalista você sente na veia, onde corre tinta junto com o sangue. Não no papel pendurado na parede. E isso, colega, ninguém destrói, põe em dúvida ou ameaça. Nunca.
Para juntar R$ R$ 1.901.297,34 eu teria de trabalhar 272 meses na Folha de S.Paulo. Ou seja, o BNDES fez uma cortesia com dinheiro público a Luís Nassif e sua mulher, Renata Sanches Pagliarussi Nassif, ao dispensar parte do pagamento da dívida total que a Dinheiro Vivo, da qual ambos são donos e avalistas, tem com o banco. Isso é o equivalente a 23 anos do meu trabalho. E do seu?
Se eu levar em conta o valor total da dívida de ambos, com débitos de R$ 4.284.736,19, seriam necessários 612 meses de suor. Uns 51 anos, praticamente bodas de ouro com o meu trabalho. E com o seu?
A relação seria menos pior se, em vez de pegar o dinheiro, eu tivesse de devolvê-lo aos cofres públicos. Conforme a última renegociação do contrato de Luís Nassif, aprovada pela diretoria do BNDES de Luciano Coutinho em 23 de outubro do ano passado, o valor mensal da parcela repassada pela agência Dinheiro Vivo ao banco é de R$ 23 mil mensais, pelo menos até fevereiro do ano que vem. Isso, para mim, é baba. Só levaria três meses do meu salário integral de repórter na Folha. E do seu?
Desconfio, entretanto, que isso não incomoda o Nassif. Ele tem crédito com o atual governo (não sei se com os bancos privados também). Prova é que o BNDES já tinha renegociado sua dívida uma vez, durante o primeiro mandato do presidente Lula. Naquela época, Carlos Lessa e Darc Costa eram os homens fortes do banco.
A dívida de Nassif, jornalista que palestra sobre economia no Brasil todo, era bem menor há cinco anos: R$ 2.447.941,83. O meu salário, em contrapartida, era melhor quando eu morava em Brasília. Aí, na hora de fazer as contas, as coisas se equilibram _ quase 245 meses de labuta, iguais a 20 anos e meio batucando no meu computador. E no seu?
Claro que o BNDES não é bobo. Tem a prerrogativa de cobrar o R$ R$ 1.901.297,34, caso Nassif não pague os R$ 2.383.438,85, a juros super camaradas, em prestações a perder de vista. Ou seja, o BNDES está cobrando cerca de um quarto (25,36%) além do valor do qual desistiu. É uma excelente renegociação, meu chapa.
Se Nassif precisar pagar, a data estipulada para o acerto com o banco que cuida de dinheiro público é daqui a quase dez anos, 15 de março de 2017, quando acabam as 120 prestações previstas para a quitação da parte do crédito que o BNDES não perdoou.
Nassif certamente pagará tudo em dia e terá o R$ 1.901.297,34 perdoados. Ou, talvez, uma terceira renegociação com o BNDES possa acontecer. Uma idéia é prestar consultoria para o banco, por exemplo. Garanto que ele iria ganhar mais por mês do que o valor da parcela renegociada. Será que Nassif já pensou nisso?
E, se precisar rever o contrato, o que tem demais? A gente nunca sabe quando precisará de uma mãozinha, não é? Tem um monte de empresários devendo no Brasil. O dono da Dinheiro Vivo está longe de ser o único.
A diferença é que a maioria deles não escreve defendendo o governo e atacando quem lhe der na telha, desde que isso agrade aos amigos que estão no poder. Mas isso é outra história.
Como era de se esperar, meus textos não estão descendo redondos para algumas pessoas. Antes que os ataques venham, melhor deixar claro o que está por trás deles: Luís Nassif, outrora jornalista conhecido, é hoje muuuuuuuito mais empresário que repórter.
Primeiro, a pergunta: se você tivesse uma dívida de R$ 1,9 milhão PERDOADA por um banco estatal, você gostaria do governo?
Eu gostaria. Luís Nassif, que recebeu esse benefício, também. Mais especificamente R$ 1.901.297,34, conforme decidiu a diretoria do BNDES no dia 23 de outubro de 2007.
Continuo daqui a pouco.