Arquivo da Categoria ‘Ciências’

terça-feira, 18 de maio de 2010

Tarsila

Há uns sete, oito anos conheci Zoe. Linda e encantadora como uma sereia. Minha amiga tem três filhas: Araiê, Valentina e Tarsila, todas com as mesmas qualidades da mãe. Infelizmente, Tarsila enfrenta problemas de saúde e, até agora, não há um diagnóstico sobre o caso.

Clique aqui para saber um pouco mais sobre Tarsila e, se possível, nos ajudar de alguma forma.

Obrigada.

sábado, 3 de outubro de 2009

Dr. Estranho

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Boa discussão

Pergunta feita pelo Edge e respondida por feras de vários campos de conhecimento: pode a Ciência ajudar a resolver a crise econômica? Clique aqui e confira as respostas (em inglês).

sábado, 6 de dezembro de 2008

Sinfonia inacabada

Para ver o restante, clique aqui.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Mariana – “Universos paralelos”

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Cérebro

Jill Bolte Taylor é uma cientista americana que trabalhava como pesquisadora do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Harvard. Sua área de conhecimento: disfunções cerebrais.

Em dezembro de 1996, Jill teve um derrame e, com ele, a chance de estudar o próprio cérebro. Foram oito anos para a recuperação plena, mas hoje suas idéias são reconhecidas e motivo de polêmica no mundo acadêmico. Confira os motivos para tanto no vídeo abaixo (ele não tem legendas, mas há a tradução na íntegra no Parem o Mundo, basta clicar aqui.)

terça-feira, 1 de julho de 2008

“Cubum autem in duos cubos…”

Como você se sentiria caso resolvesse um problema existente há mais de 300 anos?

Para ver a continuação, clique aqui.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O Livro de Erdös

“Sua mente está aberta?”

Era assim que Paul Erdös, um dos maiores matemáticos de todos os tempos, costumava abordar seu interlocutor. Como ele dormia pouquíssimo, a pergunta podia surgir tarde da noite ou com o sol ainda no horizonte. Tinha como objetivo, na maioria das vezes, iniciar a proposição de um novo mistério para amigos, estudantes ou qualquer um que chamasse a atenção daquele húngaro franzino, de origem judaica, com sotaque carregadíssimo.

A biografia fascinante de Erdös começou em 26 de março de 1913, na cidade de Budapeste, mesmo dia em que morreram suas duas irmãs, abatidas pela escarlatina. Assim, cresceu único em uma família de matemáticos, educado com esmero pela mãe zelosa (o pai, coitado, foi preso pelos russos e passou anos em um campo de concentração na Sibéria). Mais tarde, seria Hitler o responsável por matar praticamente todos os parentes de Erdös. Ele nunca se casou, nem teve filhos.

O matemático estava distante, porém, de figurar como solitário. Era alegre, espirituoso e sociável a ponto de ter um vocabulário inventado conhecido pelos que o rodeavam. Por exemplo, quando ele dizia que o sujeito havia “partido”, o pessoal sabia que o indivíduo em questão tinha falecido. Se Erdös, contudo, afirmasse que a pessoa morrera, a conclusão acertada era a de que ela havia parado de fazer matemática.

Foi nos Estados Unidos, para onde se mudou após a formatura, que o prodígio húngaro iniciou a prática que viria a se tornar sua marca registrada: a colaboração com outros matemáticos, nos mais diferentes campos. Suas parcerias, centenas, resultaram em 1.500 artigos científicos publicados (dizem que a média de alguém extremamente prolífico nessa área não passa de 50.)

“’Estávamos tomando um café na cantina’, conta o geômetra George Purdy, ‘e havia um problema no quadro negro sobre análise funcional, uma área em que Erdös não sabia nada. Eu sabia que dois analistas recentemente conseguiram solucionar o problema num artigo de 30 páginas e estavam muito orgulhosos de seu feito. Erdös olhou para o quadro e disse: ‘O que é isso? É um problema?’ Eu disse que sim e então ele foi ao quadro e leu atentamente o problema. Ele me perguntou algumas questões sobre o que os símbolos ali escritos representavam e, aparentemente sem nenhum esforço, escreveu uma solução em apenas duas linhas. Se isso não é mágica, o que é então?”

Erdös não tinha casa nem bens. Suas posses eram duas bolsas de mão, uma para carregar roupas e a outra, publicações matemáticas. Vivia de conferência em conferência, visitando universidades. Era hospedado pelos amigos, responsáveis por todos os aspectos práticos da vida do matemático, do imposto de renda à comida. O dinheiro que recebia, inclusive milhares de dólares dos prêmios, doava para quem julgasse que faria melhor proveito.

Descobri essa figura única, que morreu em 1996, aos 83 anos, por conta do fascínio e da estranheza que causou a mim, representante do mundo das palavras, uma das suas crenças _ “O Livro”, publicação composta por todos (todos!) os teoremas da Matemática. Para cada um, segundo O Livro, haveria apenas uma prova, a resolução mais elegante e correta para o respectivo problema. Imaginou? (Se alguém souber mais sobre tal assunto, por favor, me avise. Minha curiosidade vai às alturas com essa história.)

Ao fim das contas, porém, o que me cativou na vida desse matemático singular foi o depoimento de um amigo dele, Richard K. Guy:

“Meu maior débito a Erdös vem de uma conversa 30 anos atrás, no Hotel Parco dei Principi em Roma. Ele veio a mim e me surpreendeu com um convite ‘Guy, vamos tomar um café?’. Eu não bebo muito café, mas fiquei intrigado porque o grande homem tinha me escolhido. Quando chegamos ao café, Paul disse-me :

‘Guy, você é infinitamente rico, me empresta $100?’

Fiquei impressionado, não apenas pelo pedido, minha maior surpresa foi a capacidade de satisfazê- lo. Desde esse dia, entendi que sou infinitamente rico; não apenas no plano material, no sentido de que tenho tudo o que preciso, mas infinitamente rico em espírito, em ter a matemática, em ter conhecido Erdös.”

Não é preciso muito para ver que Guy tinha razão.

PS: Os trechos acima foram retirados de traduções feitas por André Kauffman. Um primor.

PS2: O post é para você, Yara, outra “geninha” do Leste Europeu com coração de ouro. Um beijo grande e carinhoso.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Assimetria do tempo

Olá, leitor. Ao contrário dos últimos dias, hoje acordei com uma vontade danada de escrever. Daqui a pouco volto com novos assuntos. Até lá, deixo você com um texto do João Pereira Coutinho, publicado pela Folha de S.Paulo. É bom objeto para a reflexão. Abraço!

“CREIO QUE era o jornalista H. L. Mencken quem escreveu no seu diário que a velhice era um estado irônico. Ele passara toda a juventude em busca de leitores. E quando finalmente tinha leitores, já não tinha a sua juventude.

Recordo a observação por motivos pessoais evidentes: vivo do que leio e escrevo. E não existe dia em que não recorde também um momento terrível da peça teatral de William Nicholson, “Shadowlands”, em que o escritor C. S. Lewis pergunta a um colega de ofício se ele nunca sente a terrível sombra do desperdício. O outro diz que sim, baixa os olhos (envergonhado) e continua, solitariamente, a leitura. Em inglês, a palavra “waste” tem um peso e uma ressonância impossíveis de traduzir para português.

Mas a observação de Mencken (e de Lewis) pode ser alargada a qualquer profissão. Em escritórios ou fábricas, empresas ou lojas, as pessoas perdem a juventude em busca de segurança e conforto; e quando, finalmente, atingem segurança e conforto, a juventude já pertence ao passado. Velhas, cansadas. Provavelmente doentes. O pano desce.”

Continua aqui.

(mais…)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Vídeos interessantes

Mais um dia daqueles em que é melhor não escrever. Deixo você com dois vídeos que adorei. O primeiro, do TED (um dos melhores sites da rede na minha opinião), é uma série de reflexões feitas pelo físico Stephen Hawking sobre o Cosmos.

O segundo é um curta sobre o comportamento dos universitários nos Estados Unidos. Foi realizado por Michael Wesch com a ajuda de 200 estudantes da Universidade Estadual do Kansas.

Infelizmente, os dois estão em inglês. Não sei como fazer para colocar legendas. Alguém sabe?

Abraços!