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    <title>Arrastão</title>
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    <updated>2008-08-26T22:21:53Z</updated>
    <subtitle>Mais teimosa do que a média, atua hoje como consultora. Ao longo dos últimos dez anos trabalhou como repórter em São Paulo e Brasília. Passou por alguns dos veículos mais importantes do país (Folha de S.Paulo, Época e Gazeta Mercantil, entre outros).</subtitle>
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    <title>Fortuna</title>
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    <published>2008-08-26T22:20:19Z</published>
    <updated>2008-08-26T22:21:53Z</updated>
    
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        <![CDATA[<center><div style="width: 430px; text-align:center;"><embed width="426" height="327" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.mixwit.com/flash/widgets/shell.swf" wmode="transparent" flashvars="env=embed&widget=00d63935d102c223e30974057d9df5a4&playlist=8fdd7b4adf3effeededb97a896a3fdeb&vuid=embed"></embed>
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    <title>Uma pitada de surreal</title>
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    <published>2008-08-26T22:11:45Z</published>
    <updated>2008-08-26T22:18:34Z</updated>
    
    <summary>O conto que segue, &quot;A Cartomante&quot;, foi escrito por Murilo Mendes há 75 anos. &quot;Minhas pernas circulavam num céu de sabão, quando uma mulher que de tão morena parecia a estátua da Fatalidade plantou-se diante de mim. Imediatamente nasceram dois...</summary>
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        <![CDATA[<p>O conto que segue, "A Cartomante", foi escrito por <a href="http://www.klickescritores.com.br/pag_imortais/fr_murilo.htm">Murilo Mendes </a>há 75 anos. </p>

<blockquote>"Minhas pernas circulavam num céu de sabão, quando uma mulher que de tão morena parecia a estátua da Fatalidade plantou-se diante de mim. Imediatamente nasceram dois baralhos de suas mãos. Diversos senadores, choferes, estudantes, operários e o núncio apostólico suicidaram-se na frente dela. Eu também devo ter me suicidado, só que o poeta é o tipo do sobrevivente. Ela ainda agarrou pela aba do roupão o banhista José, mas o herói deslizou na primeira onda de som e caiu no mar. A mulher soltava mentiras a todo instante. Cada vez que ela soltava uma mentira, nascia uma roseira. Em breve a praça tornou-se coalhada de roseiras com seus cinemas, suas confeitarias, seus bordéis, seus anúncios luminosos, seus bancos, suas guilhotinas. Os peixes cintilavam no céu, e, movendo graciosamente as barbatanas, faziam vibrar a música das esferas. Diante do espetáculo da ordem da criação, meu espírito bárbaro levantou as camadas de sífilis e de pesadelo que me legaram os retratos de meus avós cretinos, e gritou diante do mar coalhado de paquetes:

<p>'Mulher que pareces contemporânea do primeiro tempo do espírito, explique-me, ô anjo máquina de costura-caos, por que existe um limite para a desarmonia; por que os anjos não atropelam os geômetras na rua; por que os capitalistas nas suas casas; por que as diabas-antenas não atropelam os músicos nas suas cabeças; por que a minha namorada não me matou'.</p>

<p>Aposto um mamão contra a eternidade que a mulher ia responder; mas um aeroplano que passava atirou uma bomba de tinta Eureka na cabeça dela. O ar ficou tão lavado e transparente que eu pude distinguir com nitidez a linha que vai do equador ao pólo; em cima dela um japonês se equilibrava, jogando bilboquê com a cabeça de um chinês."</blockquote></p>

<p>Mais do autor <a href="http://www.klickescritores.com.br/pag_imortais/fr_murilo.htm">aqui</a>.<br />
</p>]]>
        
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    <title>Beleza? Clarice</title>
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    <published>2008-08-25T20:47:05Z</published>
    <updated>2008-08-25T20:47:52Z</updated>
    
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        <![CDATA[<center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9ad7b6kqyok&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/9ad7b6kqyok&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center>]]>
        
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    <title>Polêmica? Zeitgeist</title>
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    <published>2008-08-25T20:24:58Z</published>
    <updated>2008-08-25T20:30:50Z</updated>
    
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        <![CDATA[<center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CZ8naJjapek&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/CZ8naJjapek&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center>]]>
        
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    <title>Constatação 2</title>
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    <published>2008-08-21T20:33:52Z</published>
    <updated>2008-08-21T21:21:40Z</updated>
    
    <summary>Acabo de voltar do hospital pela segunda vez em dois dias. Crise alérgica com perda de capacidade respiratória. Lá na emergência, tomando corticóide na veia, de súbito veio a luz nas palavras de Lame Deer. &quot;Ser um curandeiro significa estar...</summary>
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        <![CDATA[<p>Acabo de voltar do hospital pela segunda vez em dois dias. Crise alérgica com perda de capacidade respiratória. Lá na emergência, tomando corticóide na veia, de súbito veio a luz nas palavras de Lame Deer. "Ser um curandeiro significa estar exatamente no meio da confusão, e não defender-se dela". É isso aí. </p>

<p>Tive uma proposta de emprego. Vou aceitá-la. O Arrastão é incompatível com o que vou fazer daqui para diante. O blog torna-se, a partir de hoje, um espaço restrito a textos ficcionais, como os seguintes versos de Goethe:</p>

<p>"E enquanto não tiveres passado por<br />
Isso: morrer e assim nascer,<br />
És apenas hóspede perturbado<br />
Na terra sombria."</p>

<p>Um beijo para você, leitor. E obrigada por tudo. <br />
</p>]]>
        
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    <title>Soon...</title>
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    <published>2008-08-21T20:29:08Z</published>
    <updated>2008-08-21T20:32:15Z</updated>
    
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        <![CDATA[<center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PwGLJk_bySc&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/PwGLJk_bySc&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center>]]>
        
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    <title>A arte da memória</title>
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    <published>2008-08-19T19:57:11Z</published>
    <updated>2008-08-19T20:25:35Z</updated>
    
    <summary>&quot;A mente não existe só no homem, mas em todas as coisas.&quot;</summary>
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        <![CDATA[<p>Se você gosta de história, filosofia, teologia ou ciência, dê um pulo no site da revista New Yorker e leia o artigo <a href="http://www.newyorker.com/arts/critics/books/2008/08/25/080825crbo_books_acocella">"The Forbidden World"</a>. O texto, em inglês, é sobre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Giordano_Bruno">Giordano Bruno</a>, padre italiano condenado à fogueira pela Inquisição no século XVI.</p>

<p>Entre outras coisas, Bruno dizia que habitamos um dos infinitos mundos e que as estrelas têm diferentes grandezas e não são fixas. Suas idéias, consideradas heréticas, influenciaram <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Galileu_Galilei">Galileu</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bento_de_Espinosa">Espinosa</a>, por exemplo. </p>]]>
        
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    <title>Voto</title>
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    <published>2008-08-19T14:37:58Z</published>
    <updated>2008-08-19T14:44:41Z</updated>
    
    <summary>Voto obrigatório. Detesto. </summary>
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        <![CDATA[<p>Concordo com João Pereira Coutinho. Ele escreve hoje, na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1908200819.htm">Folha de S.Paulo</a>, sobre voto obrigatório:</p>

<blockquote>"Só uma vida examinada vale a pena ser vivida? Os gregos, pela boca platônica (na "Apologia"), acreditavam que sim. Mas os gregos acreditavam em mais: acreditavam que a vida pública era marca suprema da excelência. Os homens podem ocupar-se dos seus assuntos pessoais e privados. Mas a recusa em votar, em discursar, em interessar-se pelos assuntos da cidade, revelava não apenas egoísmo ou ignorância. Essa recusa cobria o abstencionista com um manto de imoralidade e infâmia. Os gregos, aliás, tinham uma palavra bem expressiva para essas tribos: 'idiotai'. Não é difícil imaginar a evolução da palavra nos tempos futuros.

<p>Foi o cristianismo que quebrou esse "absolutismo democrático" ao introduzir um espaço íntimo, pessoal, intransmissível, palco da minha consciência. A Deus o que é de Deus, a César o que é de César. Ou, por outras palavras, um ser humano não se define, apenas, pela vontade em participar nos destinos da cidade terrestre. Existe uma relação fundamental, e talvez superior, com os mandamentos da cidade celeste. Involuntariamente, o cristianismo promovia a liberdade individual ao apresentar aos homens não apenas um caminho, mas dois: o caminho público e o caminho privado. </p>

<p>... Pessoalmente, creio que a verdadeira legitimidade de qualquer eleito só existe quando o voto foi uma opção pessoal do eleitor, não uma exigência do sistema. A autonomia valoriza o ato. Mas também valoriza, como Kant relembra, as conseqüências do ato. </p>

<p>Os gregos admiravam a vida pública sobre qualquer outra. E reservavam o rótulo de 'idiotas' para quem discordava. Não é grave, leitores, não é grave. Ontem, como hoje, melhor ser 'idiota' do que escravo."</blockquote></p>]]>
        
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    <title>Pais</title>
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    <published>2008-08-17T21:43:49Z</published>
    <updated>2008-08-17T22:06:07Z</updated>
    
    <summary>Renato Archilla é mesmo o culpado? Não sei. Espero que não. Mas eu gostaria de dizer para Renata que alguns pais matam pela ausência. Outros, ao ficarem por perto. 
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        <name>Janaína Leite</name>
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    <content type="html" xml:lang="en" xml:base="http://arrastao.apostos.com/">
        <![CDATA[<p>Folha de S. Paulo, reportagem de Laura Capriglione: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1708200801.htm">"Publicitária que foi alvo de atentado quer rever o pai"</a>. A seguir, alguns trechos: </p>

<blockquote>"Vítima de atentado contra sua vida -um tiro na bochecha, outro logo abaixo do nariz (a bala ficou alojada na coluna vertebral) e outro no pulso esquerdo-, cometido por um homem vestido de Papai Noel a cinco dias do Natal de 2001, a publicitária Renata Guimarães Archilla, 29, desde logo teve a certeza de que os mandantes do crime foram seu pai e avô. No dia 12, os dois, que alegam inocência, foram presos em São Paulo. A jovem sobrevivente, depois de se submeter a oito cirurgias reparadoras (chegou a ter a morte anunciada em virtude de complicações), ainda manifesta o desejo de se encontrar com o pai, Renato Garembeck Archilla, 49, para lhe perguntar: 'Por quê?'"
 
"Por quê? Eu sei que ninguém pode ser obrigado a amar ninguém. Mas eu nunca fiz nada de mal para você. Eu nunca fui à sua casa para ofender. Por que você fez isso comigo?"

<p>"...Eles se conheceram no Guarujá -mamãe tinha 17 anos, ele, 19. Meu pai sempre mandava flores. Ele a chamava de 'Prin', de princesa, escrevia cartas de amor derramado. Tinha acabado de entrar na Fundação Getúlio Vargas e ela estava fazendo cursinho... Para driblar a oposição paterna, ele teve a idéia: como meu avô tinha muita vontade de ter um neto, seria uma boa minha mãe engravidar. Uma vez confirmada a gestação, eles chegariam com a 'feliz notícia' e tudo se resolveria. No dia 31 de dezembro de 1978, meu pai levou minha mãe a um hotel para a primeira noite deles."</p>

<p>"... Já com a gestação avançada, uma vez a minha mãe viu meu pai dentro de um [carro] BMW, parado em um semáforo da rua Augusta. Correu para falar com ele, que fechou o vidro. O farol abriu. Ele arrancou. Mamãe ficou plantada na rua."</p>

<p>"Quando nasci, no dia 15 de agosto de 1979, às 22h35, no Hospital São Luiz, minha mãe estava cercada pela sua família e amigos. Meu pai não apareceu."</p>

<p>"... Então, minha mãe telefonou para o meu pai. Perguntou-lhe se já sabia da novidade. 'Não'. Pedi para falar com ele. 'Eu não tenho filha.'"</p>

<p>"... Meu pai sentou-se à minha esquerda e minha mãe, à direita. Foi a única vez em que tive os dois ao meu lado.<br />
Tiramos o sangue. O médico pediu que eu escrevesse meu nome no meu tubinho de sangue, que minha mãe escrevesse o nome do meu pai no tubo dele, e que ele escrevesse o nome da minha mãe no tubo dela. Era para que ninguém suspeitasse da troca dos tubos de sangue. Então, ele se virou para minha mãe e perguntou: 'Como é mesmo o seu nome?' Iara Lucia Chinaglia Guimarães, respondeu minha mãe, que logo emendou: 'E o seu, como é?'. Ela não ia ficar por baixo. Foi por muito pouco que eu não perguntei: 'E o meu mesmo, como é?' Quando saí da Pro-Matre, chorei, chorei."</p>

<p>"... Eu tentava tranqüilizá-lo: ele não precisava me amar do dia para a noite. Eu só queria conhecê-lo. Ele me perguntava, por exemplo, se eu já havia visto o nascimento de um potro. 'Não? É a coisa mais linda e mais emocionante que já vi na vida. Um dia levo você na fazenda, para ver como é lindo.'" </blockquote></p>

<p>Renato Archilla é mesmo o culpado? Não sei. Espero que não. Mas eu gostaria de dizer para Renata que alguns pais matam pela ausência. Outros fazem o mesmo ao ficarem por perto. </p>

<p>Desejo a ela um futuro muito, muito feliz.</p>]]>
        
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    <title>Na Terra, como no Céu</title>
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    <published>2008-08-17T21:21:51Z</published>
    <updated>2008-08-19T14:17:57Z</updated>
    
    <summary> Amarildo, n&apos;A Gazeta (Espírito Santo)....</summary>
    <author>
        <name>Janaína Leite</name>
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    </author>
            <category term="Charges" />
    
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        <![CDATA[<center><img alt="amarildogazetaonline2.jpg" src="http://arrastao.apostos.com/amarildogazetaonline2.jpg" width="450" height="296" /></center>

<p>Amarildo, n'A Gazeta (Espírito Santo).</p>

<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=7,0,0,0" width="260" height="60" id="mp3tube" align="middle" border="0"><param name="movie" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=39601d84c30a627165797328ed3feaaa" /><param name="quality" value="High" /><param name="wmode" value="transparent"><param name="menu" value="false"><embed src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=39601d84c30a627165797328ed3feaaa" quality="High" width="260" height="60" name="mp3tube" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false" /></object></p>]]>
        
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    <title>Constatação</title>
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    <published>2008-08-14T21:51:43Z</published>
    <updated>2008-08-14T22:01:10Z</updated>
    
    <summary>Machado de Assis, em &quot;O Velho Senado&quot;: &quot;Não se admire, portanto, o leitor se não lhe dou notícias políticas. Política, como eu e meu leitor entendemos, não há. E devia agora exigir-se de um meiro o alcance do olhar da...</summary>
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        <name>Janaína Leite</name>
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        <![CDATA[<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Machado_de_Assis">Machado de Assis</a>, em "O Velho Senado":</p>

<blockquote>"Não se admire, portanto, o leitor se não lhe dou notícias políticas. Política, como eu e meu leitor entendemos, não há. E devia agora exigir-se de um meiro o alcance do olhar da águia e o rasgado do seu vôo? Além de ilógico fora a crueldade. Estamos muito bem assim; demais, não precisa o Império de capricórnio."</blockquote>
]]>
        
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    <title>O Cavaleiro Inexistente</title>
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    <published>2008-08-14T19:31:10Z</published>
    <updated>2008-08-14T21:37:21Z</updated>
    
    <summary> Sei que demorei a escrever, perdoe-me. As horas andam líquidas além do normal, escorrem sem que eu perceba. Aliás, nunca fui boa com medidas _ sofro de incapacidade crônica quando o assunto é calcular passagem do tempo, distância ou...</summary>
    <author>
        <name>Janaína Leite</name>
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            <category term="Crônicas" />
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        <![CDATA[<center><img alt="batmanbegins1.jpg" src="http://arrastao.apostos.com/batmanbegins1.jpg" width="266" height="400" /></center>

<p>Sei que demorei a escrever, perdoe-me. As horas andam líquidas além do normal, escorrem sem que eu perceba. Aliás, nunca fui boa com medidas _ sofro de incapacidade crônica quando o assunto é calcular passagem do tempo, distância ou conseqüências. </p>

<p>Continuo a evitar análises cotidianas. Pesaria a mão se o fizesse agora. A guerra continua solta e, depois da bagulhada, a imparcialidade de todos foi para as cucuias. Inclusive, claro, a minha. </p>

<blockquote>"Não há veneno pior que o das serpentes; não há cólera que vença a da mulher. É melhor viver com um leão e um dragão, que morar com uma mulher maldosa." </blockquote>

<p><a href="http://www.catolicanet.com/?system=biblia&action=capitulo&livro=ECLO&capitulo=25&versiculo=22">Eclesiastes</a>, mas pode ficar com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Assim_Falou_Zaratustra">Nietzsche</a>, se preferir. Dá na mesma.</p>

<p>Que bichos estranhos, os homens. Aos bandos são insuportáveis, totalmente sem condição de pensar por si mesmos. Sozinhos, escolhem uma persona, mascaram-na de conduta, e dela não se desgarram. A certeza é a substituta do peito da mãe, vai alimentá-los e acalmá-los pelo resto da vida. </p>

<p>O <a href="http://br.youtube.com/watch?v=usIyEL7ut5A">Batman dos cinemas</a>, por exemplo, poderia ser alvo de horas de digressão. Prefiro, no entanto, falar do comissário Gordon, a figura mais interessante do filme. </p>

<p>("Ah, não, é o Coringa!" OK. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Heath_ledger">Heath Ledger </a>era um dos homens mais bonitos e talentosos do cinema, e o mal, sabemos ambos, tem apelo. Acontece que todo mundo falou sobre o quanto ele está sensacional no filme. Eu concordo. Logo, para que repetir?)</p>

<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gary_Oldman">Gary Oldman</a>, o Gordon, também aparece magistral no raquitismo, nos óculos de míope, na voz arrastada, no bigode stalinista. É ele quem valida a <em>raison d'etat</em>, a lógica de que as ações do Estado não estão sujeitas às mesmas regras que os atos dos cidadãos e que, portanto, o vale-tudo é o único meio de se fazer justiça em Sodoma, digo, Gotham. </p>

<p>O comissário é a antítese do sertanejo _ antes de tudo, um fraco. Um coadjuvante de si mesmo. Sem ajuda não prende ninguém, não interroga ninguém, não salva ninguém. Mesmo assim, ganha palmas e promoções. Harvey Dent, o Cavaleiro Branco, consegue a condenação. Bruce Wayne, o bilionário, planeja e banca os meios para o plano ser levado adiante. Batman, o Cavaleiro Negro, realiza. Todos lindos, bem vestidos, admirados, desejados e imitados de algum modo. </p>

<p>Gordon... Bom, Gordon é feinho, pobreta, diletante e incapaz de identificar sequer os corruptos de seu departamento que andam de braços com a máfia. Ele se contenta com o papel de abre-alas para Dent e Batman. Só o filho, Jr., vê alguma graça no velho comissário.</p>

<p><em><blockquote>"Did Batman save you, daddy?" </blockquote><br />
<blockquote>"Actually, this time I saved him."</blockquote></em></p>

<p>Rá. Mentira, mas ele acredita. Diga lá: se não fosse monitorarem todo mundo, o que seria de Gordon? </p>

<p>Enquanto o diálogo entre os homens da família Gordon acontece, a filha e a mulher do chefe de polícia estão amarradas e tremendo de medo, logo após terem sido ameaçadas por um maníaco desfigurado. Gordon pouco se importa: ele e o Jr. precisam ficar de olho é no Morcegão, a síntese de tudo aquilo que ele gostaria de ser e não é. Não é só o Coringa que precisa do Batman. </p>

<p>Ora, fácil perceber que o policial acomodou uma massa de bílis amarela e negra, encapada com fleuma, onde deveria colocar a pedra angular de sua personalidade. Raiva, ressentimento, impotência e inveja, tudo ali, guardado e escondido sob a aparente humildade. E é isso que ele está ensinando para o Jr. </p>

<p><em><blockquote>"Y'see, madness, as you know, is like gravity. All it takes is a little...push."</blockquote></em></p>

<p>Não é difícil imaginar que o Coringa tenha, um dia, sido Gordon, o Cavalariço.</p>

<center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dHLjYBsl2zA&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/dHLjYBsl2zA&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center>]]>
        
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    <title>Páreo duro</title>
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    <published>2008-08-12T23:44:20Z</published>
    <updated>2008-08-12T23:51:06Z</updated>
    
    <summary> A charge é do Mangabeira, sempre ótimo....</summary>
    <author>
        <name>Janaína Leite</name>
        <uri>arrastao.apostos.com</uri>
    </author>
            <category term="Charges" />
            <category term="Geral" />
    
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        <![CDATA[<center><img alt="charge_Mangabeira_c.jpg" src="http://arrastao.apostos.com/charge_Mangabeira_c.jpg" width="400" height="244" />
</center>

<p>A charge é do <a href="http://blogdomangabeira.blogspot.com/"target="_blank">Mangabeira</a>, sempre ótimo. </p>]]>
        
    </content>
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    <title>Vampiro</title>
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    <published>2008-08-12T23:00:16Z</published>
    <updated>2008-08-13T16:24:42Z</updated>
    
    <summary>Eu e o vampirinho.</summary>
    <author>
        <name>Janaína Leite</name>
        <uri>arrastao.apostos.com</uri>
    </author>
            <category term="Crônicas" />
            <category term="Geral" />
    
    <content type="html" xml:lang="en" xml:base="http://arrastao.apostos.com/">
        <![CDATA[<p>Poderiam ser o tambores em torno da Petrobras, ou as polêmicas do boqueirão virtual, mas a verdade é que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monteiro_Lobato"target="_blank">Monteiro Lobato</a> riscou na memória por conta de uma reclamação.</p>

<blockquote>"O diabo queira escrever forçado! É o mesmo que andar arcado. Nada emperra mais a pena, e tolhe tanto o correntio da frase, como sentirmos sobre os ombros alguém a espiar-nos."</blockquote>

<p>Verdade. Há um monte de coisas acontecendo por aí e algumas, poucas, valeriam comentário. O problema é que não tenho vontade de escrever sobre. Só consigo pensar em outra coisa: o morcego que invadiu a casinha de barro há algumas noites, enquanto eu, deitada, sozinha e à luz da vela, lia histórias da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_de_Jesus"target="_blank">Companhia de Jesus</a>. </p>

<p>Naquele momento, inesquecível, enfiei a cabeça sob o cobertor e torci, com a imaginação virada em <a href="http://www.truthbook.com/images/site_images/William_Blake_Satan_Exulting_over_Eve_400.jpg"target="_blank">Blake</a>, para que o bicho parasse de dar rasantes perto de mim. </p>

<p>O diabrete, educadíssimo, atendeu. Pendurou-se de ponta-cabeça no gancho do teto, exatamente em cima da minha cabeça, trinta centímetros de envergadura recolhidos até o próximo vôo.<br />
 <br />
De modo que não tinha jeito, era preciso levantar. O andaraí enlouqueceu ainda mais. Passou a voar, aos guinchos, pertinho do meu ombro e dos meus cabelos. Nem sei de onde tirei calma suficiente para procurar os tênis, a corrente do portão, o cadeado e a blusa, necessários para sair em trilha noturna na busca de ajuda. <br />
 <br />
Meio do caminho, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fortuna_(mitologia)"target="_blank">Fortuna </a>descuidou-se e a lanterna pifou. Céu sem estrelas. O chão, lama pura. Breu, no meio da mata Atlântica. Barulhos de todos os bichos. Seguir ou voltar?</p>

<blockquote>"Ande com calma na estrada escorregadia, pois nela se embosca o demônio do desastre."</blockquote>

<p>"<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conf%C3%BAcio"target="_blank">Confúcio</a>, meu filho, está certíssimo." Voltei. Como tinha percorrido o caminho há dois minutos, aclives e declives estavam frescos na memória, bem como as histórias do padre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abarebeb%C3%AA"target="_blank">Abarébebê</a>, que me precedeu na difícil arte das viagens e do autocontrole. </p>

<p>Entrei de novo na casa atrás de velas e fósforos para iluminar meus nervos. O pequeno <a href="http://www.leialivro.com.br/texto.php?uid=1976"target="_blank">Mefistófoles</a>, persistente, continuava por lá. Voltou a se debater em torno de mim. </p>

<p>Confesso que aí minha porção <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lilith"target="_blank">Lilith </a>já estava gostando da brincadeira e pensava que aquela coisinha nojenta bem que poderia se transformar num <a href="http://www.youtube.com/watch?v=bDH7P0qvSMU"target="_blank">vampiro bonitão</a> disposto a partilhar uma taça de vinho e boa conversa antes de se atracar com meu pescoço.</p>

<p>Os pensamentos ímpios me salvaram. Foi assim que, obsessa e digna, cheguei na casa da professora. Moradora há 15 anos do local, a moça contou sorrindo: o morcego é velho conhecido de todos eles. Eu é que tinha invadido a casa do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dr%C3%A1cula"target="_blank">Vlad</a>, veja você. </p>

<p>Tudo, meu caro, é questão de perspectiva.</p>

<p><em><br />
PS: O único perigo, esclareceu a professora, é que eu tenha sido mordida, pois o danado é transmissor da raiva e seu roçar de dentes é tão leve que, muitas vezes, o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9HHBBa__3tM"target="_blank">atacado nada sente</a> (ou não demonstra que sente). Tenho algumas marcas na carótida (adoro tal palavra) e no pé. De lá para agora, porém, estou louca de calma. Se, contudo, ficar agressiva nos próximos dias, o motivo consta explicado. </em></p>]]>
        
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    <title>Ei, você, psiu!</title>
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    <link rel="service.edit" type="application/atom+xml" href="http://www.apostos.com/mt/mt-atom.cgi/weblog/blog_id=38/entry_id=25681" title="Ei, você, psiu!" />
    <id>tag:arrastao.apostos.com,2008://38.25681</id>
    
    <published>2008-08-10T14:19:14Z</published>
    <updated>2008-08-10T14:27:20Z</updated>
    
    <summary>God bless silent pain and happiness</summary>
    <author>
        <name>Janaína Leite</name>
        <uri>arrastao.apostos.com</uri>
    </author>
            <category term="Vale ouvir" />
    
    <content type="html" xml:lang="en" xml:base="http://arrastao.apostos.com/">
        <![CDATA[<center><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/65N_1eSkKWg&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/65N_1eSkKWg&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></center>

<p>London, London<br />
(Caetano Veloso)</p>

<p>I'm wandering round and round, nowhere to go<br />
I'm lonely in London, London is lovely so<br />
I cross the streets without fear<br />
Everybody keeps the way clear<br />
I know I know no one here to say hello<br />
I know they keep the way clear<br />
I am lonely in London without fear<br />
I'm wandering round and round, nowhere to go</p>

<p>While my eyes go looking for flying saucers in the sky (2x)</p>

<p>Oh Sunday, Monday, Autumn pass by me<br />
And people hurry on so peacefully<br />
A group approaches a policeman<br />
He seems so pleased to please them<br />
It's good at least, to live and I agree<br />
He seems so pleased, at least<br />
And it's so good to live in peace<br />
And Sunday, Monday, years, and I agree</p>

<p>While my eyes go looking for flying saucers in the sky (2x)<br />
I choose no face to look at, choose no way<br />
I just happen to be here, and it's ok</p>

<p>Green grass, blue eyes, grey sky (2x)<br />
God bless silent pain and happiness<br />
I came around to say yes, and I say</p>

<p>While my eyes go looking for flying saucers in the sky</p>]]>
        
    </content>
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