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July 12, 2008

MAINARDI: Suspeita de achaque levou Nassif a sair da Folha

Eis a coluna que Diogo Mainardi, da Veja, escreveu para a última edição da revista:

"Eu sou lobista de Daniel Dantas. É o que diz o blogueiro Luis Nassif. Como foi que eu ajudei Daniel Dantas? Acusando-o de ter financiado Lula. E também acusando Naji Nahas de ter financiado Lula. O fato de eu ter publicado uma série de documentos judiciais sobre Naji Nahas e a Telecom Italia me incrimina, segundo Luis Nassif. Entende-se: em meu lugar, ele teria picotado e obedientemente engolido esses documentos, que denunciam as ilegalidades cometidas pela empresa e pelo governo. Quem patrocina o site de Luis Nassif? A Telecom Italia. Quem impediu que ele falisse e perdesse até as cuecas? O BNDES.

Eu já ridicularizei Luis Nassif três anos atrás, demonstrando que ele reproduziu integralmente em sua coluna a nota de um lobista ligado a Luiz Gushiken. Ele foi demitido da Folha de S.Paulo pouco tempo depois, por causa de um fato ainda mais nauseabundo: a suspeita de ter usado seus artigos no jornal para achacar o governo de Geraldo Alckmin. Em 2004, Luis Nassif convidou o secretário Saulo de Castro para um fórum de debates organizado por sua empresa, Dinheiro Vivo. O detalhe sórdido era o seguinte: para o secretário poder participar do evento, o governo paulista teria de desembolsar 50.000 reais. Saulo de Castro negou o pedido.

Em 2005, Luis Nassif voltou à carga, cobrando uma tarifa ligeiramente mais modesta, de 35.000 reais. A assessora de Saulo de Castro mandou um e-mail para o chefe com este comentário: "Não é à toa que a empresa se chama Dinheiro Vivo". Saulo de Castro negou o pedido mais uma vez. Luis Nassif decidiu retaliar. Em sua coluna, passou a atacar sistematicamente o governo Alckmin, em particular o secretário Saulo de Castro. Quando o diretor da Folha de S.Paulo, Otavio Frias Filho, foi informado das suspeitas em torno de Luis Nassif, demitiu-o imediatamente. Nesta semana, falei sobre o episódio com Otavio Frias Filho. Ele confirmou.

Com a carreira no jornalismo arruinada, Luis Nassif refugiou-se na internet, onde seu passado era desconhecido, como o de Mengele em Bertioga. O bando de Luiz Gushiken arranjou-lhe uma sinecura no iG. Enquanto fazia um blog para meia dúzia de leitores, ele era obrigado a escapar de seus credores no BNDES, que queriam penhorar seus carros e apartamentos para tentar recuperar uma parte do rombo de 4 milhões de reais da Dinheiro Vivo. No fim de 2007, depois de um misterioso encontro com a diretoria do BNDES, ele conseguiu fechar um acordo judicial altamente lesivo para o banco, que lhe garantiu os seguintes mimos: o abatimento de 1 milhão de reais de sua dívida, o prazo de dez anos para saldá-la, a retirada de todas as garantias para o pagamento do empréstimo e a dispensa de uma multa de 300.000 reais. Algumas semanas depois, ele retribuiu a generosidade estatal usando o único método que conhece: uma campanha de mentiras descaradas contra mim e contra VEJA, tidos como inimigos do governo.

Luis Nassif é um banana. Ninguém dá bola para ele. Por isso mesmo, minha idéia era persegui-lo apenas judicialmente. De fato, estou processando o iG. Tenho uma tonelada de mensagens, documentos e testemunhas que desmoralizam toda a imundície publicada em seu blog. Mas suas calúnias ganharam outro peso depois que Daniel Dantas e Naji Nahas foram presos. Claramente, o pessoal que o emprega está preocupado com o rumo que esse inquérito pode tomar. Há um empenho para impedir que os dois sejam associados a Lula, como eu sempre fiz. Quando Daniel Dantas e Naji Nahas foram presos, eu comemorei. Luis Nassif deve ter pensado em todos os documentos que terá de picotar e engolir. E em todos os patrocinadores que poderá ganhar."

Só não concordo com a parte que diz "ninguém dá bola para ele". Infelizmente, há pessoas que ficam cegas pela ideologia ou aquelas que não imaginam o que se passa realmente nos bastidores da notícia. É por respeito aos últimos que reproduzo a coluna, pois Mainardi não precisa ser incensado. Tem méritos próprios e no episódio lamentável do "dossiê Veja", que envolveu meu nome e criou uma série de constrangimentos para minha vida profissional, Mainardi tem a verdade a seu lado.

Por isso mesmo, a retaliação em forma de fatos distorcidos e ataques aleatórios chegará logo. Mais uma vez, será desmentida. É guerra, leitor. Você vai se divertir. Eu, nem tanto. Preferia continuar dedicando atenção a "Kafka à Beira-Mar". Pensando bem, todavia, eu o farei _ de um jeito ou de outro.

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June 30, 2008

Retratinho

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Adão Iturrusgarai, atemporal. Visite o blog do moço.

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April 20, 2008

JANNONE: Documentos italianos são autênticos; íntegra da entrevista amanhã no Arrastão

Amanhã, publicarei a íntegra da entrevista concedida ao Arrastão, via e-mail, por Angelo Jannone, ex-chefe de Segurança da Telecom Italia para a América Latina. Ele fala sobre o inquérito da Procuradoria de Milão que investiga práticas irregulares da operadora em vários países, inclusive no Brasil.

De acordo com Jannone, ele entregou pelo menos 15 mil documentos à Justiça de Milão e está disposto a colaborar com o Ministério Público brasileiro. Ex-carabinieri, reclama que os procuradores italianos têm privilegiado testemunhos “mentirosos” às provas documentais. Como exemplo, ele cita as declarações do detetive Marco Bernardini, ex-colaborador do time de segurança da Telecom Italia.

Jannone confirma que os documentos tornados públicos em fevereiro por mim e Diogo Mainardi, da revista Veja, fazem parte dos autos da Justiça milanesa, são autênticos e mantêm o sentido do original, mesmo com páginas a menos.

O entrevistado tem autoridade para falar sobre o assunto. Os links que eu coloquei na internet são relativos ao depoimento prestado aos procuradores italianos pelo próprio Angelo Jannone. Mainardi, por sua vez, compartilhou o mandado de prisão expedido contra... Jannone.

A afirmação do ex-chefe de segurança da Telecom Italia na região latino-americana desmonta, portanto, acusações feitas por Luís Nassif, dono da Dinheiro Vivo e blogueiro do iG, contra mim e Mainardi.

Em seu blog, no chamado dossiê Veja, Nassif e seus “comentaristas”, sustentam que os documentos revelados na internet haviam sido forjados no Brasil. E lançam a suspeita de que as páginas faltantes foram retiradas propositalmente para beneficiar o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity.

A entrevista com Jannone fala ainda sobre a relação entre a Telecom Italia e a Abin, a suposta ligação entre Marcos Valério e Marco Bernardini, a participação de outras empresas na espionagem da cúpula do governo federal, os detalhes de pagamentos feitos pela operadora italiana no exterior a pessoas contratadas para influenciar a mídia no Brasil etc.

Não perca.

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April 17, 2008

DOSSIÊ VEJA: Acusações e respostas (1)

Acho que ficará melhor para entender toda essa bagunça se você puder acompanhar em ordem. Por isso, compilei alguns links, de forma a facilitar seu entendimento. Se houver sugestões, por favor, fique à vontade.

1) MEMÓRIA

- O que eu dizia da briga dos jornalistas ANTES de ser envolvida, dois posts de novembro: Briga na imprensa e Adendo.


2) NASSIF e "O caso Janaína Leite"
- O que Nassif falou de mim.
- A matéria que escrevi para a Folha citada por Nassif (para assinantes ou aqui).
- A resposta de Janaína.
- A análise do texto de Nassif por Gravataí Merengue.
- A reação destemperada de Nassif
- O esclarecimento de Soninha
- As ponderações de Gravataí Merengue:
- As desculpas de Nassif para Soninha.

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DOSSIÊ VEJA: Acusações e respostas (2)

Continuo enumerando os links em uma ordem que facilita seu entendimento.

3) Os italianos no Arrastão
- Novembro: "Estamos aqui", Dica, Dica 2, Aviso à Praça, Listinha, Túnel do Tempo, Polido, Notícias da Itália, Notícias da Itália 2, Testemunha, Influenza, Tavaroli, Briga na imprensa, Adendo, "Antes tarde...".

- Dezembro: Negociador pleno, "Uns ganham, outros...", Calúnia, Angra, Angra 2, Ciao!, Crítica pertinente, G00db0ys, Benvenuto, O Brasil de Bismarck, Briga na imprensa 2, Diálogo, "Alô, Planalto!", "Alô, Planalto! 2", "Resposta a Luís Nassif (primeiro ataque)"


3) NASSIF e a acusação de orquestração

- O que ele disse e as conclusões do "leitor Salles".
- Os documentos italianos transformados em "relatórios".
- Minha resposta (a segunda da série que fui obrigada a fazer)ao ataque que falava sobre a orquestração.
- Os comentários no blog de Nassif que falavam da página 55 (se não me engano, um tal de Fábio). "Cadê a página 55, Janaína?"
- Minha segunda resposta a Nassif e seus leitores.

4) Para entender melhor, procurei mais material na Folha. A pesquisa foi feita a partir da expressão "advogado Marcelo Elias". Os links são apenas para os assinantes. Copiei as matérias aqui.

- O que escrevi sobre o advogado Marcelo Elias. No dia 29 de outubro de 2006, a Folha publicou uma página com informações que mandei da Itália. A página princial era "Tele quis investigar ministros, diz italiano", "Perfil: Ex-detetive colabora com promotores"; "Saiba mais: Telecom Italia entrou no Brasil com a privatização das teles"; "Outro lado: Acusados por araponga negam irregularidades"; "Outro lado: Chefe da PF nega acusação; Bastos vai investigar".

- O que a Folha publicou sobre o advogado Marcelo Elias (outros repórteres): "Luiz Francisco propõe ação contra Dantas - Promotr usa arquivo de computador cuja origem é um sócio de Luís Roberto Demarco, sócio do Opportunity"; "Procurador justifica registro digital - Luiz Francisco diz que usou letra de arquivo recebido de advogado". Ambas são de 2004 e eu ainda não trabalhava na Folha. Se você não é assinante, pode ler aqui, um pouquinho mais para baixo.

5) O podcast de Mainardi: "Mais documentos sobre a Telecom Itália", 13/02/2004.

- A coluna de Mainardi (que saiu logo em seguida do podcast): "Esperei Godot, e ele apareceu". É aí que o coluna dá o link para os documentos italianos. Para assinantes, ou aqui, depois das minhas matérias.

6) Reportagem sobre Marcelo Elias e a Telecom Itália na mídia italiana: La Repubblica (março de 2007) (Daqui a pouco procuro mais, vou almoçar)

7) E, afinal, existe ou não o CD? O Corriere della Sera, mais influente jornal italiano, relata que sim. (Daqui a pouco procuro mais, vou almoçar)

PS: Odeio mexer com esse negócio de link em html. Dá um trabalho danado esse recorta-muda-de-tela-volta-cola-outra-tela-sumiu-cadê-pega-de-novo-cola. Se estiver algo errado, avise.

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