Arquivo de novembro de 2008

domingo, 30 de novembro de 2008

Francesas

Faltou a Jane Chacun cantando “Partir”, mas você pode ouvi-la aqui.

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domingo, 30 de novembro de 2008

Citi do Brasil?

Leio na Folha Online a matéria de Fernando Canzian:

“Os maiores bancos do mundo esperam sofrer nos próximos anos um forte processo de enxugamento e fusões entre si para sobreviver à atual crise.

Segundo o documento do IIF, a situação do sistema financeiro nos EUA e nos países europeus é comparável hoje à do Japão entre 1990 e 2005.”

E outra reportagem logo em seguida, também da Folha Online:

“Em texto em um suplemento especial da revista ‘El País Semanal’, que todos os domingos acompanha o jornal espanhol ‘El País’, Lula diz que ‘as respostas aos desafios atuais não podem vir dos especialistas que durante três décadas aplicaram as receitas que nos levaram ao atual colapso da economia mundial’.

‘Precisamos são de outros conselhos, com homens e mulheres com sensibilidade social, preocupados com a produção, com o emprego e com uma ordem global mais equilibrada e democrática’, escreveu o presidente.”

Lendo uma coisa e outra, o desatino: não seria um tremendo golpe de marketing para o governo se, em 2009, o Banco do Brasil comprasse as atividades nacionais do Citigroup? Poderia fazer isso sem dar nenhuma explicação, uma vez que a MP 443 deixa e o brasileiro não está nem aí para como usam o seu dinheiro.

domingo, 30 de novembro de 2008

Peroba neles

Nos primeiros meses do ano, Barack Obama acusou Hillary Clinton de “falta de julgamento” por ter sido a favor da invasão do Iraque. Amanhã, ao que tudo indica, o presidente eleito dos EUA tornará público que a ex-adversária é a secretária de Estado escolhida para a nova gestão.

Segundo o Estadão, “a seleção de Hillary é vista como um extraordinário gesto de boa vontade”. Só rindo.

Como dizia Bertrand Russell: políticos vivem à custa “do ruído e da fúria, que nada significam”.

sábado, 29 de novembro de 2008

Dinah

sábado, 29 de novembro de 2008

Voz do chão

Um trecho de “Identificação”, poema escrito em 1984 por Miguel Torga.

“É debaixo do chão que me procuro.

Que fundura atingiu cada raiz?

Andei sempre seguro à terra original

Ou levitei na vida?

O que disse, o que fiz,

Que força umbilical,

Obedecida,

O quis?”

Para ler a íntegra e outras poesias do autor, clique aqui.

sábado, 29 de novembro de 2008

1984

Entre 1983 e 1984, enchentes destruíram Paraná e Santa Catarina. Minha mãe, então professora, coordenou uma equipe de voluntários na distribuição de água, comidas, roupas e remédios para os atingidos; acampamos em uma escola estadual de Curitiba para cuidar dos sem-teto.

Além das chuvas, diziam os adultos, o problema estava na má gestão dos recursos públicos.

Vinte e cinco anos passados, o desespero dos “flagelados” está de volta. Um punhado de presidentes alternou-se no poder, mas a administração das verbas arrecadadas continua hermética e questionável.

Guilherme Fiuza, aliás, resumiu bem:

“No auge da crise mundial de crédito, a Caixa Econômica empresta 2 bilhões de reais à Petrobras – na operação que já está sendo chamada de ‘Caixa 2′.

A instituição mais importante do país para investimento em saneamento – essas obras que evitam enchentes – gasta o dobro do que Lula destinou a Santa Catarina para tapar um buraco de caixa na multinacional brazuca.”

Gostaria muito de pensar que daqui a 25 anos minha filha verá outras imagens, que o estatismo patropi terá dado lugar ao gosto pelo empreendedorismo, que os brasileiros cobrarão o destino de seus impostos. Mas, infelizmente, alguma coisa se perdeu e eu não consigo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O Inferno de Woody

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Gekko

Há 21 anos, Gordon Gekko, o tubarão de “Wall Street”, ficou conhecido no mundo inteiro ao dizer frases como as que seguem:

“Agora você é ingênuo o suficiente para pensar que vivemos em uma democracia, companheiro? É o livre mercado. E você é parte dele.”

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Solução

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Dálcio, para o Correio Popular.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

TV

Foi lançado ontem em São Paulo o livro “TV digital no Brasil”, escrito por um dos jornalistas mais competentes da área de teles, Renato Cruz. Um trechinho da resenha publicada por Ethevaldo Siqueira n’O Estado:

“A conclusão central do trabalho mostra claramente que a escolha padrão japonês (ISDB) de televisão digital já estava definida muito antes da análise e da comparação com seus competidores – os padrões norte-americano (ATSC) e europeu (DVB). Como no caso da mudança do Plano Geral de Outorgas para permitir a compra da Brasil Telecom pela Oi, o governo agiu sem nenhuma isenção na escolha dos padrões de TV digital.”