Todas tão diferentes, todas tão iguais, conforme explicam Claudia Cardinale e Brigitte Bardot.
Arquivo de outubro de 2008
Mulheres
Amigos
Ando quietinha, mas aà vai uma dica para quem quer rir um pouco: As Letras da Sopa, blog da Marie. Os últimos posts andam impagáveis.
E, claro, a sugestão de sempre é passear pelo A Postos. Só tem coisa boa. Abraço, leitor.
Efeito borboleta
Você tem idéia do alcance das suas ações? Do reflexo que elas terão sobre o que acontecer daqui a alguns meses, ou décadas, ou mesmo uma centena de anos?
Fiquei pensando nisso depois de ler este artigo do New York Times. Fala sobre como as anotações feitas por Henry David Thoreau, filósofo que escreveu um dos mais instigantes textos sobre a relação entre indivÃduos e Estado, têm servido hoje para que cientistas americanos pesquisem evolução botânica.
Pragmatismo
Em 1934, cinco anos após a quebra da bolsa de valores de Nova York, Walter Lippmann, um dos mais importantes jornalistas dos Estados Unidos, escreveu uma coluna memorável no Herald Tribune. Dizia ele:
“Não adianta falar de recuperação nas atuais condições, a menos que os capitalistas, grandes e pequenos, comecem a investir em suas empresas com o objetivo de obter lucro. Não investirão para ganhar medalhas. Não o farão por patriotismo, ou como ato de serviço público. Só o farão se tiverem chance de ganhar dinheiro. O sistema capitalista é assim. É assim que funciona.”
Pois é.
Por um segundo, esqueça a crise…
e concentre-se no que realmente importa…
A grande crise
O Estadão tem um vÃdeo muito bacana com José Mindlin relatando a crise financeira de 1929, quando houve a quebra da bolsa de Nova York. Vale conferir, basta clicar aqui.
Aproveito para reproduzir trechos do editorial d’O Estado, que resume com perfeição o que eu tenho dito nos últimos posts:
“A maior ameaça ao Brasil, hoje, não é a crise internacional, apesar de sua gravidade, mas a crescente influência das pessoas mais ineptas, mais irresponsáveis ou mais ideologicamente engajadas da administração federal.(…) Talvez o presidente não tenha notado, mas a MP 443 é uma lamentável caricatura das medidas aplicadas nos Estados Unidos e na Europa.
No Brasil, a concepção da polÃtica é outra. A MP 443 não autoriza apenas a capitalização de instituições financeiras e a compra, pelo governo, de créditos de baixa qualidade.
(…) Já na quarta-feira, a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, falou com entusiasmo, numa entrevista à Agência Estado, sobre as oportunidades de bons negócios criadas pela MP 443. Como exemplos, mencionou as possibilidades de participação em construtoras e outros empreendimentos. Admitiu, no entanto, não haver problema de solvência em nenhuma construtora. (…) As empresas da área da construção, disseram seus porta-vozes, precisam é de mais financiamento, e para isso os bancos oficiais não precisam estatizar o setor.
(…) Lula mencionou planos de compra de uma financiadora pelo Banco do Brasil para ajuda ao setor automobilÃstico. Isso não é necessário para a concessão de mais financiamento à s vendas de veÃculos.
(…) O interesse do governo federal pelo Banco Nossa Caixa, controlado pelo Tesouro de São Paulo, também não tem relação com a crise financeira. No entanto, a MP 443 dispensa de licitação a venda de instituições públicas ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal. Isso pode facilitar a absorção tanto da Nossa Caixa quanto do BRB (de BrasÃlia) pelo Banco do Brasil. Como isso contribuirá para a estabilização dos mercados e a superação da crise? De nenhum modo, mas o lance do governo é mais ambicioso. Algumas pessoas parecem não haver entendido (será o caso do presidente Lula?) que a crise financeira no mundo rico está associada à falha de regulamentação e não à falta de estatização. No caso de alguns, a confusão é explicável por uma deficiência intelectual irreparável. (…) No caso de outros, a explicação está no oportunismo e na malandragem.
O mais preocupante é o comprometimento do presidente Lula com essa gente. Isto, sim, é risco Brasil – muito mais assustador que aquele apontado, até agora, pelos Ãndices do mercado internacional.”
”
Ariadne

Certa vez, Leibniz defendeu que o espÃrito humano está fadado a percorrer dois labirintos, ambos com origem no mesmo infinito: um respeita a composição do contÃnuo; o outro, a natureza da liberdade.
Eis o fio, entrego-lhe sem pestanejar. “Segue. Eu espero.”








