Arquivo de setembro de 2008

domingo, 28 de setembro de 2008

Gilbert & George

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Mais aqui.

domingo, 28 de setembro de 2008

Feliz aniversário, Paula!

sábado, 27 de setembro de 2008

Pequena lista de suspiros

Paul Newman em “Gata em Teto de Zinco Quente”, Marlon Brando em “Uma Rua Chamada Pecado”, Montgomery Clift em “A Um Passo da Eternidade”; Rodolfo Valentino em “O Filho do Sheik”, Clark Gable em “E o Vento Levou”, Humphrey Bogart em “Casablanca”, Laurence Olivier em “O Morro dos Ventos Uivantes”, James Dean em “Rebelde Sem Causa”, Marcello Mastroianni em “La Dolce Vita”, Omar Sharif em “Dr. Zhivago”, Harrison Ford em “Blade Runner”, Mickey Rourke em “Nove Semanas e Meia”, Val Kilmer em “The Doors”, Ralph Fiennes em “O Paciente Inglês”, Brad Pitt em “Clube da Luta”, Russell Crowe em “Gladiador”, Jude Law em “My Blueberry Nights”.

Ah, Gerard Butler, Clive Owen e Johnny Depp. Mas esses, sei lá por qual razão, eu acho maravilhosos e ponto.

Barbaridade. E ainda tem gente que duvida da existência de Deus.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sexta

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Putissimus Homo

Thackeray, arguto observador da sociedade vitoriana, ponderou certa vez que “talvez seja impossível para qualquer bretão não ser esnobe em algum grau”. Surrupio o dito e emendo: talvez seja impraticável para qualquer jornalista deixar de ser palpiteiro, mesmo quando se esforça, e muito!, para mergulhar na hipnolepsia.

O momento atual, por exemplo, é fértil para metidezas analíticas. Temos um presidente extremamente bem-sucedido em áreas cruciais (economia e inclusão), que galgou índices píncaros de aprovação interna e firmou boa figura no exterior. Na minha avaliação, nenhum político, próximo ou adversário de Lula, combina idéias e carisma em quantidade suficiente para ser considerado ameaça ao esboço apresentado.

A visão do Paraíso, contudo, termina por aí. As instâncias do Judiciário estão em guerra. As facções da Polícia Federal e da Abin marcham umas contra as outras a passos firmes. O Ministério Público e a OAB se enfrentam. Os jornalistas cultivaram tanta raiva entre si que a pose de imparciais, ou de legalistas, ou de indignados chega a ser engraçada (e eu não me excluo da conta acima, que fique claro).

A batalha de verdade, entretanto, acontece nas entranhas dos partidos. Tarso Genro, aparentemente louco da vida com José Dirceu, é um ás nos acordos de cooperação com a Inglaterra e um procrastinador de primeira quando se trata de buscar o processo da Itália. Dirceu, por sua vez, manda recado que é “um pote até aqui de mágoa”; pelo visto não quer mais carregar nas costas as práticas (comuns?) dos dirigentes de seu partido.

Parecem falar sozinhos. Luiz Gushiken está preocupado com a Vale do Rio Doce, Dilma Rousseff só suja as mãozinhas com petróleo, Marcio Thomaz Bastos cuida de Eike Batista, e Evo Morales parece ter conseguido a proeza de fazer com que o governo esqueça um pouco da Andrade Gutierrez e dê atenção à Odebrecht. E o Guido Mantega, hein? E o Palocci? E o Romeu Tuma? E o povo dos fundos de pensão? Chá de sumiço.

Opa, há os jornais. Os editoriais vão para um lado, as notícias para outro. “Figures don’t lie, but liars can figure”, e dá-lhe encher lingüiça com numeralha. Quais serão os fundos de investimentos e companhias internacionais a reforçar os caixas nos próximos tempos? Quem alugará os serviços dos senhores da mídia?

Sobre esse negócio da Itália, ao qual me referi há alguns páragrafos, e insisti tanto no passado para que fosse investigado, mudei de idéia. Defendo abertamente que deveriam enterrar. Não vai dar em nada mesmo. O máximo que poderia aparecer nesse pandemônio é a Parmalat como dona de 1% da TIM Brasil na época das farras com a Tecnosistemi; que ex-executivos da Parmalat tinham pontos de contato com a Miracula, a tal da lojinha do PT; que havia a suspeita de módulos de sacanagem envolvendo advogados e juízes, e, por fim, que algumas parcerias entre ex-executivos Parmalat com donos de meios de comunicação foram fechadas para tocar empreendimentos secundários. Tudo bobagem, a República tem coisas mais importantes a tratar.

Aliás, o processo da Parmalat está com o juiz De Sanctis. Ele, imagino, concederá também aí uma série de permissões de grampo e prisões preventivas, uma vez que está com os autos há algum tempo.

Que mais? Os grampos. Ah, é. Isso é muito sério. Por exemplo: no relatório parcial da Satiagraha aparece o nome da minha mãe, mas nos autos inexiste grampo em cima do sujeito que tinha R$ 1 milhão em casa para subornar delegados. Até agora eu não entendi _ se alguém é elo entre corrupto e corruptor, se a pessoa é, reconhecidamente, o negociador da treta, COMO e POR QUE a polícia não grampeia o telefone dela? Espero uma luz.

A propósito, pagar com dinheiro público R$ 9 mil para um aposentado separar e-mails sigilosos é a piada do ano. Seja por configurar mentira, seja por configurar verdade. Eu montaria o relatório todo por esse preço, e sem erros de português.

Existe, claro, a hipótese de que o dinheiro para arregimentar arapongas no mercado não tenha sido exatamente público, mas saído de outro lugar, como de alguma companhia onde petistas dão as cartas, ou de um banco que mantenha estreitas relações com o governo. Imaginou? Isso explicaria alguns périplos que os leitores mais atentos observaram nas páginas dos jornais ao longo do último mês.

Não pense que invisto contra os procuradores e os policiais (nem contra os agentes da Abin, nem contra os arapongas contratados, nem contra os arapongas que prestavam favores, nem contra a mãe de ninguém ou a mulher do cafezinho). Já disse e repito: considero que eles achavam que faziam seu trabalho.

É de uma deslealdade monstra querer jogar todos os erros nas costas do Protógenes Queiroz ou mesmo de Paulo Lacerda. Está mais do que na cara que eles agiram a mando de alguém acima deles, alguém que devia ser informado passo a passo do que acontecia nos bastidores das brigas das teles, alguém que havia se comprometido com os amigos que dão dinheiro para a campanha, alguém que age como um escorpião quando lhe convém – e sempre lhe convém.

Será que o alguém mandou parar? Duvido. A lógica diz que entregaria a cabeça de Dantas para um lado do PT, os perdedores, e a Brasil Telecom para outro, o alinhado com os financiadores de campanha.

Bom, palpitei além do que devia. Agora fico mais uns seis meses sem falar (se agüentar, fico para sempre). Até lá, outros pedidos de prisão em cima de Daniel Dantas sairão, a popularidade de Lula continuará intacta, os petistas continuarão se matando e, graças a Deus, a propaganda eleitoral terá acabado. Lerei muita coisa bacana, conversarei com gente legal, entenderei melhor minhas qualidades e meus defeitos, e serei xingada, ameaçada e ridicularizada por outra pá de lobistas, frustrados e inquisidores.

C’est la vie. Como diria Rilke, “desde criança creio só ter rezado pela minha dificuldade, que me fosse concedida a minha e não, por engano, a do carpinteiro ou do cozinheiro, ou do soldado, porque na minha dificuldade quero reconhecer-me”.

PS: Espero que você tenha em mente que este não é um artigo neutro. Fiquei fula com tudo o que aconteceu, com o bando de hipócritas que permeia a imprensa, o juridico, a polícia, a política. Torço explicitamente para que essa Satiagraha dê em pó e pela volta da monarquia. Não gostou? Vá ler outro blog.

Ah, e antes que me esqueça: um beijo, Daniel.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Os feiosos

Você lembra, claro, do velho Durandeau, aquele homem com o tino tão aguçado para os negócios que alugava moças feias para andar de braços dados com outras, bonitas, nas ruas de Paris. Ao formar a dupla, tinha como objetivo realçar a formosura e a graça de uma pela má formação física da outra.

Pois eu tenho cá a tese de que Durandeau fez escola e o artifício da comparação com o bisonho tornou-se regra também na política. Veja o caso do Brasil. Não parecemos melhores quando temos por vizinhos líderes como Rafael Correa, Evo Morales, Hugo Chávez, turminha para quem contrato é coisa de patola e terrorismo é servido com farofa? (Tem ainda o fato de que são mais feios que espancamento de avó, mas releve.)

De sorte que Lula tem toda razão ao manter tal moçada, ou maçada, por perto. Como diria Zola, são ornamentos que lhe assentam bem. E marketing, mon ami, é tudo. Pergunte para Durandeau.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Cada um com seus problemas

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Conversa de bar

- Vai chegar aqui.

- Não vai.

- Concordo com o João. Chega. E a gente vai se ferrar. Isso é que dá acreditar nesses neoliberais.

- É, Pedro. Tem razão. Bom mesmo é acreditar nos socialistas. Eles estão, inclusive, construindo um novo sistema econômico. Usam como base as pedras do Muro de Berlim.

- Rá. Muito engraçado.

- Não é? Falando sério, amigo, olha as reservas. A gente tem reservas.

- E você acha que esse colchão dá?

- Menos fino que o saco de dormir dos americanos.

- E você, Mateus, o que acha?

- Que vocês são uns manés. Boa parte do dinheiro que entra aqui via CC-5 é caixa dois de brasileiro.

- Ih, lá vem você e as teorias conspiratórias.

- Não quer acreditar, não acredita, ué. Mas em vez de ficarem perguntando uns pros outros o que vai acontecer, ou engolindo a baboseira dos jornais, os senhores deveriam ir atrás de um doleiro.

- Como é que é?

- Simples, meus filhos. Quando alguém aqui dentro vai ficar no sal, a procura pelo dólar cabo explode. O pessoal que manda nas coisas conta pros amigos, que contam pros amigos, que contam pros amigos… Todo mundo quer tirar o dinheiro daqui. Enquanto isso, os “comuns” ficam hipnotizados pelo que acontece no teatro das notícias. Acompanharam o raciocínio?

- Ninguém aqui conhece doleiro, Mateus.

- A viagem mais longa que a gente fez nos últimos tempos foi para Paranaguá. ‘Cê sabe disso muito bem, maluco.

- Lógico que sei. Vocês são um ótimo exemplo de “comuns”. Um brinde aos meus amigos pobres e honestos.

- Um brinde ao seu novo emprego. By the way, o que é que você vai fazer mesmo?

- Intermediar a venda de uns softwares especiais.

- Quem diria, rapaz, o super Mateus agora é caixeiro virtual.

- Para você ver.

- E o que faz o tal software?

- Tem vários. Um desvia centavos das contas de bancos e camufla investimentos suspeitos. O segundo faz a distribuição viciada de ações entre as varas de um tribunal. O outro tem algo com urnas eletrônicas. Tem um que vem embutido nos aparelhos de TV a cabo e permite o registro, em vídeo e áudio, do ambiente. Mas o meu preferido é o que não faz nada. Esse vai ser um estouro.

- Como é que é?

- É, ué. O software não faz nada, é um engodo. Quem compra está só pagando pedágio para ser fornecedor da companhia que exige o uso do programa.

- Hahahaha…

- Impressionante. Garçom traz mais uma rodada aqui. Vamos comemorar a imaginação do Mateusinho; viva o pedágio com notinha fiscal!

- …

- Desde menino ele inventa as coisas mais extraordinárias. Monitoramento via caixinha de TV a cabo, veja só. Não vai mudar nunca. Grande Mateus.

- Só bebendo, só bebendo. Bichão de sete cabeças.

- É, meus caros. Pedro, João, lúcidos amigos, faço minhas as suas palavras: só bebendo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

De onde eu venho…

… poesia e sotaque.

sábado, 13 de setembro de 2008

Os de casa

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