Arquivo de junho de 2008

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Slow like honey

“You moved like honey in my dream last night… Does that scare you? I’ll let you run away, but your heart will not oblige you. You’ll remember me like a melody.”

Fiona Apple

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Muitas faces

Tem blog novo no A Postos: é o Elite Triste, do Sebastien Salé. Confira. Aproveite para ler o Alexandre Soares Silva, o Filthy McNasty, o David, o Peerre, o Godoy, o Rodrigo

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Retratinho

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Adão Iturrusgarai, atemporal. Visite o blog do moço.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Varigrampo

Nariz Gelado alertou sobre matéria d’O Globo que informa: Denise Abreu, ex-diretora da Anac, gravou conversas que mostram a pressão da Casa Civil para a venda da VarigLog, aquela transação para a qual trabalhou o compadre do presidente. E agora, como fica?

Leia a íntegra aqui.

domingo, 29 de junho de 2008

México e Zimbábue

Da Reuters:

“O México se tornou no últimos anos o país mais perigoso na região para o jornalismo e o governo deveria endurecer as investigações e as punições contra a liberdade de expressão, disse na sexta-feira a Sociedade Inter-americana de Imprensa (SIP).

O país tem sido sacudido nos últimos anos por uma onda de violência criminal, alimentada principalmente pelas guerras entre cartéis do narcotráfico pelo controle das rotas para levar drogas para os Estados Unidos. Mais de 1.600 pessoas morreram neste ano por conta disso.

Segundo registros da SIP, ao menos sete jornalistas morreram até agora neste ano no país e 3 estão desaparecidos, disse em entrevista coletiva o presidente da comissão de liberdade de imprensa e informação da organização, Gonzalo Marroquín.

… ‘Até o fim do século passado a Colômbia era o país onde era mais perigoso exercer o jornalismo, eu diria que nesses últimos anos o México se converteu no país mais perigoso para os jornalistas’, acrescentou.”

Péssimo. A organização, todavia, não deve atuar em regiões como o Zimbábue. Aproveitando a deixa, a situação daquele país é absolutamente surreal. Também da Reuters:

“O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, foi empossado no domingo após ser declarado o vencedor de uma eleição de candidato único que observadores dizem estar marcada por violência e intimidação.

Mugabe era o único candidato e foi adiante com a eleição apesar de uma onda de condenação internacional. Os Estados Unidos, que dizem estar preparando novas sanções, pediram no domingo por uma forte ação internacional.

O líder da oposição Morgan Tsvangirai se retirou da disputa há uma semana dizendo que uma campanha sistemática de violência, que matou quase 90 de seus seguidores, tornou impossível uma votação livre e justa.

A comissão eleitoral disse que Mugabe venceu com 85,51 por cento dos votos. Ele teve 43,2 por cento no primeiro turno em março, quando Tsvangirai venceu com 47,9 por cento, próximo à maioria absoluta necessária para uma vitória ainda no primeiro turno.

A comissão disse que o comparecimento às urnas foi de 42,37 por cento, quase o mesmo que em março. Entidades de direitos humanos e testemunhas acusaram as milícias pró-Mugabe de forçar as pessoas a votar em algumas áreas.

Os observadores da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) disseram no domingo que a votação foi maculada pela violência pré-eleição e não reflete a vontade do povo do país, dando um grande golpe à legitimidade de Mugabe.

… Mugabe, de 84 anos, que está no poder desde a independência da Grã-Bretanha em 1980, foi rapidamente empossado para um novo mandato de cinco anos em uma cerimônia no gramado da residência presidencial, com uma banda militar, marcha da guarda e juizes em túnicas vermelhas e perucas brancas.”

Oitenta e quatro anos e infernizando a vida dos outros. Credo.

domingo, 29 de junho de 2008

Cortesia paga

Diogo Mainardi na Veja. Vale a íntegra.

“Dá para encaixar um encontro com Roberto Teixeira? Dá. Sempre dá. Roberto Teixeira foi recebido por Lula. Segundo ele, tratou-se de uma mera visita de cortesia. Nada a ver com seu trabalho para a Varig. Nesse caso, porém, por que é que a Varig teria pago as suas despesas da viagem a Brasília? Foi o que eu perguntei a Roberto Teixeira, por meio de sua assessoria de imprensa. Ele respondeu candidamente que “aproveitava as idas aos tribunais e passava no Planalto”. Isto mesmo: a Varig pode ter bancado seu encontro com Lula, mas o propósito da viagem era outro.

Denise Abreu, no dia de seu depoimento, entregou ao Senado Federal uma mala abarrotada de documentos. Estou com cópias de alguns deles na minha frente. Referem-se às duas semanas que antecederam o encontro de Roberto Teixeira com Lula, no Palácio do Planalto. Em 10 de agosto, a Anac decidiu cancelar os “hotrans” e os “slots” da Varig. No dia seguinte, esse cancelamento foi comunicado oficialmente a Cristiano Martins, genro de Roberto Teixeira.

Os “hotrans” e os “slots” da Varig em Congonhas eram o que a companhia aérea tinha de mais valioso. Em torno deles, desencadeou-se uma batalha. De um lado, a Anac. Do outro, Roberto Teixeira e o Palácio do Planalto. “Hotrans” e “slots” correspondem às vagas nos aeroportos. Roberto Teixeira brigou pela posse dessas vagas, como um flanelinha dos ares. Em 16 de agosto, Cristiano Martins remeteu à Anac o plano de negócios da empresa, que incluía “hotrans” e “slots”. Em 17 de agosto, Valeska Teixeira protocolou na Anac um pedido de registro da companhia.

Nesse período, ocorreu aquilo que, na diretoria da Anac, se tornou conhecido como Dia do Bife: um encontro de mais de oito horas, no Palácio do Planalto, coordenado pela secretária executiva de Dilma Rousseff, Erenice Guerra. Ela pressionou para que a Anac concedesse imediatamente um certificado homologando a Varig. O coronel Jorge Velozo usou a imagem do cozimento de um bife para ilustrar a impossibilidade de queimar etapas a fim de acelerar o processo. Longe do microfone, o coronel Jorge Velozo confirma os detalhes intimidatórios do Dia do Bife. Eu testemunhei isso. Perto do microfone, ele é muito mais acanhado.

Em 22 de agosto, a Anac se reuniu para determinar a abertura do processo licitatório dos “hotrans” e dos “slots” da Varig. No mesmo dia, Roberto Teixeira deu um pulinho no Palácio do Planalto, para se encontrar com Lula. O que aconteceu depois disso? O juiz Luiz Roberto Ayoub acolheu um recurso apresentado pelo compadre do presidente e desautorizou a Anac, alegando a necessidade de dar um “tratamento excepcional” à Varig. Em 24 de agosto, ele mandou intimar toda a diretoria da Anac. O flanelinha dos ares garantiu suas vagas em Congonhas. Honorários: 5 milhões de dólares.”

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Estrela

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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Passado versus presente

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Novaes, para o JB.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Estadão

A disputa pelo jornal O Estado de S.Paulo está cada vez mais acirrada. Além de haver cisão entre os acionistas sobre a venda, há rumores de que os maiores interessados em comprar o diário – Globo e Abril – brigam por um sócio capitalista para concretizar a operação.

O endinheirado-alvo, conforme dizem, seria Eike Batista. Coincidência ou não, o moço recentemente enfeitou a capa da Época. Logo depois, apareceu na capa da Veja.

A avaliação dos supostos compradores seria a de que o BNDES está sob bombardeio e, portanto, não convém pedir ajuda ao banco, pois, além da concentração de mercado, os concorrentes teriam munição extra para reclamar do negócio.

Enquanto a situação não se resolve, a redação d’O Estado faz a festa. Emplaca um furo atrás do outro.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Van Gogh

“Etten, 12 de novembro de 1881.

Mas precisamente porque o amor é tão forte, nós geralmente não somos fortes durante a nossa juventude (quero dizer 17, 18, 20 anos) para conseguir segurar firme nosso leme.

Veja, as paixões são as velas dos barquinhos.

E alguém com 20 anos abandona-se inteiramente a seus sentimentos, apanha vento demais nas águas e seu barco faz água — e naufraga — a não ser que ele se recupere.

Alguém que em compensação iça em seu mastro a vela Ambição e singra direto pela vida, sem acidentes, sem sobressaltos, até que — até que enfim, enfim aparecem circunstâncias que o fazem observar: não tenho velas o bastante, e diz então: daria tudo o que tenho por um metro quadrado de vela a mais e não tenho. Ele se desespera.

Ah! mas então ele reconsidera e imagina poder utilizar uma outra força; ele pensa na vela até então guardada no porão. E é esta vela que o salva.

A vela ‘Amor’ deve salvá-lo, e se ele não a içar, ele não chegará nunca.”

Vincent Van Gogh, em “Cartas a Théo”.