« CELSO DANIEL: Será que as redações devem prestar atenção no que acontece em BH? | Página Principal | Sessão da Tarde »
Hoje estou naqueles dias de pouca escrita, perdão. Fiquei lendo coisas antigas, pulando de texto em texto. Além do prefeito assassinado em 2002 de Santo André, Celso Daniel, há outra morte, anterior, bastante intrigante: a da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, ocorrida em 2000.
A moça, lindíssima, foi encontrada nua em um flat próximo ao Palácio da Liberdade, Belo Horizonte. A Polícia Civil disse que havia se suicidado com veneno de rato. O celular de Cristiana, porém, apontou várias ligações trocadas com políticos e empresários poderosos.
A partir daí, o caso foi reaberto _ descobriram que a modelo, sobre quem restou a suspeita de ter sido garota de programa e "mula" para transporte de dinheiro ilegal, havia sido agredida e sufocada antes de morrer. O assassino teria tido o cuidado de derramar raticida em seus lábios para simular um suicídio. Seu ex-namorado, um detetive particular, será julgado pelo crime.
Um trecho da reportagem da Folha Online de 29/08/2005:
"Nas últimas semanas, o promotor Francisco Assis Santiago, que atua no caso da morte de Cristiana, ouviu a mãe e três irmãos da modelo, que confirmaram depoimentos prestados em 2002. Na ocasião, os familiares afirmaram que a modelo transportava freqüentemente malas suspeitas para São Paulo e Brasília. Um dos irmãos disse que a modelo contou a ele, certa vez, que estava com R$ 1,3 milhão em dinheiro."
Continuo aqui.
Muita gente graúda teve de falar com o Ministério Público Federal por conhecer a moça, segundo texto do jornal Vale Paraibano publicado em 25/12/2002:
"O Ministério Público de Minas Gerais vai intimar o deputado federal Walfrido dos Mares Guia, ministro indicado para a pasta de Turismo, o vice-governador mineiro Newton Cardoso e o chefe da Casa Civil do Estado, Henrique Hargreaves, a deporem sobre o caso da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, achada morta em um flat de luxo de Belo Horizonte em agosto de 2000.Os nomes de Newton e de Hargreaves já tinham sido divulgados anteriormente na lista de pessoas que mantiveram contato com a modelo. Walfrido, do PTB, foi mencionado em depoimentos na semana passada, segundo a assessoria do Ministério Público.
... No último dia 11, por exemplo, o presidente da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), Djalma Bastos de Morais, também foi chamado para depor. Ele alega ter conhecido a modelo por meio do irmão da moça, funcionário da estatal.
... A ação despertou o interesse da Promotoria, que assumiu as investigações. Segundo o advogado da família, Rui Caldas Pimenta, o inquérito sofreu adulteração para não citar pessoas influentes."
Quando li esses nomes pensei que eles eram familiares. E eram. Rui Pimenta era o advogado da família de Karina Somaggio, a secretária que deixou Marcos Valério em maus lençóis no caso do mensalão. O pai de Karina foi assassinado no ano passado durante "um assalto", segundo a polícia. Estranho é que não levaram nada e perguntaram "onde está sua filha?" antes de atirar.
Também fiquei encafifada com os depoentes. Aí lembrei onde tinha visto o nome de Newton Cardoso _ foi ontem mesmo, quando li aquela reportagem da IstoÉ sobre as possíveis fontes abastecedoras mineiras das contas de Duda Mendonça. Um trechinho:
"... A única explicação plausível, avaliam integrantes da CPI dos Correios, é a de que, na verdade, o dinheiro usado para pagar Duda já estava no Exterior. A GD International Corp, uma das empresas que depositaram dinheiro em favor do marqueteiro, pertence ao empresário e diretor do Clube dos Dirigentes Lojistas de Minas Gerais, Glauco Diniz Duarte, e a seu ex-funcionário Alexandre Vianna Aguilar.Laços – A empresa nasceu em 1999 no balneário de Pompano Beach, na Flórida, e parece ter vocação para movimentar dinheiro de políticos e empresários no Exterior. Ligado a empresas de factoring, Glauco despacha num escritório no bairro da Savassi e tem fortes laços com a política. É genro do ex-prefeito de BH Maurício Campos, um cacique histórico do PL. É também sócio em uma empresa têxtil do empresário Nagib Callil El Abras, que em 2002 coordenou a campanha do ex-governador Newton Cardoso.
Nos últimos cinco anos, a dupla Glauco-Nagib se aproximou do publicitário Marcos Valério, que passou a utilizar a GD para movimentar dinheiro no Exterior. Entre 2002 e 2003, a GD, cujo braço mineiro se chama GD Participações e Empreendimentos, movimentou nada menos que US$ 15,6 milhões no MTB Bank, uma das maiores lavanderias do planeta. Os documentos demonstram que a maior parte das transações teve o objetivo de trazer recursos para dentro do País, e não enviá-los, o que corrobora a tese que considera os empréstimos ao PT uma fraude."
Outras empresas, pertencentes a doleiros, também teriam depositado na conta de Mendonça. Doleiros, aliás, presos na Operação Farol da Colina. Karina Somaggio havia identificado doleiros como contato de Marcos Valério, segundo os jornais da época.
Por fim, a história de Cristiana esbarra na Cemig, aquela empresa que está no meio do rolo do chamado "mensalão mineiro", lembra-se?
O procurador-geral denunciou 40 por conta da esfera federal e outros 13 pelo caso de Minas Gerais, inclusive Mares Guia, que apareceu como depoente lá em cima, no caso de Cristiana. A íntegra do caso dos 40 está aqui. E a dos 13 de Minas, aqui.
Farol da Colina, depoimentos, indiciados, réus. Aí voltamos para a nota do Claudio Humberto, publicada dia 15/05/2008:
"A conta de dois empresários mineiros denunciados pelo Ministério Público Federal – por envolvimento com um suposto caixa 2 do PT no Florida Bank – era operada pela Havaí Turismo, de Santo André (SP), que “acertava” as contas do prefeito Celso Daniel."
Havaí Turismo, empresa da sra. Kodama. CPI dos Bingos, Bônus Banval, Garanhuns, Santo André. Troca de dólares que contaria com a participação de pessoas ligadas ao ex-juiz Rocha Mattos, hoje na cadeia. Também Claudio Humberto (29/02/2008):
"Rocha Mattos: ex-mulher abre o bico Em liberdade após quatro anos de prisão por envolvimento na Operação Anaconda com o ex-marido, juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, que está preso, Norma Cunha diz ter revelações no caso do prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel. A primeira: era sócia oculta da agência de câmbio e turismo Havaí, investigada na CPI dos Bingos por suposta lavagem de dinheiro das contas da prefeitura no exterior.""Laços de família
Acusada de ser tesoureira da quadrilha de Rocha Mattos na venda de sentenças e lavagem de dinheiro, é cunhada da dona da Havaí, Neuma.""Mistério das contas
Neuma Kodama negou na CPI conhecer o suposto 'esquema de Santo André', mas Norma teria provas de quem as movimentou e sacou.""Mistério do morto Seriam US$ 48 milhões para a campanha de Lula, de "caixinha ilícita", movimentados mesmo após a morte de Celso."
"Verdade ou blefe?
Promotor de Santo André, Roberto Wider desconhece a movimentação pós-morte, que a família de Celso confirma, mas Norma diz ter provas."
Rocha Mattos preso por vender sentenças, que teria ouvido diálogos gravados que remeteriam ao crime do prefeito. As fitas, disse o ex-juiz, despareceram. Da Veja, 12/11/2003:
"As fitas mencionadas por Rocha Mattos foram gravadas pela Polícia Federal no início do ano passado, logo após o assassinato do prefeito de Santo André, o petista Celso Daniel. Em meio a uma interceptação telefônica que investigava narcotraficantes, a PF incluiu, de cambulhada, os telefones de líderes petistas no município. Desse grampo, resultaram 42 fitas, gravadas entre janeiro e abril. Em seguida, no rastro da investigação sobre o assassinato do prefeito, seu irmão Francisco Daniel acusou o PT de ter recolhido entre empresas de ônibus da cidade a quantia de 1,2 milhão de reais para campanhas eleitorais. O dinheiro, disse Francisco Daniel, teria sido entregue ao então deputado José Dirceu pelo atual chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, um dos grampeados em Santo André. A partir daí, sem que o conteúdo das fitas tivesse sido divulgado e sem que nenhuma autoridade que delas tenha tomado conhecimento viesse a público para comentar o assunto, especulou-se a respeito da possibilidade de as fitas de Santo André conterem conversas sobre o recolhimento de verbas de campanha. Tudo ficou na base da especulação. A Justiça considerou as gravações ilegais – como de fato eram – e mandou destruí-las em abril de 2002. Quem destruiu as fitas foi ninguém menos que o juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, o mesmo que, agora, num enigmático telefonema a Paulo Lacerda (então diretor-geral da Polícia Federal), tratou de ressuscitá-las."
Dinheiro sujo, você sabe, acaba sempre misturado em algum momento, tenha vindo de caixa dois partidário ou empresarial, propina, extorsão, prostituição, contrabando, tráfico. Não tem jeito. Vocês se lembra que um dos assassinos de Celso Daniel foi retirado de helicóptero de dentro da cadeia? Que coisa...
O que as conversas relativas a Celso Daniel tinham a ver com narcotraficantes investigados pela polícia? É verdade que houve dinheiro movimentado na conta do prefeito morto DEPOIS do assassinato? Se isso aconteceu, o dinheiro acabou destinado às campanhas políticas? Kodama e Norma são mesmo sócias ocultas? Alguém sabe mais do que falou até aqui? O crime está sendo acobertado porque revelaria um esquema que beneficiou tanto o governo atual quando o passado?
Muitas perguntas, nenhuma resposta. O tempo passa e os cadáveres vão se amontoando. Parece a máfia italiana, cruzes. Por lá é que eles usam empresas e judiciário descaradamente para esquentar dinheiro sujo com tanta desenvoltura.
Nada relacionado com o tema, mas você sabe que a sede da Pirelli, ex-controladora da Telecom Italia, é Santo André, não? E que por lá, como em Belo Horizonte, eles também adoram essa coisa de associações comerciais, etc. Mas isso, como eu disse, não tem nada a ver com nada. Estou só cansada de tanto recorta e cola, acabei desviando do assunto. Perdoe-me.
Comments
Jana do céu! O negócio é tão interessante quanto explosivo! E se escarafunchar bem, tem muuuuito mais. E ninguém noticia... exceto o Arrastão, claro. Fique firme. Precisando, apite.
Posted by: Rodrigo Rover | May 16, 2008 08:56 PM
Oi Janaína! Te citei na minha dissertação de mestrado como a mais nova polemista! hehehe
Qdo estiver pronto te mando em pdf. Abs
JANAÍNA: Puxa, Marcio! Eu? Se eu discordar você usará isso como argumento? Hahahaha Muitíssimo obrigada pela lembrança, meu anjo. Fiquei honrada. Mande a tese para mim, ok? Grande abrço.
Posted by: Marcio | May 16, 2008 09:49 PM
Janaina,continue assim buscando esclarecer os fatos pois desse mato vai sair muitos cachorros. grato
Posted by: anselmo luis biral | May 16, 2008 10:06 PM
Jana
O que eu sei é isso. Não é novidade. A maior parte do que vai foi retirado de reportagens da Isto É. Inclusive, há muita citação literal que não coloquei entre aspas por preguiça. Minha fonte, portanto, é a revista. Como posso ter cometido equívocos, é mais que recomendado ler as reportagens:
http://www.terra.com.br/istoe/1880/brasil/1880_tucanoduto_mineiro.htm (26/10/2005)
http://www.terra.com.br/istoe/1898/brasil/1898_ministro_valerioduto.htm (08/03/2006)
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/1977/artigo61479-1.htm (19/09/2007)
Nesse último link está lista dos 159 políticos beneficiados, em 1998, pelo valerioduto em MG. Procurar em “A lista de Mourão”. Está numa coluna à esquerda, quando abre a página.
Marcos Valério
Operador bastante conhecido em BH antes ganhar notoriedade nacional. Quem o introduziu nos círculos da alta direção petista foi o deputado federal do PT Virgílio Guimarães. No currículo que o levou à Brasília no final de 2002, os serviços prestados desde 1998 ao PFL e ao PSDB e ao PT mineiros, com as colaborações de sempre da SMP&B, DNA e Banco Rural.
Banco Rural
Aparece em quase todos os escândalos que envolvem financiamento ilegal de campanhas eleitorais desde a época do Collor. Marcos Valério e as agências de publicidade aparecem como agentes nesse ramo de negócios a partir de 1998.
As respectivas faces dos senhores Azeredo e Walfrido foram livradas na época das denúncias do mensalão, com certa complacência do PT.
O deputado estadual do PT Rogério Correia (ver abaixo) e o inquérito da Polícia Federal
Posteriormente (será que só tão posteriormente?), caiu (?) nas mãos do Rogério Correia a papelada que mostrava o envolvimento de Azeredo e Marcos Valério. Azeredo havia negado qualquer ligação com o Marcos Valério. O deputado petista entregou em 20/10/2005 a papelada para a polícia federal, que abriu inquérito. Resumindo, a PF acabou trazendo à tona as ligações de Clésio Andrade e Walfrido com o Marcos Valério. Mas não foi só. O relatório final comprometeu 17 partidos e 159 políticos de MG que participaram das eleições em 1998. Somente partidos e candidatos da base aliada de Azeredo? Não.
No total, 17 partidos foram citados, incluído o PT, acusado de ter recebido R$ 880 mil , divididos entre 34 sacadores, sendo cinco deputados federais. Isso com certeza é uma pista importante para o entendimento da complacência petista com o Azeredo na época do mensalão. Muito importante é não perder de vista o fato do Rogério Correia ser um antigo opositor ferrenho do(s) grupo(s) político(s) alinhado(s) com o atual prefeito petista de BH Fernando Pimentel.
De acordo com a denúncia, o esquema capturou mais de R$ 100 milhões, com desvio de verbas de estatais e empréstimos bancários. Oficialmente, a campanha de Azeredo custou R$ 8 milhões. A intermediação entre o núcleo da campanha e os políticos favorecidos ficou a cargo da SMP&B, a agência do publicitário Marcos Valério, que, segundo a polícia, lavou parte do dinheiro com notas fiscais frias.
Importante aqui é a diferença entre o que foi desviado (R$ 100 milhões) e o que efetivamente teve entrada comprovada pelas investigações: R$ 9.097.345,00 (ver a “Lista de Mourão” no link acima). Ou seja, a investigação não conseguiu apurar o destino dos quase R$ 90 milhões restantes, eu acho.
Walfrido e sua fraca memória
Um dos valores não localizados nos papeis de Walfrido é um certo “TP 1.880 mil”. Wlafrido alegou para a PF que não lembrava para quem destinou os R$ 1,8 milhão!!! Claro que todos especularam que TP bem poderia ser o anagrama de um certo partido político.
Walfrido e suas incríveis movimentações financeiras
As estranhas movimentações da SAMOS, holding patrimonial para administrar os bens do Walfrido:
2002: receita declarada de apenas R$ 1,11 milhão para uma movimentação financeira de R$ 22,27 milhões.
2003: Walfrido já estava no Ministério do Turismo do governo Lula. Receita de R$ 7,18 milhões e movimentação de R$ 12,25 milhões.
Efeméride:
Na página 1.767 do inquérito, Marcos Valério conta que a SMP&B entrou na campanha de Azeredo pela porta do atual presidente da Confederação Nacional dos Transportes, Clésio Andrade, que era sócio da agência e candidato a vice na chapa dos tucanos. Em 2002, Clésio se elegeu vice de Aécio Neves. Depois, saiu da política.
Os deputados mineiros petistas envolvidos no episódio Azeredo/Clésio/Walfrido. Ontem e hoje:
Virgílio Guimarães
Levou Marcos Valério para algumas festas petistas no final de 2002 em Brasília e o apresentou a Delúbio Soares. Comprovadamente recebeu do esquema do Clésio R$ 50 mil (ver “Lista de Mourão”). O deputado federal Virgílio Guimarães é padrinho do candidato à prefeitura de BH e atual secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico Márcio Lacerda (PSB). Quando o PT vetou a coligação com o PSDB o deputado insurgiu-se virulentamente e acusou a direção nacional de desrespeitar a democracia partidária.
Deputado estadual Roberto Carvalho
Recebeu comprovadamente do esquema do Clésio R$ 200 mil (ver “Lista de Mourão) e é hoje o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Márcio Lacerda (PSB).
Deputado estadual Rogério Correia
É ligado ao sindicalismo petista e opositor radical à coligação com o PSDB. O deputado não aparece na lista do esquema Clésio e foi quem entregou à Polícia Federal a papelada que deu início á investigação. Recentemente, seu irmão, o sindicalista Marcelo Correia de Moura Baptista, acusou o também presidente do Conselho de Administração da Cemig, Márcio Lacerda (PSB) de ameaçá-lo de demissão.
O candidato da coligação PT/PSDB para prefeitura de BH é Márcio Lacerda
Em 2002, Márcio Lacerda doou a Ciro Gomes, candidato a presidente pelo PPS, a quantia de R$ 950 mil – 82% do total arrecadado.
Em 2005, Lacerda deixou o ministério da Integração Nacional após seu nome aparecer como suposto beneficiário de R$ 457 mil do esquema do mensalão.
Em abril de 2007, Lacerda aceitou o convite do governador mineiro para ser secretário. Cinco meses depois, ele foi filiado ao PSB pelo tucano, que já pensava em um nome de um partido neutro para uma aliança PSDB-PT.
Essas informações sobre Márcio Lacerda foram retiradas de um controverso site de notícias mineiro que é a coqueluche dos opositores da coligação PT/PSDB.
http://www.novojornal.com.br/politica_noticia.php?codigo_noticia=5914
O responsável pelo site é Marco Aurélio Carone.
Há uma entrevista com ele aqui
http://www.fca.pucminas.br/saogabriel/ooutro/politica/22007-edi05mat03.htm
e também um vídeo aqui
http://yube.pl/film/pF8q4Ge4RJ4/Entrevista_com_Marco_Aurélio_Carone_NOVO_JORNAL_Parte_1
Não assiti o vídeo porque minha conexão é péssima. Deve existir uma parte 2.
JANAÍNA: Paulo, a sério, repórteres se estapeariam para ter um colega de apuração assim. Mais uma vez, obrigada pela ajuda. Bj.
Posted by: Paulo Araújo | May 16, 2008 11:43 PM
E por que a polícia paulista não faz nada???????????
Posted by: Fabiana | May 17, 2008 10:05 AM
Jana
Como te disse antes, me sobra tempo. Gosto de pesquisa e esse assunto do valerioduto mineiro me é tão interessante quanto o da tele é pra você. Se começar a ficar muito grande ou fora da pauta, me avisa.
Acho fantástico o apartidarismo do valerioduto mineiro. Fantástico como um esquema desse tipo foi criado em MG com o conhecimento de muitos partidos e depois foi levado para Brasília, num segredo tipicamente mineiro (todo mundo sabe, mas ninguém comenta). Precisou um carioca botar a boca no trombone e chutar o pau da barraca. Mas mesmo assim certa omertá mineira prevaleceu. O Pedro Nava falou dessa omertá nas suas memórias. Isso é coisa que o resto do Brasil nem desconfia existir...
Algumas correções:
Rogério Correia não se reelegeu em 2006. Atualmente é delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Minas. Foi candidato derrotado à prefeitura de BH no PT de MG. Perdeu a indicação para o candidato Márcio Lacerda do prefeito Pimentel e do Aécio.
O site Novo Jornal podia ao menos citar a fonte da notícia sobre as doações do Márcio Lacerda. As informações são do repórter Paulo Peixoto da agência Folha em BH.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2903200815.htm
As faces livradas pela CPI do mensalão foram as de Azeredo e Clésio Andrade, candidato a vice de Azeredo em 1998..
Informações adicionais sobre o Walfrido:
Walfrido, que foi vice de Azeredo (1994/1998), apareceu posteriormente no inquérito do valerioduto mineiro.
Walfrido já conhecia Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Fernandes em 1998. Duda Mendonça foi contratado para a campanha de Azeredo em 1998.
Antes do início da campanha, Walfrido esteve presente à reunião na qual Duda Mendonça expôs a Eduardo Azeredo e a membros da equipe suas idéias sobre a propaganda eleitoral. A reunião terminou sem uma decisão, ficando o comitê aguardando a proposta financeira de Duda.
Na defesa prévia encaminhada ao Procurador Geral Antônio Fernando de Souza seu advogado escreveu:
Como Walfrido "já conhecia Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Fernandes, a proposta foi encaminhada aos seus cuidados. Sua ’participação ativa’ resumiu-se a encaminhar a carta para o comitê. Não soube se a proposta foi aceita tal como formulada nem se houve negociação de preço e condições. Não acompanhou a execução dos trabalhos. Não tem a menor idéia de se e como foi feito o pagamento pelos serviços prestados. E, francamente, receber e encaminhá-la a quem de direito está muito longe de qualquer tipificação penal que se possa imaginar".
Ou seja, o advogado procura desresponsabilizar Walfrido sobre quaisquer decisões relativas ao comando da campanha, embora não negue que o contato para Duda Mendonça tenha sido mesmo o Walfrido.
Achei uns links interessantes. Vou organizar e te mando.
Posted by: Paulo Araújo | May 17, 2008 11:32 AM
Janaína, você é muito boa, menina! Jornalismo de verdade é isso. Um abraço.
Posted by: Diego Teixeira | May 18, 2008 01:01 AM
tudo isso , é a mesma coisa em qualquer canto!!!
política é uma m.....
cobra comendo cobra....
JANAÍNA: Concordo em parte. Acho que aqui a coisa está tomando proporções alarmantes, pois o caso é muito óbvio. Abração.
Posted by: Anonimous | June 8, 2008 04:29 PM