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May 07, 2008

Corte gastos, ministro!

Perfeito o editorial da Folha de S.Paulo sobre a idéia do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de lançar um fundo soberano para o país, com o objetivo de intervir no câmbio. Um trecho:

"ALGUMAS discussões sobre novas medidas de política econômica no governo federal são travadas de modo peculiar. Nos temas em que o chefe do Banco Central se choca com o titular da Fazenda, o ministro Guido Mantega, em dificuldade para convencer o presidente Lula, busca socorro na opinião pública.

Lança a idéia, o chamado balão de ensaio, e tenta fortalecer-se, com a repercussão, no embate interno. Flutua no ar, novamente, a "proposta" de criação de um fundo soberano pelo Brasil. As aspas se justificam porque, além da intenção de abrir um flanco para a Fazenda intervir no câmbio -tarefa hoje exclusiva do BC-, sobre tudo o mais pairam dúvidas ou faltam informações.

O ponto crucial é de onde virão os dólares para suprir o fundo.

... Utilizar dinheiro dos impostos na compra da moeda estrangeira seria absurdo. Há meios mais eficazes e menos arriscados de despender recursos fiscais em prol do equilíbrio macroeconômico."

Santa confusão, Batman! Por que a Fazenda não deixa a política monetária com o Banco Central, que, falemos a verdade, saiu-se bem até agora?

Tento, mas não consigo ver outro motivo para a atitude de Mantega que não disputa política. Por que investir em uma solução visivelmente duvidosa se o mesmo efeito positivo para os mercados de câmbio e de juros poderiam ser obtidos com 99,9% de certeza a partir do corte de gastos públicos?

Você pode dizer que entendo de economia muito pouco para criticar o ministro da Fazenda e dar pitaco nas escolhas do governo federal. Estará certo. Será que pensa o mesmo quando a recomendação vem de um ex-diretor do Banco Central ou do presidente da Fiesp?

Como disse uma fonte que admiro muito certa vez, "o tropicalismo é maravilhoso e deu grandes contribuições, por exemplo, à música. Quando o assunto é economia, contudo, seguir por aí acaba em jaca".

Diminuir a lambança dos gastos administrados pelo goveno dá mais trabalho e, ao contrário da criação de um fundo, vai desagradar muita gente acostumada a usar o dinheiro público como se nascesse em pé de banana. Mas o Plano Real tem dado certo até aqui por conta daqueles que, corajosamente, optaram pela impopularidade no curto prazo em troca de uma visão de futuro melhor elaborada.

A pergunta agora, ministro Mantega, é se o senhor está disposto a fazer o mesmo que eles. Tomara.

PS: Um dia depois do post, li no G1 que o governo contratou uma consultoria para cortar gastos.

Postado por Janaína Leite às |



Comments

Janaína, de alguma forma, essa briga com Nassif jogou você nos braços de gente como Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi, os quais vc considera ter os melhores textos do Brasil... Agora, virou heroína desse tipo de gente que enche suas caixas de comentários. Gente reacionária e ressentida, cheias desses clichês anti-esquerda, como se fosse isso, a repulsa a Lula e tudo mais, as verdadeiras razões de tanta mágoa. Não é. E vc sabe disso. É gente incomodada pela mistura, pela distribuição de riqueza, cheia de ódio de classe e raça. Espero que vc esteja feliz, assim mesmo. Mas não acho, de verdade, que sua alma esteja em paz junto com essas pessoas. De qualquer maneira, o mundo é feito de escolhas. Vc fez as suas. bjs

JANAÍNA: Em primeiro lugar, O'Brian, quero agradecer sua visita e o carinho que, apesar de contrafeito comigo, demonstrou. Retribuo pedindo para que volte sempre. Opiniões escritas de maneira educada, mesmo as que discordam de mim, são sempre, sempre!, bem-vindas.

Agora, à la Jack, por partes. Jogou nos braços do Diogo e do Reinaldo é um pouco forte, pois eu não conheço nenhum dos dois pessoalmente. Sim, considero os textos deles muito bons, mesmo quando discordo, como foi o caso do Mainardi há alguns posts. Também gosto, por exemplo, do Fred Mello Paiva e do Contardo Calligaris (que não fazem a mínima idéia de quem eu seja), entre outros.

De novo: concordo sempre com o que esses rapazes escrevem? De jeito nenhum. Mas isso não quer dizer que eu possa dizer que escrevem mal. O mesmo vale, por exemplo, para o LF Veríssimo, que eu acho o máximo, embora tenha optado por fazer cada vez menos crônicas políticas.

Não virei heroína de ninguém, O'Brian. Sempre tem gente brigando comigo, além dos elogios _ prova é que você, que puxa minha orelha, está aqui. Todo mundo aqui é leitor e sabe que eu sou apenas uma pessoa opinando, não uma sumidade do que quer que seja. E não acho que eu possa enquadrar você, o Paulo, o Ary como "gente reacionária e ressentida, cheias desses clichês anti-esquerda". Você acha?

"É gente incomodada pela mistura, pela distribuição de riqueza, cheia de ódio de classe e raça", diz você. Discordo. Não vi ninguém reclamando do seu comentário, nem alguém aqui defendendo concentração de renda ou preconceito. Há diferença nos métodos imaginados para a igualdade. Falando de maneira franca, e com todo o respeito, é você quem me parece incomodado com o contraditório.

Sim, estou feliz na medida do possível. Poderia estar melhor, claro. Mas já estive péssima há alguns meses, quando muita gente, por usar uma viseira ideológica, esqueceu dos valores básicos de respeito ao ser humano e se alinhou covardemente às mentiras envolvendo meu nome, sem sequer me ouvir. Graças a vocês, que vêm aqui e conversam comigo, tenho esperança e encontrei novos amigos.

Por fim, deduzo que você não concorda com o corte de gastos. Por qual motivo? O que poderia ser feito no lugar? Gostaria de ouvi-lo. Um grande abraço.

Janaína, boa sugestao!!! o governo poderia começar cortando os gastos com o serviço da dívida, que consomem a maior parte do orçamento da união!! Mas, ah!! para isso ele tem que baixar a SELIC, so que a SELIC num pode ser baixada, senão a banca perde dinheiro(ou c vc preferir a versão oficial, a inflação vai aumentar!!{num sei como num país onde 90% da população ganha no máximo 2 salários minimos e o acesso do crédito fica restrito com o aumento da taxa de juros})!!!

Caso vc se interesse em estudar economia, tem 1 livro d gratis!! q vc pode baixar no site da funag. www.funag.gov.br, na parte "Manual do Candidato" para o CACD.

Jana

Ontem relembrei o post do Torre de Marfim (Vontade de Gastar). Hoje, essa notícia que você comenta.

Diminuir lambanças e cortar gastos? Que coisa chata, Janaína.

Segue abaixo um outro trechinho do post:

"Nada irrita mais o Lula do que o tecnocrata cinzento tentando impor limites ou racionalidade no gasto. Nada irrita mais alguém que quer gastar muito do que o pentelho que diz que é preciso gastar bem, porque para gastar bem talvez seja preciso não fazer certos gastos, talvez seja preciso ir mais devagar com outros, e no frigir dos ovos pinta um clima brochante, que inibe aquela louca vontade de gastar, que é o grande tesão do Lula no momento. Então ele diz para o tecnocrata: “Vamos, seja um homem, não um verme. O mundo está se abrindo para nós, estão comprando sem parar as nossas coisas, as burras do Tesouro estão transbordando, e você vem me falar em conter os gastos?”

Vamos analisar o que disse nossa Janaína :

"Por que investir em uma solução visivelmente duvidosa se o mesmo efeito positivo para os mercados de câmbio e de juros poderiam ser obtidos com 99,9% de certeza a partir do corte de gastos públicos? "

A China corta gastos ?
A India corta gastos ?

Porque a China e a India estão entre os ultimos no ranking de competitivadade global ?

Porque a China que não era membro do GATT nos anos 80 e 90, só aderiu agora a pouco a OMC ?

Porque China e India estão entre os ultimos no ranking de liberdade economica ?

O mundo mudou ! A economia mudou! A Globalização chegou !

Cortar gastos é diminuir o tamanho do Estado ?

Corte de gastos funciona em pais rico em que a expectativa de vida fica tão alta que o sistema publico de pensões fica deficitário.
Pais emergente que quer crescer, tem que ter disciplina fiscal, superavit primário, controle da inflação, mas se o Estado encolher ou seguir a receita do FMI, Banco Mundial - nem os investidores Soros, Buffet acreditam mais nisso - então acontece como na Argentina de Menem que cortou gastos e aprofundou as reformas "efemianas" e aí surgem populistas como Kirchner, Morales, Chavez e Corrêa.

Prefiro Henrique Meirelles na macoreconomia e os "desenvolvimentistas" Luciano Coutinho, Dilma, Delfim, Mantega, Mangabeira, Belluzzo na condução do resto da economia.

O que é cortar gastos ?
Enxugar a maquina publica e demitir funcionários ?
A relação funcionário publico por 100 mil habitantes no Brasil é menor que na França, Italia, EUA e etc.. Suécia e Dinamarca então nem se fala.

O que é cortar gastos ?
Pergunte um funcionário publico da adminstração direta ou indireta se alguem rasga dinheiro ou se não existe metas para tudo que se faz ?

Cortar gastos !
O SUS é uma m., então vamos melhorar a gestão e "equacionar" os gastos -diminuir - que fica melhor.

O Estado arrecada muito, só pra sustentar vagabundo, então vamos acabar com o Bolsa Familia ou melhor vamos "cortar" a constituição cidadã do velho Ulysses e acabar com a seguridade social, a universalização da previdencia e do acesso a educação...
Como cortar gastos se é preciso aumentar ?
China e India fazem isso.
A Córeia do Sul já fez.
Enquanto isso nós passamos a decada passada inteira fazendo o dever de casa e crescendo em me´dia 2% ao ano, enquanto India e China que não cortaram gastos cresciam entre 8 e 10%.

Enquanto o Brasil cortava gastos a divida publica disparou e inflação voltou a subir em 2002 depois da desvalorização feita pelo mercado em 1999.
Agora que se torra dinheiro com os vagabundos do bolsa familia e o governo perdulário gasta de forma "incosequente" a divida publica cai, o PIB cresce de forma sustentada, a inflação mantem-se em niveis descentes e as reservas chegaram a 200 bi.
Enquanto o Brasil briga na OMC no caso do Algodão com os EUA, a China eleva seus gastos e exporta de eletronica a texteis a margem dos organismos multilaterais até ofim desse ano quando entra para a OMC.
Uma mentira repetida mil vezes..... é o caso do corte de gastos.

Janaina: Não fique assim. Qualquer um que entenda um pouco de economia, já entende muito mais que o Mantega.

Dica amigo Paulo: disciplina fiscal não está ligada a cortes de gastos? Ninguém está defendendo o corte de gastos em setores necessários. Defende-se o fim de uma TV pública que custará 500 milhões por ano. Defende-se o fim de repasse de dinheiro para o MST realizar depredações. O fim de repasse a ONGs. Sabe o quanto nessa brincadeirinha de duas linhas conseguiríamos economizar?

Outra coisinha... a China não eleva seus gastos, e sim seus investimentos que aqui no Brasil são irrisórios.

Aliás, você está redondamente enganado sobre a Coréia do Sul (e pelo visto, não só sobre ela), pois vejamos:

A Coréia do Sul está com o mesmo problema de pressão inflacionária que o Brasil adotou as seguintes medidas:

a) Reduziu ou zerou taxas de importação;

b) Reduziu impostos locais (o Governo brasileiro aumentou);

c) Definiu CORTES PÚBLICOS (aqui aumenta);

Não é porque nós cortamos gastou e eles não que eles crescem mais. É porque eles investem mais em relação ao PIB do que nós. Detalhe: a Coréia do Sul arrecada menos que o Brasil, gasta menos em proporção ao PIB e investe mais. Muito mais. Por isso cresce mais. Não porque corta gastos.

Entendeu?

Aliás, já deveria ter parado quando demostrou seu apreço por Delfim Netto.

JANAÍNA: Oi, Pablo. Interessantes suas ponderações sobre a China. Coloco aqui uma questão de quem só entende o básico do básico-básico sobre o Oriente _ por quanto tempo pode ser sustentável um crescimento tão acelerado? E quais são os fatores, inclusive extra-políticos, que permitem essa expansão? Abraços.

Primeiro, quero parabenizar a Janaina por publicar comentários que não concordam com ela, como o do sr. Paulo. Um outro blog (qual será?) é bem mais sensível. Vc pode até discordar, mas jamais poderia escrever "nosso fulano de tal". Ou não seria publicado.

Bom, o meu comentário é sobre o post do sr. Paulo. Pelo texto, é filiado do PT. Se não é, devia ganhar a carteirinha hoje mesmo. Usa os mesmos mecanismos de raciocínio do presidente Lula, em que faz associações de idéias totalmente desconexas, e apresenta números, estatísticas e datas, para emprestar um ar científco ao dogma, sempre naquele tom de preguiça por estar demonstrando o óbvio.

A última frase fecha com chave de ouro seu comentário falacioso.

Discorrer sobre os gastos públicos que não só podem como devem ser cortados é gastar saliva, ou, no caso, digitação à toa.

Esperar que o atual governo corte gastos ou que o sr. Paulo escreva, pelo menos, com um pouco de humildade é esperar demais.

JANAÍNA: Oi, Valren. Obrigada por lembrar que eu tento ser correta na parte de comentários. Ver que alguém reconhece ajuda, pode ter certeza! hahahaha Um grande abraço.

O leitor, caríssima Janaína, vive cogitabundo (é, como diz, o Meste, muita sacanagem - meu Deus, que cultura). Terminologia de primeiro mundo. Depois do Invest-grade, para a terrinha em samba rotundo, ideal seria mais grades no País que é um submundo. A Economia parece no Fundo e não mais sustenta o consumo profundo. Note que o grau nacional não foi fecundo, pois Bolsa local e as Americanas, confira, estão com índice fundo. A festa durou pouco, o tempo da mentira, só um segundo. O Brasil vai ter solução: os Países - Suíça já solicitou - COMEÇAM a pedir os documentos para os processos lá fora e vai ser um rebuliço fundo. Justiça cá nos falta, virá do Velho Mundo? Ah, Terpandro não fez muito em Lesbo (nada escrito), só gira-mundo, chegando em Esparta foi a inspiração de todo mundo (tem muito pouco em Esthevão Cruz e um livro alemão sobre Grécia Antiga - o leitor de tedesco nada sabe, eis o jucundo, dizia Edmundo).

JANAÍNA: Hahahaha... A resposta mostra que tens humor e tino, não és só um vagabundo. Morro de curiosidade: quem está por trás do lirismo grego, Pedro, João ou Raimundo? :-) Abs!

Paulo:

Se o governo brasileiro cortou algum gasto, certamente foi muito bem escondido. O gasto cresce de forma quase ininterrupta desde 1994, saindo de 23% para 31% do PIB (sem contar os juros, que aliás são menores hoje que em 1994).

Daí porque não faz o menor sentido a historinha "o Brasil cortou gastos e a dívida disparou". O Brasil NÃO cortou gastos e, até 1998, destruiu o superávit primário. Óbvio que a dívida disparou...

A China tem superávit fiscal há muitos anos com carga tributária baixíssima e poupa 40% do PIB. Dica: será que isto tem alguma implicação para a taxa de câmbio?

Já o argumento dos funcionário por habitante (houve um, há algum tempo, que argumentava termos poucos funcionários por km2) comparado a países ricos (França, Itália, etc) deixa de lado que, por serem mais ricos, eles podem pagar. No Brasil o funcionalismo consome algo entre 13-15% do PIB, mais que qualquer país no nosso nível de renda per capita.

É o mesmo que argumentar que uma família favelada de 10 pessoas deve ter duas empregadas porque a a família rica de 5 pessoas tem uma...

Com uma lógica desta se vai longe; apenas na direção errada.

JANAÍNA: Funcionário por quilômetro quadrado? Ai, Senhor...

Prezado Don Pablo , vossa senhoria não entendeu o que eu disse, vou recorrer a um prócere do nosso parlamento o senador Mão Santa (PMDB-PI) e pedir sua atenção,

ATENTAI BEM :

"disciplina fiscal não está ligada a cortes de gastos? "

Disciplina fiscal significa desde o inicio do governo Lula, fazer um superávit primário de 3,75% do PIB, aumentar a arrecadação através da melhoria nos controles e fiscalização, aumento residual de impostos em função do dinamismo da economia e cobrança de dividas através do REFIS.
Ora, a China, India ou Coréia não precisam fazer um superávit primário como o brasileiro porque não possuem uma divida pública - liquida - que em 2002, chegou á 55% do PIB e atualmente está em 43% do PIB.
Bom, se o Brasil já adota medidas para manter o equilíbrio fiscal com o superávit primário mais alto do mundo, como é que se pode falar em cortar gastos ?
Restariam o funcionalismo público, programas sociais, PAC ?
Volto a dizer quem conhece o serviço público sabe que o sistema de gestão tem melhorado desde o governo Collor e atualmente o funcionalismo público da administração direta e indireta devem cumprir metas rígidas no desenvolvimento do seu trabalho,que são auferidas através da avaliação de desempenho.
O exemplo da TV Pública, prezado Don Pablo não faz nenhum sentido, o orçamento atual da Radiobras, TVE e TV Nacional é de 350 milhões de reais, portanto a fusão que vai criar a TV BRASIL vai custar ao cofres públicos mais 150 milhoes de reais.
Não entendi o exemplo do MST e das ONGS ?
Poderia dar o exemplo do sistema S, que recebe recursos públicos mas cobra para oferecer ensino de qualidade, porém o empresariado presta um bom serviço com o ensino técnico.
Se existem ONGS ou movimentos que fazem uso indevido de recursos públicos cabe ao ministério público investigar e para usar um chavão, não é preciso jogar fora a criança com água do banho.

" A Coréia do Sul está com o mesmo problema de pressão inflacionária que o Brasil ......

Com relação a Coréia vossa senhoria não prestou a devida atenção, ATENTAI BEM :
China e India estão agora em um processo pelo qual a Coréia já passou entre a decada de 60 e fim dos anos 80.
Apesar dos analistas situarem a Coréia entre as economias emergentes o país já é classificado pela ONU através do IDH como de "alto desenvolvimento", portanto um país desenvolvido.
O investimento, fruto dos gastos á partir do orçamento do estado foi o motor do desenvolvimento coreano assim com ocorre hoje na China e India.
Quanto a Coréia cortar gastos agora, faz muito bem, porque possui boa qualidade de vida assegurada por uma renda média que não é concentrada como no Brasil, possui uma economia estável, desenvolvida e um forte setor privado exportador que investe em tecnologia e prescinde do Estado.
Com a inflação mundial dos alimentos, um país como a Coréia que importa quase todo o seu consumo de grãos, necessita de medidas como diminuir alíquotas de importação para garantir o abastecimento interno em uma conjuntura mundial adversa.
Por outro lado a excessiva dependência do mercado americano obriga o governo coreano a se antecipar com medidas como corte de gastos e diminuição de impostos para compensar a retração econômica inevitável.
O Brasil tem uma outra conjuntura, o dinamismo da economia brasileira se dá pelo crescimento do mercado interno o que justifica o estado a continuar aumentando os gastos públicos através de investimentos, especialmente em infra-estrutura.
A questão dos impostos no Brasil está condicionada ao modelo de estado concebido pela constituição de 88, que praticamente engessou a administração publica que tem obrigações no campo social, previdência e os gastos obrigatórios em saude e educação, que tem exigido de sucessivos governos um esforço gigantesco para ordenar as contas publicas.
Não é por outro motivo - constituição de 88 - que o nosso modelo de arrecadação em números ( 38% do PIB) está mais distante de Coréia e México e muito mais próxima de Dinamarca e Suécia de onde "tentaram" copiar e "tropicalizar" o estado de bem estar social
Abraço a vossa senhoria !

Prezado sr. Alexandre, para responder-lhe uso dos atributos da "intiligencia" e da erudição do celebre e folclórico Mão Santa, meu idolo no Senado,

ATENTAI BEM :

"Se o governo brasileiro cortou algum gasto, certamente foi muito bem escondido "
Vossa senhoria por certo é um jovem, não vai se lembrar do "home" que tinha "aquilo roxo" que inciou mudanças importantes na decada de 90, seu mote de campnha era " eu vou caçar os marajás".
Não caçou os marajás, mas demitiu milhares de funcionários publicos e não se pode deixar de reconhecer ajudou a modernizar o estado brasileiro tirando as carroças das nossas estradas.
O principe dos sociologos FHC, dileto aluno esquecido do professor Florestan Fernandes, fez o plano Real que é elogiavel, mas precarizou o serviço publico terceirizando algumas funções para as quais havia necessidade de maior qualidade, privatizou acertadamente empresas deficitárias, porem usou a "Viúva" como diz o mestre Gaspari, para financiar as estatais falidas que eram adquiridas.
Diminuiu o tamanho do Estado e os gastos para cobrir rombo de siderurgica falida, mas tambem cortou gastos indiretamente ao reajustar de forma franciscana o salario do funcionalismo.
Iniciou o processo de avaliação de desempenho no serviço publico, instituiu leilões on-line em compras publicas.

ATENTAI BEM :

A divida disparou em função do erro na condução da politica cambial, real apreciado, importações em alta e divida publica crescente.
Porque a China tem superavit comercial ?
O Estado atraves do "gasto publico" investe em todos os setores da economia, nos anos 70, 80 e 90 o governo tornou-se socio das maiores empresas do mundo atraves de joint-ventures - vide Herbin-Embraer e Marcopolo - ou seja metade do faturamento e lucros de IBM, Panasonic, Matsuchita, Fuji etc que iam se instalando na China que não é uma economia de mercado foram se acumulando e o governo chines tem durante esses ultimos anos reinvestido essa montanha de dinheiro na economia.
Usa um cambio fixo - artificial - para favorecer as exportações e fazer superavit e o governo Chines gasta como o marido que trai a esposa com a amante e manda o motorista carregar as sacolas.
Sobre o numero de funcionário,
ATENTAI BEM :

A média por pais na questão do funcionalismo é facil de ser feita, divide-se a população pelo o numero de funcionários publicos existentes e chega-se a um numero que é comparado com 100 mil habitantes.

abraço.

JANAÍNA: Bom, vocês estão se divertindo aí sem mim, não é? "Nossa" Janaína vai dar um pulinho ali para responder outras pessoas e já volta. Bj, Paulo.

Janaína,

Você entende muito mais de economia do que o ministro.

JANAÍNA: Duvido. Mas que os meus leitores são bem mais legais que o dele, ah, isso é certeza! Tudo bem com você? Abraço.

Paulo | May 7, 2008 03:34 PM,

Diminuir o tamanho do estado na economia é uma necessidade. Você já se incomodou em perguntar a um jovem qualquer o que ele deseja fazer quando terminar os estudos? No Brasil, a resposta é, invariavelmente, ser funcionário público. Quer maior prova de que o tamanho do estado é excessivo?

JANAÍNA: Sabe, peregrino, interessante a lembrança. Eu morei em Brasília por quatro anos e meio. Uma das coisas que chamava minha atenção era o fato de o pessoal que trabalha com atendimento parecia triste, na maioria das vezes. Comecei a perguntar aos prestadores de serviços _ garçons, office-boys, taxistas, vendedoras etc. _ sobre minha impressão.

A resposta que mais ouvi era a de que eles estudavam duro para passar em um concurso público, mas, até então, haviam sido rejeitados. A perspectiva de viver sem benefícios em um lugar cercado de pessoas que podiam gozar de regalias fazia com que se sentissem como cidadãos de segunda classe.

Não creio que seja um fenômeno restrito ao DF, apenas mais visível por lá. Algo para ser pensado. Um grande abraço!

um blog muito acima da média, inclusive nos comentários. Parabéns, Janaína.

JANAÍNA: Puxa, Leonardo, obrigada. Eu me esforço, os comentaristas são generosos mesmo. Por favor, volte sempre. Grande abraço.

Pitaco sobre a questão da aspiração a concurso como sendo prioritária no horizonte profissional de mta gente: Me parece que isso só rola nas cidades aonde o Estado é a empresa mais proeminente. Na cidade onde moro é assim. Ser funcionário público significa estabilidade, porque não há opção, não há indústria, só comércio com salários muito baixos. Na minha cidade natal, Sampa, não é assim. O Estado é uma das opções. Quem é funcionário público não tem aumento de salário constante por desempenho nem possibilidade de ser chefe somente por meritocracia (tem a parte política, etc).
Portanto, penso que depende do contexto de cada região.
Abs
Mariana

Bom, o assunto é estimulante, vamos tentar organizar as idéias. Primeiro, concordo com vc que avançar na melhora dos gastos públicos ainda é uma receita que o Brasil precisa adotar. Infelizmente, estamos comemorando a festa do crescimento no curto prazo e descuidando de garantir que isso perdure. Já vivemos ciclos de altos e baixos por diferentes razões e, pelo jeito, o fiscal continuará como uma ameça á manutenção da prosperidade futura. O governo _ mais uma vez, infelizmente _ sentou em cima do PAC e do alto da popularidade que registra, o presidente Lula acha que a vida está garantida. Não é assim. Está cometendo, a meu ver, os mesmos erros do seu antecessor, que achou que um pacto de 51 medidas, ou mesmo um programa de estabilização monetária resolveria tudo e ele poderia cuidar apenas da emenda da reeleição. Lula sofre do mesmo mal. Na sua eterna briga com o PT, esquece do Brasil. Quer garantir que o PT continuará no poder e, com isso, capricha nas medidas populistas e deixa de lado o que seria desagrável para um presidente que se coloca como um Deus na vida dos outros. É um desgaste que ele não quer. Afinal, já tolera aumento de juros !!!

Minhas ressalvas ao seu comentário cara Janaína, são duas: 1) a primeira é que o ministro Mantega personaliza tudo o que é de ruim na equipe econômica, como se fosse ele o demônio, e o presidente do BC, o anjinho. Não é verdade. Quem quer que seja dessa forma, é o presidente Lula e Mantega é um fiel escudeiro, que cumpre tudo á risca (até por acreditar em muita das idéias do presidente).

Já Meirelles, se quisesse dar uma contribuição ao país, estaria brigando para impor sua vontade ou, pelo menos, conseguir que a coisa não saia tão ruim quanto acha. Em vez disso, esconde-se e faz o joguinho de bastidor. Porque em vez de tentar derrubar o presidente, ele não está no debate com Mantega, dentro da equipe econômica? Porque seus técnicos não trabalham junto com os da Fazenda? Idéias opostas são saudáveis em qualquer governo, empresa, planeta. Costuma-se dizer que das discussões pode sair algo melhor.

No entanto, a criação de um fundo soberano de reservas não me parece tão ruim assim. Afinal, o próprio BC queria um. Só que o desenho não está sendo o que ele queria? Ok. Mas qual é o problema?Isso não é bom para o país se internacionalizar? Ter experiências? Até o Timor Leste fez o seu fundo. Ok, é preciso ir devagar, é preciso fechar algumas janelas que possam gerar prejuízos no futuro, não dar um passo maior do que a perna.

Não para fazer assim? O país vai ser contra apenas porque é o ministro Mantega (que dá suas cabeçadas diárias nos jornais) que está sugerindo? Me parece um pouco mesquinho restringir uma discussão que algo por vir a ser importante para internacionalização do país por causa das pecuinhas pessoais do ministro da Fazenda com o presidente do BC. Bom seria, se os dois tivessem discutindo, trabalhando juntos. Aí, talvez, teríamos um produto final melhor. Afinal, não dizem que duas cabeças sempre pensam melhor do que uma?

Os resultados, o tempo mostrará. Mas é importante lembrar que a gente aprende até com os erros. É claro que em se tratando de dinheiro público, todo cuidado é pouco. Mas isso, não quer dizer que não é possível se fazer nada. É preciso, sim, usar a criatividade, derrubar tabus, às vezes, e não descuidar do fiscal. sucesso com seu blog e beijos.

JANAÍNA: She-Ra, muito bem argumentada a sua resposta. Lembrou o que escreve a flor mais linda do cerrado. Fui até buscar uma pipoca para reler, pois há muitos pontos interessantes. ;-)

Prometo responder ponto a ponto mais tarde. Um grande beijo e, por favor, volte sempre. A FEITICEIRA aqui ADORA seus comentários e GRAYSKULL não tem a mínima graça sem gente bacana como você. Smack!

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