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No começo do blog aqui no A Postos, um leitor que se identificava como Paulo mandou uma crítica muito completa a um post que escrevi sobre os benefícios assistenciais. Achei que ele foi firme e educado, embora com uma orientação ideológica muito mais à esquerda do que a minha. Dediquei outro post para respondê-lo.
Com o tempo, Paulo se transformou em um leitor constante. Nos últimos tempos, porém, alguma coisa parece errada. Não combina com a impressão que tive sobre sua riqueza de seus argumentos e sua capacidade como debatedor.
"Janaína, jamais li tamanha bobagem escrita por quem se diz jornalista. Isso é uma mentira inacreditavel, você vai pagar o maior mico dos blogs de todos os tempos !BNDES perdoou divida !!!!! Banco perdoa divida, quando.... hahahahahahahahahahahahaha, isso não existe, o que provavelmente aconteceu foi um parcelamento de uma divida atrasada.
É a coisa mais ridicula que já li em toda a minha vida, parece piada !
Faço-lhe um desafio se você não provar essa mentira, proponho que rasgue o seu diploma de jornalista, que tal?"
Bom, Paulo, eu també acho que parece piada. Quase metade da dívida, de acordo com os termos da última renegociação entre Luís Nassif e o BNDES, está perdoada _ a menos, claro, que ele volte a atrasar os pagamentos. Meu banco não é tão legal. Será que é por que ele é privado?
Se você duvida de mim, procure pelo processo número 000.05.200321-5, que corre no Poder Judiciário de São Paulo. Escorregue seu indicador até a cláusula 3.3, onde verá a seguinte expressão: "DISPENSA CONDICIONADA".
É o nome técnico do perdão. Se você ler até o fim do parágrafo, concordará comigo, mesmo a contragosto. Até porque não há como duvidar quando a frase em questão é "terá o seu pagamento dispensado, desobrigando os devedores do respectivo pagamento". Sem mistérios, como pode perceber.
E, quer saber, Paulo? Pretendo fazer do Arrastão um espaço para pessoas de todas as correntes e crenças, mas não a qualquer custo. Os bem-vindos aqui primam pela argumentação, pela gentileza, pela honestidade intelectual. Ataques como o que está acima eu já aturo em outros blogs. Os seus, com todo o respeito, eu passo a dispensar.
Por fim, só mais uma coisa: jornalista que é jornalista você sente na veia, onde corre tinta junto com o sangue. Não no papel pendurado na parede. E isso, colega, ninguém destrói, põe em dúvida ou ameaça. Nunca.
Comments
Foi-se o tempo em que para escrever algo era necessário ou fatos, ou provas, ou indícios, ou algo que o valha. Essa história do Nassif parece garoto chamando o desafeto de bobão. Fica nisso. Não vai adiante. Não mostra nenhum fato minimamente contundente. Brincar de teoria da conspiração não é para esse meio. Ou acusa e - vejam só - procura se basear em fatos, ou se cala e tenta apurar mais ainda. Ouvir o galo cantar e supor que realmente é o marido da galinha (minha avó dizia isso e sempre achei legal), não dá. A credibilidade vai pro espaço. Ou seria pro ralo?
Concorde-se ou não com teus argumentos, até agora não houve elocubração alguma de tua parte, e sim o dedo numa ferida existente (pô, que nojo!). Em nenhum momento Nassif ou seus clones rebateram alguma informação, tentaram apenas tirar a credibilidade do interlecutor.
Todo esse lenga-lenga só para dizer que a torcida sempre é para o lado que não aceita jornalismo como sinônimo de balcão de secos e molhados.
Keep Walking®.
PS: Escrevo num blog que tenta fazer humor, mas aí descubro que um araponga tá no mesmo ramo. Aí é concorrência desleal.
JANAÍNA: HAHAHAHAHAHAA Bom, vc já conseguiu me fazer rir.
Posted by: Tylon Maués | April 15, 2008 07:13 PM
Boa Janaína, continue desmontando uma a uma as acusações e ilações. Parabéns pelo seu blog. Sou um leitor recente mas fiel.
Posted by: Pedro | April 15, 2008 07:14 PM
Doce jornalista, O plantão está calmo. É uma bênção. Olhe, posso entrar no debate? Antes de receber ordem, só um toque em relação ao benefício. Tenha presente (não, não é diamante nem de amante) que "dispensa condicionada" não é perdão em forma técnica (perdão é perdão mesmo - extingue pena, débito, qualquer coisa ou sentimento). Até pecado. A expressão do contrato é um pouco sutil, é uma forma de cláusula em acordo, condição suspensiva ou resolutiva (tem que ler a íntegra da disposição contratual). A turma do Direito (e direita, bem comportada, não é tendência política) pode completar. Pode traduzir um inteligente-sutil contorno da lei, visto como não permitido o perdão, entra a dispensa sob condição - verificada vai extinguir o débito. O direito (não é o achado nas ruas) tem suas regras, as palavras são a forma de expressão (não pode dizer diretamente, escreve pela via transversal). É como a expressão Caixa-Dois (dinheiro não contabilizado, delito comum, politico e fiscal). É difícil você viver na "linha" (olhe o trem!). A proposta (tipo aquela história velha de "jogar anel no mar para cercar a inverdade de foros de credibilidade) é grosseira. Na falha humana, só, a normal (sem culpa ou dolo), o País seria uma grande lixeira. Dai em diante é só dar asas à imaginação.
Posted by: Terpandro | April 15, 2008 07:34 PM
Bom, tô aprendendo muito aqui. Aprendi que dá pra viver de jornalismo de serviços e tem gente que se deu bem nesse ramo.
Posted by: douglas | April 15, 2008 07:51 PM
Janaina que pena.Conseguistes com estes posts te igualar ao que é mais esgoto da internet. Mas, pelos amigos que tens eu até entendo.
Sujastes a internet.
JANAÍNA: Seu conceito de limpeza é muito diferente do meu, prezada. Pena para ambas.
Posted by: Liliam | April 15, 2008 08:01 PM
Limpeza para mim é ser honesta, ética. Só isso.
Quem usa de argumentos baixos, só pode estar no esgoto. Este é teu conceito de limpeza? Pobre coitada.
JANAÍNA: Liliam, mais uma vez obrigada pela visita.
Posted by: Liliam | April 15, 2008 08:17 PM
Janaina,
Que loucura, não!?!
Às vezes fico a pensar, perguntando: "Quem são os loucos? Serão elles que fazem tantas coisas erradas sem darem a mínima bola para a sociedade, ou seremos nós que não conseguimos aceitá-los tão despudorados?"
Gostei do seu estilo (mas não de todos os seus "favoritos") e resolvi vir até aqui para te dar um apoio (desnecessário) nessa encrenca que a xxxxxxx que arranha bandolins quer te envolver.
E por favor, aceite-o, pois além de merecedora, Você é encantadoramente bela!
Agora, com relação ao perdão da dívida que Você trata neste post, sua colocação está correta. Os bancos efetivamente fazem esse tipo de acerto por uma razão de lógica financeira, já que é muito mais aceitável perder-se parte do que toda a expectativa de recuperação de determinado crédito.
No passado, isto só acontecia com grandes operações financeiras ("se Você deve pouco o problema é seu, mas se sua dívida for grande, o problema é do credor!"), mas hoje em dia acontece com todo o tipo de dívidas.
Isto é uma simples questão de administração das carteiras e acontece sempre que o crédito se revela de difícil ou remota possibilidade de recuperação (pela inexistência de garantias e/ou pela reconhecida incapacidade de repagamento/iliquidez do devedor) — e, necessariamente —, sempre que a dívida já foi contabilizada sob a rubrica de "créditos em liquidação/prejuízo", em cuja situação toda a recuperação obtida representará lucro para o credor (é isso mesmo!).
É óbvio que nessas situações, o credor (ou áreas da empresa) responde não apenas às auditorias internas e externas, como às normas do Banco Central do Brasil — que checa essas ocorrências através de sua área de Fiscalização de Instuições financeiras.
Não creia em mim. Como jornalista respeitada que é, Você seguramente terá acesso e será recebida aonde quer que bata à porta.
Então, pesquise um pouco mais a respeito com contadores (contabilidade e tax planning) de bancos e de instituições financeiras, ou no IBMEC (onde se concentram experts e uminares da área dinanceira), ou na Fenaban, Febraban, etc., por exemplo, e com as respostas obtidas, Você seguramente dará uma aula sobre o tema que deixará o ardiloso do "tal do Paulo" com risos muito amarelos — já que realmente deve ter existido sim, o perdão de dívida por você referido. Condicional, mas perdão.
Parabéns!
Posted by: Abreu | April 15, 2008 08:35 PM
Tem mais gente te apoiando do que vc. possa imaginar.
Força Janaína.
Posted by: Sharp Random | April 15, 2008 08:38 PM
Vale lembrar também que, pelo que vi, a dívida de Nassif com o BNDES data de 1996 - o montante maior da dívida é por conta dos juros.
Para se ter uma idéia dos juros, o BNDES emprestou à americana AES cerca de 360 milhões de reais na época da privatização das cias de energia. Em 2002, o montante de dívida era de cerca de 1 bilhão de reais.
[]s,
Roberto Takata
JANAÍNA: Roberto, um período tão longo de dívida certamente resulta em juros altos. Levando-se em conta a data de 2017 para uma possível quitação da parcela dispensada até segunda ordem, a empresa de Nassif terá completado 21 anos endividada.
Há, claro, sempre a hipótese de uma nova renegociação ou da quitação adiantada, o que alteraria o cenário.
As condições de financiamento de uma AES, creio, deve ser um tanto diferente do manejo de crédito de uma empresa do porte da Dinheiro Vivo.
Continuamos amanhã. Abs.
Posted by: Roberto Takata | April 15, 2008 08:41 PM
Sobre dívidas e perdões e eufemismos
Janaína
Eu gostaria de saber como conseguir financiamento no BNDES sem fiador ou sem garantia. Do pouco que conheço o que sei é que, se pedir financiamento para aquisição de equipamento, o equipamento ficará alienado até que eu quite a dívida. Também sei que posso dar como garantia bens imóveis. Estranho essa modalidade de financiamente onde os tomadores são os fiadores. Será que deram algum bem como garantia?
Também desconhecia que o BNDES financiava empresas prestadoras de serviço que, afinal, é onde se pode enquadrar o tal "jornalismo de serviço".
Os juros cobrados pelo BNDES são muito menores do que os juros cobrados por outras agências que operam no mercado financeiro. Nada de errado. O BNDES é banco para desenvolvimento, que gera empregos e impostos. Assim, dado o a origem do dinheiro para os financiamentos, também concordo que a negociação foi muito boa para o Nassif. Imagina se todo mundo que se enrolar pedir pára rever a dívida.
Por último, não consigo entender como um jornalista e empresário que se considera bem sucedido profissionalmente e empresarialmente não consegue pagar sua dívida com o Banco. O que teria acontecido? Qual o furo no plano de negócio?
JANAÍNA: Uma coisa de cada vez, Paulo. Os juros do BNDES são menores que os de mercado e a prática da renegociação é comum. Não sei o quão comum é renegociar duas vezes no espaço de tempo que o Nassif o fez, mas acredito que a Dinheiro Vivo não é a única nessa condição. Sobre as outras perguntas, não posso responder. O Nassif não me procurou nem para que eu falasse de mim, imagine se o faria para contar coisas dele... :-))
Abs. e até!
Posted by: Paulo Araújo | April 15, 2008 08:43 PM
Bem , antes de mais nada eu uso o niclk Keep Walking há 4 anos, antes mesmo de ter conseguido um cancêr no fígado... Sob controle, embora agora só admita Blue Label.. .Ô raça, como diria o Zé Simão....
Mas, vamos aos fatos. Essa guerra entre jornalistas (jornalistas????) Reinaldo/Mainardi x PH Amorim/Nassif serviu ( e serve) para que nós (pobres leitores...) tenhamos mais cuidado com o que se le, já que, ao que parece, não há cuidado com o que se publica.
Vida que segue... Atentai bem, caros jornalistas!!! Tempos modernos: blogs são instrumentos como faca de "dois legumes"!! Servem para divulgar o furo antes do jornalão e para acabar com reputações, mesmo daqueles que efetivamente as tem (não vale falar do Claudio Humberto...).
No mais, boa notícia essa do Nassif. Só não precisa "tecer comentários" ou juízos de valores. Meus dois neurônios ainda são ´capazes de avaliar o quanto de, digamos, estranho (??!!??) houve neste perdão.... tenha certeza que haverá exemplos múltiplos de procedimentos similares. É possível. BNDES sempre foi um "instrumento de fomento", só não se sabe a quem...
Mas, uma coisa permanece: uma agência de notícia merece um financiamento e perdão deste porte? O dono passa a ser "a voz do dono" ao invés do "dono da voz"??? Bandeirantes, Globo, Abril, etc. estão isentas? Sei não. Mas, o que vale é a notícia. A algo de fétido no reino da Dinheiro Vivo!!! Parece piada (país da piada pronta, apud Zé again...): esse "dinheiro" é mesmo "vivo"....
JANAÍNA: Keep talking! Eu gostei... :-))
Posted by: Keep Walking | April 15, 2008 08:50 PM
E já tem cxxxx-de-gxxxxxxxxx do Nassif latindo por aqui (como sempre, sem fatos nem bons argumentos; são latidos, de fato). Quem tem acompanhado o caso sabe muito bem que ele atacou primeiro e que a Janaína só se defendeu -com fatos, não mentiras nem ilações. E sabe, sobretudo, quem está sendo REALMENTE honesta e ética nessa história.
Keep going, Jana. Beijão.
JANAÍNA: Só pra dizer que eu adoro você. E que eu censurei por precaução. Bj.
Posted by: Ruy | April 15, 2008 08:53 PM
Liliam, eu já postei comentário semelhante lá no IM:
Esgoto em jornalismo é onde se muda de opinião de acordo com as mudanças de humor dos poderosos de turno. Ou onde se divulgam três, quatro (ou quantas mais forem necessárias) versões para justificar as tramóias antidemocráticas de quem tem poder para perdoar/renegociar suas dívidas - todas sem a menor conexão ou embasamento na realidade e na lógica.
JANAÍNA: Como eu disse antes, é uma questão... conceitual. :-))
Abs. e volte!
Posted by: andre | April 15, 2008 09:02 PM
Só post a favor? És incapaz de publicar o meu, né, consultora?
JANAÍNA: Prezado, não chegou outro aqui. Por favor, mande de novo.
Posted by: thiago | April 15, 2008 09:30 PM
Ai, Jana, é duro pra essa gente ler o óbvio? Você é simplesmente precisa, só isso. E quem não vem com argumento, descarta mesmo. Aprendi isso a duras penas lá no Letras, viu? Se soubesse as coisas que chegam por lá... Beijos e continue, querida.
JANAÍNA: Oi, querida. Vou levando até onde der. Um beijo, flor.
Posted by: marie tourvel | April 15, 2008 09:46 PM
Janaína
Meu comentário também não saiu. E eu escrevi concordando com você
JANAÍNA: Ôpa! O servidor deve estar com o outro lado... :-))
Obrigada pela visita, caro.
Posted by: Paulo Araújo | April 15, 2008 10:11 PM
Janaína,
o cancelamento dos juros acumulados na operação em atraso quando do refinanciamento é praxe em qualquer instituição financeira. Isto não se constitui em perdão nem qualquer modalidade de abono ou desconto.
Distorcer o uso de um instrumento corrente no mercado e transformá-lo em "benefício" concedido ao Nassif é, no mínimo, desonestidade intelectual ou desinformação.
Sabendo que você é é inteligente e informada, creio que lhe cabe-lhe melhor o adjetivo de mentirosa, sim.
A Soninha, xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx?Ah, ela ficou mesmo muito corajosa depois do início do xxxxxxx...
JANAÍNA: Por favor, esse tipo de comentário não, ok? Vá ao blog dela, se quiser. Ou nas páginas que aceitam esse tipo de coisa. Aqui não passa nunca, fosse quem fosse.
Obrigada por me achar inteligente e informada.
Também gostaria que apontasse o que eu distorci. Falei que 1) havia um empréstimo ao Dinheiro Vivo 2) renegociado duas vezes 3) a primeira vez em 2003 e a outra em 2007 4) se Nassif pagar R$ 2,4 milhões em dia, terá R$ 1,9 milhão perdoados 5) esse dinheiro veio do BNDES, portanto, é dinheiro público 6) a hipótese de renegociações futuras não é excluída 7) Nassif não é o único empresário a dever no país 8) a maioria desses empresários não escreve defendendo o governo e atacando pessoas.
Qual é a informação acima que você reputa como falsa, Larissa, para me chamar de mentirosa? Aliás, onde eu disse que é um benefício concedido pelo banco SÓ ao Nassif? Certamente não são todas as empresas que conseguem renegociar créditos tão altos em um espaço tão curto de tempo. Por outro lado, a Dinheiro Vivo não deve ser a única.
Acho que você ficou chateada com a comparação feita com o meu salário, pois isso dá duas dimensões: a de quanto isso pesaria no bolso de um contribuinte comum e o quanto é desproporcional a atenção que Nassif dispensou a mim no seu dossiê. E isso fica ruim para ele, o que deixa você brava comigo.
Bem que eu gostaria de ganhar mais, como Nassif insinua ao dizer que eu participei de orquestrações. Não é o caso.
Mas dizer que eu sou mentirosa, Larissa? Você também é inteligente. Sabe que não há mentira aí. Só tenho dúvida se você sabe o que significa, no longo prazo, o que está defendendo.
Abs.
Posted by: Larissa | April 15, 2008 10:34 PM
Oi, Janaína,
"8) a maioria desses empresários não escreve defendendo o governo e atacando pessoas."
O Nassif tb critica o governo em alguns pontos. Como a política cambial e de juros. (A política econômica de modo geral.)
http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=4133
E não tira o PT e governo da reta no caso do mensalão:
http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=4062
(Sim, ele faz a distinção entre o mensalão mineiro e o federal - de certo modo considera mais grave o mineiro.)
Tb critica a manipulação do orçamento federal:
http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=5189
Sim, há bastante elogios, em particular à concepção do PAC e ao Bolsa Família.
[]s,
Roberto Takata
JANAÍNA: Se você tivesse de classificá-lo seria como governista ou de oposição?
Posted by: Roberto Takata | April 16, 2008 12:27 AM
Cara Janaína,
só não gostei desse seu último comentário "Se você tivesse de classificá-lo (ao Nassif) seria como governista ou de oposição?"
É como se você entedesse que os blogueiros devem ser divididos entre situação e oposição.
Não gosto de blogs só governistas ou só oposicionistas.
Ou de blogs só tucanos ou só petistas.
Acho mesmo que os dois partidos ficam numa luta de irmãos - primos, vá lá - lutas que acirram mais o ódio, pois dá-se dentro da família social democrata.
Acho uma perda de energia sem fim o que estes dois partidos fazem.
Como admiro você, gostaria que retificasse ou esclarecesse o comentário.
Paz e bom humor, sempre.
Posted by: Walmir | April 16, 2008 01:47 AM
Janaína, acredito que o Nassif esteja errado nessa discussão toda.
Mas nesse papo de renegociação de dívida, talvez você tenha metido os pés pelas mãos.
Obviamente que toda renegociação de dívida é contestável, ainda mais com o BNDES. Óbvio também que os juros do BNDES são mais baixos e que o perdão deve ser "melhor".
No entanto, tentar entender do business de renegociação de dívida é pra lá de complicado.
Sinceramente? Você não entende de renegociação bancária. Para se conseguir questionar tal assunto, deve-se comparar a outros casos (e não alguns casos, mas diversos casos).
Tenho hipóteses do perdão da dívida:
- Os 4,2 milhões são fundo perdidos. Melhor recuperar 2.3 do que não recuperar nada.
- Nassif não tem ativos fixos o suficiente para serem liquidados.
Ainda mais, geralmente o BNDES entra como sócio quando alguém não paga a dívida. Se eles entrassem de sócio, aí sim haveria questionamentos.
Um abraço, mas sugiro não entrar em um assunto do qual você não entende.
Posted by: William | April 16, 2008 08:41 AM
Eu sou meio burrinho, poderia colocar o link correto para consultar o processo.
Vejo que está em boa companhia em sua cruzada contra o Nassif, Azevedo, Mainardi, Claudio Humberto, todos luminares da imprensa.
Posted by: Mario Marques | April 16, 2008 08:58 AM
Paulo: ouch! :-)
Posted by: JC | April 16, 2008 11:20 AM
Janaína,
Responda aos ataques feitos pelo Nassif com argumentos, este negócio de bndes me parece mais um ataque pessoal, eu acho que voce tem condiçoes de mostrar toda incoerência nas argumentações do nassif sem utilizar-se destes artifícios.
Abraços.
Posted by: Jose Luiz Ferreira | April 16, 2008 11:48 AM
William
Essas ponderações técnicas são procedentes. No entanto, o que nessa historia eu estranho, entre outras estranhezas, é o Banco ter concedido empréstimo sem garantia de ativo fixo, como você sugere. O valor financiado, convenhamos, não foi uma merriquinha.
Quem já tentou pedir financiamento em Banco sabe muito bem como as coisas funcionam. Há um fato muito estranho ai que é a condição da renegociação da dívida em período tão curto (a primeira em 2003 e a segunda em 2007 sem incluir os juros). Eu não sei se no Banco é praxe oferecer tais facilidades. Se for, eu também quero. Quero pegar dinheiro e declarar que “devo, não nego, e pagarei quando puder”. Aí vou ao Banco, que cobra juros subsidiados, e exatamente por isso deve ser muito cuidadoso ao emprestar, e digo que só posso pagar o nominal menos os juros. Então o Banco aceita e não me cobra mais os juros. Isso é moleza. Assim eu também quero. Por que o Banco não incluiu os juros na renegociação? Não seria melhor para o Banco diminuir o valor da parcela, alongar a dívida e receber os juros? Enfim, Isso praxe no BNDES? Se for, eu também quero.
Há um fato inquestionável. O Banco financiou um projeto que não deu certo. E se não deu certo, também não é certo atribuir às circunstâncias o fracasso empresarial. No meio empresarial é plenamente aceito e sabido que os negócios que não dão certo são de responsabilidade de quem os dirigiu mal. No capitalismo com risco as coisas funcionam assim: “quem não tem competência não se estabelece”. Na modalidade capitalista botocúndia, alvo de muita crítica do Nassif, o risco e o prejuízo são bancados pelo Estado. Até onde sei, o Nassif sempre foi um crítico dessa bem brasileira cultura negocial. Caso explícito do “faça o que digo, mas não faça o que faço”?.
Posted by: Paulo Araújo | April 16, 2008 11:50 AM
Bom dia, Janaína.
Sinceramente, não será fazer o "jogo pequeno" desqualificar a argumentação do adversário (qualquer adversário) por conta de uma dívida renegociada com um banco estatal? Para falar que o BNDES foi permissivo no caso em questão, não seria - jornalisticamente falando - mais responsável ver qual o padrão do banco para situações semelhantes? Houve favorecimento ou não? A conexão que você faz é fruto de investigação ou é uma ilação?
Me parece rebaixar a discussão colocar as coisas nos termos em que estão postos. Você pode discordar de tudo o que o sujeito escreve, achar ele o fim do resto e querer apurar essa história da dívida. Mas jogar desta maneira me parece utilizar exatamente os artifícios que se está criticando, para prejuízo do debate.
Um abraço.
Posted by: Ignorante | April 16, 2008 12:03 PM
Oi, Janaína,
"Se você tivesse de classificá-lo seria como governista ou de oposição?"
Pois, então, é exatamente essa dicotomia (todo mundo é ou governista ou oposicionista) que tem causado muitos dos sérios problemas - principalmente de equívocos qto à intenção e julgamentos de valor.
Eu vejo a questão mais sob a seguinte luz: "a crítica ou elogio está fatualmente correta? o que se diz contra ou a favor do governo está embasado na realidade?"
Assim procuro fugir da armadilha de classificar o agente do comentário para analisar somente o comentário em si. (A análise do comentário pode revelar o caráter ou a disposição do agente do comentário? Em parte é possível em algumas circunstâncias, mas isso geralmente tem pouco efeito sobre a análise em si do comentário.)
Isto é, um elogio ao governo de um governista não é automaticamente falso, do mesmo modo com não é automaticamente falsa uma crítica de um oposicionista ao governo. (Tampouco será automaticamente verdadeira uma crítica de um governista ou um elogio de um oposicionista.)
[]s,
Roberto Takata
Posted by: Roberto Takata | April 16, 2008 02:11 PM
Gostei do nivel do material e dos argumentos aqui.
Seria valido questionar se os grandes veiculos de midia, que utilizam o BNDES na aquisicao de ativos sao colocados sob suspeicao quando renegociam suas dividas?
Ou este seria apenas um fator administrativo da empresa sem impacto na linha editorial? E interpolando para uma empresa individual, como fica?
Eu, como leitor, me reservo ao direito de ter um pe' atras. Sempre.
JANAÍNA: Está certíssimo. Eu, como leitora, sou igual. Você fez boas perguntas. Vou pesquisar. Obrigada e volte sempre.
Posted by: Pietro | April 16, 2008 04:47 PM