« A versão de Soninha | Página Principal | Gravataí Merengue »
Uma pessoa sabe quando está no rumo certo numa briga quando seus aliados são melhores que ela. É o meu caso. Lendo os comentários, ficou claro para mim que o visitante do Arrastão está longe de ter o perfil dobermann, aquele que anseia por baixarias em um debate, nem o de assentir, como vaquinha de presépio, a tudo que eu falo. Quer argumentos, provas, texto de alto nível, explicações detalhadas.
Tenho realmente muita sorte. Vocês saíram melhores que a ecomenda. Obrigada.
Peço licença, porém, para sugerir que olhem os últimos posts à luz do que direi a seguir, antes de se entregarem ao bate-rebate típico das discussões na internet. Talvez alguns continuem discordando de minha atitude, o que é justo, desde que feito com educação, mas certamente entenderão melhor as motivações dela.
Luís Nassif, o dono da Dinheiro Vivo, escreveu sobre mim três vezes ao longo de seu “dossiê Veja”, além de mencionar meu nome forma velada por outras vezes. Ontem, vários pediram que eu argumentasse contra as acusações que ele me fez. Ora, fiz isso assim que cada menção foi divulgada. Não deixei nenhum _ nenhum! _ ataque sem resposta.
E os ataques foram vários (há um resumo do ocorrido, segundo a minha versão, na parte de comentários). Antes de fazê-los, Nassif não procurou a mim e nem a Folha. O jornal certamente teria informado que eu apresentei todos os documentos internamente antes de publicar as matérias da Itália. Entrevistas, contatos e o andamento das apurações foram descritos regularmente ao meu chefe, o editor do caderno Dinheiro. Tudo por escrito, aliás.
Repare: a Folha de S.Paulo escreveu 203 reportagens negativas ao Opportunity e a Daniel Dantas no caso Kroll. O caso Telecom Italia mereceu 17 textos _ a maioria escrita por mim, é certo. Mas até uma porta é capaz de perceber que o total, o tamanho e o destaque cedido às matérias na versão impressa e on-line é insuficiente para beneficiar ou prejudicar quem quer que fosse.
Mesmo assim, Nassif continua com suas diatribes. Na visão maluca dele, antes, na Folha, eu era o elo entre Daniel Dantas e a Veja. Desde a semana passada, todavia, eu teria ampliado minha área de atuação: conecto Dantas, a Veja, os pequenos blogueiros, desembargadores, a Câmara de Vereadores de São Paulo e os arapongas italianos do mal (sim, porque agora eles também são divididos, como mutantes da Record, em dois times).
Eis que surjo então como uma espécie fita-crepe que une a imensa rede que quer governar o mundo e destruir o PT, não necessariamente nessa ordem. Daqui a pouco o Snoopy Dogg, a Stephanie de Mônaco, o presidente da Associação Internacional dos Jogadores de Bocha e o Nelson Ned aparecerão como parte importante do “esquema”.
A sério: por que eu ajudaria um banqueiro? Por dinheiro, óbvio ululante. Por isso propus que eu e Nassif abríssemos nossas informações para uma auditoria. Não obtive resposta, vamos à Justiça, tudo bem. Mas, até lá, como eu fico? Vocês realmente acham justo que eu seja apresentada como o Golias dessa briga? Que deixe de comparar as cifras que fazem parte da realidade do empresário e as que integram a minha?
Em nenhum momento do texto eu disse que o empréstimo do BNDES é ilegal, ou que foi uma prática incomum. Mas, como contribuinte, não gosto de saber que um banco público perdoa quase metade da dívida de um empresário que há dez anos está endividado. Parece-me incapacidade de gestão lucrativa. Isso é prática comum do BNDES? Quero saber. Além da Telezona, a instituição banca “telezoninhas“?
O dinheiro que está ali, prezados, também é meu. Pago para que o gestor da Dinheiro Vivo mantenha sua empresa, mesmo que incapaz de diminuir sua dívida com um banco público ao longo do tempo _ pior, os débitos aumentaram. Pago duas vezes, aliás, pois meu dinheiro permite a Nassif continuar posando de baluarte das teorias econômicas, o que lhe rende palestras e contratos de consultoria, inclusive com estatais. Em suma, pago para que Nassif tenha espaço para me caluniar e, ao mesmo tempo, falar bem da Dilma Rousseff. Eu, Janaína, financio o universo paralelo. E vocês também.
Acham isso desimportante? Perdoem-me. Eu discordo. E vou escrever sobre, pois, como já disse, sou livre para expressar minha opinião, desde que de forma educada e bem-intencionada.
Aliás, proponho aos comentaristas, muitos dos quais evidentemente mais afeitos que eu à economia, a seguinte discussão: que raio de política esquizofrênica é essa, na qual os juros altos são necessários para atrair capital e impedir a inflação, mas, por outro lado, criam uma situação onde empresas de médio porte têm a perspectiva de passar 21 anos endividadas? E, diante de tal realidade, o contribuinte arca com 1) juros altos, 2) carga tributária estratosférica e 3) falta de perspectiva de um crescimento das empresas médias, condição imprescindível para criar uma expansão econômica no longo prazo?
Também convido os comentaristas para que visitem o post “Madrugadeira”, onde propus que o debate ultrapasse o fulanismo e concentre-se na prática jornalística. Poucos se manifestaram. Pelo que percebi nos últimos comentários, há demanda para mais.
Por fim, Nassif ligou para a vereadora Soninha, que eu nunca vi, nem sequer conversei, para dizer que eu era uma mentirosa compulsiva, entre outras coisas. Nassif, o homem que me acusa sem uma prova, ecoado por um grupo dividido entre incautos e de malandros nos quatro cantos da internet. Aquilo é reportagem? Nem aqui e nem na Zâmbia!
Apresentei números que, se fossem incorretos, teriam sido contestados imediatamente. Não foram porque eu fui atrás das informações. Tenho como provar cada ponto do que disse. Isso é mentir compulsivamente? Ah, vá lamber pedra-pome, rapaz!
Com todo o respeito e o fio de paciência que ainda me resta, digo a vocês: eu também quero argumentos, caros. Jogo limpo, mas não percam de vista que fui metida, à revelia, no meio de uma guerra. Impossível sorrir o tempo todo.
Abraços.
PS: No mais, atualizem esse post várias vezes ao longo do dia. Colocarei todos os links no pé do texto. Deve demorar um pouco, uma vez que, como mil vezes disse, sou ruim com html e a minha conexão é do tempo da manivela
Comments
Janaína,
O seu texto me parece mais "mundo real", mais embasado, bem menos ideológico, do que o texto do Mainardi. A Teoria da Conspiração passa dos limites dentro da cabecinha do Nassif, do Mainardi e de várias pessoas que vivem perto ou dependem do mundo da política, do mundo da visibilidade. Me parece que nessa tentativa de revelar o "verdadeiro mundo cruel" todas as partes que emitem opiniões sobre "os fatos", acabam enfiando os pés pelas mãos. Tudo é conspiração, tudo é orquestração.
De repente, saber andar no limiar desta loucura, é o que vai me pautar daqui pra frente na hora de "cair nas graças" de algum colunista ou blogueiro.
Minha ingenuidade, definitivamente, acabou. E isso tem que ser comemorado.
Não aguento mais essa versão sofisticada e mal disfarçada do maniqueísmo simplista de ver o mundo.
E, pra finalizar, é interessante, nos seus textos, essa sua mania, disciplina, de falar a partir de fatos. Vício de reporter e desespero de causa, pois nesse imbróglio, somente o relato dos fatos a partir da lógica vai poder recolocar "Janaína Leite" em seu devido lugar.
Mesmo que vc também tenha seus interesses, que vc não seja santa, neste episódio, vc entrou como catalizadora de uma constatação: A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO INVADIU IRREMEDIAVELMENTE O BOM SENSO DE TODOS OS LADOS DA GUERRA.
abs
mariana
Posted by: Mariana | April 16, 2008 12:40 PM
Uai, se você conectar também o Kevin Bacon nessa trama estará só a 6 graus de distância do mundo todo. :-)
Abs.
JANAÍNA: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Genial! Fazia muito tempo que eu não via o Kevin Bacon. Obrigada.
Posted by: JC | April 16, 2008 12:43 PM
Esse jornalista de serviços é impagável: a culpa do ataque à Soninha... é da VEJA! Nem uma palavra sobre o Gravataí nem sobre você. Além de um resumo parvo do comentário da Soninha. Last but not least: os "adjetivos pesados" viraram "desconfiança"... Patético!
PS: Alguém sabe se é mesmo verdade que a Veja ajuizou 04 ações contra Nassif?
Posted by: Rodrigo Rover | April 16, 2008 12:50 PM
Janaína
No post anterior vários comentaristas questironram tecnicamente a renegociação.
Como você bem demosntrou neste post a questão está longe de ser uma mera questão tecnica. Essa prodigalidade na renegociação é questionável sim. Principalmente porque o BNDES é banco público de fomento.
Vou abusar do espaço e reproduzir abaixo o comentário que deixei no outro post. Eu o escrevi antes de ler este aqui. Escrevi como resposta ao leitor William.
William
Essas ponderações técnicas são procedentes. No entanto, o que nessa historia eu estranho, entre outras estranhezas, é o Banco ter concedido empréstimo sem garantia de ativo fixo, como você sugere. O valor financiado, convenhamos, não foi uma merriquinha.
Quem já tentou pedir financiamento em Banco sabe muito bem como as coisas funcionam. Há um fato muito estranho ai que é a condição da renegociação da dívida em período tão curto (a primeira em 2003 e a segunda em 2007 sem incluir os juros). Eu não sei se no Banco é praxe oferecer tais facilidades. Se for, eu também quero. Quero pegar dinheiro e declarar que “devo, não nego, e pagarei quando puder”. Aí vou ao Banco, que cobra juros subsidiados, e exatamente por isso deve ser muito cuidadoso ao emprestar, e digo que só posso pagar o nominal menos os juros. Então o Banco aceita e não me cobra mais os juros. Isso é moleza. Assim eu também quero. Por que o Banco não incluiu os juros na renegociação? Não seria melhor para o Banco diminuir o valor da parcela, alongar a dívida e receber os juros? Enfim, isso é praxe no BNDES? Se for, eu também quero.
Há um fato inquestionável. O Banco financiou um projeto que não deu certo. E se não deu certo, também não é certo atribuir às circunstâncias o fracasso empresarial. No meio empresarial é plenamente aceito e sabido que os negócios que não dão certo são de responsabilidade daqueles que os planejaram e os dirigiram mal. No capitalismo com risco as coisas funcionam assim: “quem não tem competência não se estabelece”. Na modalidade capitalista botocúndia, alvo de muita crítica do Nassif, o risco e o prejuízo são bancados pelo Estado. Até onde sei, o Nassif sempre foi um crítico dessa bem brasileira cultura negocial. Caso explícito do “faça o que digo, mas não faça o que faço”?.
Posted by: Paulo Araújo | April 16, 2008 01:01 PM
Olá, novamente, Janaína.
Quanto à questão do uso do dinheiro público para financiar maus empresários (ou empresários maus), realmente é uma pena que seja o teu, o meu, o nosso, eu também não gosto disto (e este caso é fichinha perto de outros tantos).
Mas aí a questão se desloca para uma discussão das políticas públicas, o papel de um banco de desenvolvimento, a política de financiamento da iniciativa privada pelo Estado, os mecanismos de recuperação de créditos, etc. e tal.
Mas lendo este teu último post, vejo esta questão por um outro prisma, talvez mais passional, que a coloca novamente na discussão que a originou. E afora o fato de saber que o Nassif teve problemas p/ pagar uma dívida e que o BNDES pode ser um mãe com o dinheiro público, não sobra muito (a não ser que se apure e blábláblá).
Mas me parece que já deu, não? Porque seria triste que este espaço aqui - como outros blogs conhecidos - virasse arquibancada de flaxflu. Não que cada um não tenha o direito de "torcer" para quem quer que seja, mas bom mesmo é bater papo com quem sabe analisar o jogo.
Ademais, sua melhor defesa está no "imprensa marrom" e, a meu ver, é a isso que o Nassif tem que responder, sob o risco de comprometer tudo o mais no seu "caso Veja". Nem que seja ficando quieto, o que é bastante eloqüente.
Um abraço.
Posted by: Ignorante | April 16, 2008 03:02 PM
Prezada Janaína:parece que o XXXXX LN encontrou alguém que não se intimida, não é, jornalista guerreira?!? Já lhe desejei boa batalha no início das ilações e reitero o desejo agora. Mas agora, gostaria de acrescentar algo mais: seja inabalável como o meu saudoso Bruce Lee quando tocaiado por um bando de covardes que, em sua antológica cena (recorrente) de limpar o sangue na boca e apontar para o líder dos vilões, chamando-o para a briga com a mão, como quem diz:"OK, um bando de covardes tentou me acertar, agora venha VOCÊ apenas, se é capaz, MAS VENHA COM FORÇA!!!... (seguem as maiores cenas de surra por segundo de fita rodada jamais vistas...). Brincadeiras à parte, contra o mal escancarado, vale ao menos desejar que você se transforme numa jornalista highlander-ninjanaína-bruce-lee-ite!!!
JANAÍNA: Eu a-do-ro o Bruce Lee! "Be water my friend..." :-))
Posted by: Porta Torta | April 16, 2008 03:17 PM
Janaina: Por uma questão de lógica "nassifíca",você a esta hora deveria estar contratada pela VEJA ou consultora do proprio Dantas, não é mesmo? Sou empresário. Sabe quando poderei pegar um dindin desse no BNDES? Pois é!
Infelizmente, existe uma antiga frase que se apresenta correta, em especial nesses tempos de blogs "bélicos": Não ainda se explicar muito, porque os amigos não precisam e os inimigos não acreditam. Portanto, continue baixando o porrete.
Posted by: Marco Aurélio Fedeli | April 16, 2008 03:38 PM
Janaina,
Leo Martins, comentarista do blog Coturno Noturno, postou em 16 de abril de 2008, às 11:27, um contrato da Caixa Economica Federal no qual a Dinheiro Vivo Consultoria é contratada sem licitação (!) para fazer um serviço por 80 mil reais.
O comentário está no post do Coronel das 20:07:00 de ontem.
Estranho, não?
JANAÍNA: Ué... O que será? Não estou com tempo de sair daqui, manda pra mim por e-mail, querida, por favor?
Posted by: Luciana | April 16, 2008 03:48 PM
Prezada Janaína.
Até estava do seu lado, mas agora chega. Ao citar de forma jocosa a Assijoba (Associação Internacional dos Jogadores de Bocha), entidade sem fins lucrativos e transparente em sua administração, você mexeu num vespeiro. Nesse exato momento bocheiros do mundo todo se organizam na elaboração do Dossiê Assijoba, no qual seu nome certamente estará presente. Prepara-se.
Abraço.
JANAÍNA: Isso é pq eu nem comecei a falar do que acontece nos bastidores do curling... (http://atorredemarfim.blogspot.com/2006/02/curling-esporte-de-multides.html)
Apareça mais! Seu blog é muito divertido. A hora que eu aprender a mexer no bendito html da página, vou dar o link. Abs.
Posted by: Tylon Maués | April 16, 2008 03:57 PM
E ficar ao lado do Mainardi, do Reinaldo Azevedo acrescenta o que no seu sensacional Curriculo Lattes?
Sei que a senhora não vai publicar, mas fica a pergunta.
JANAÍNA: Cara, eu publico. Por que não? Obrigada por achar meu currículo sensacional. No mais, ambos são profissionais que não me destrataram injustamente, ao contrário daquele que você veio defender. Mesmo assim, bem-vinda.
Posted by: Kelly | April 16, 2008 04:03 PM
"Como se fabricam denúncias
Antes de começar a série sobre Veja, minha primeira providência foi informar sobre renegociação da dívida da minha empresa com o BNDES – em cima de um financiamento contratado na década passada."
JANAÍNA: Caro Animalll, eu vi a resposta do Nassif. Até dei link, ok? Pena que ele nunca fez o mesmo. Abs.
Posted by: Animalll | April 16, 2008 05:28 PM
Você e Nassif empataram. Assim como ele pesou a mão sobre você no caso VEJA você também pesou a mão com relação a dívida ao BNDES. Nada a ver.
JANAÍNA: Fabiana, você considera o fato de que ele me acusa sem provas empate diante de informações que estou divulgando e dando a fonte, inclusive para os leitores checarem? Pena. Você acha que é fácil viver com uma saraivada de pessoas falando mal da sua vida o tempo todo, inventando mentiras e acusações em mais de 500 blogs, sendo que meu trabalho depende de credibilidade? Eu digo: não é. Abs.
Posted by: Fabiana | April 16, 2008 06:15 PM
Janaína, vc tem toda razão em ficar revoltada com a série de ilações que Nassif fez em relação ao teu profissionalismo no "Dossiê Veja". Vc se defendeu bem, mostrou sua inocência e conseguiu repercussão na blogosfera, inclusive na de esquerda, como "O Biscoito Fino e a Massa". (http://www.idelberavelar.com/).
Mas não entendo, sinceramente, sua insistência nessa discussão sobre as relações entre Nassif e o BNDES. O que, de fato, vc quer insinuar? Um favorecimento do banco em relação à dívida de Nassif? É isso? Há provas? Afora essa questão, qual é a discussão: sobre o acerto ou não de uma política de crédito de um banco público? Nesse último caso, qual a relação de Nassif com esse problema?
Ao mesmo tempo, há outra discussão posta na tua argumentação: aparentemente, vc quer mostrar que Nassif é mais empresário do que jornalista. Essa linha de argumentação é interessante e, inclusive, na minha opinião, mais importante do que o caso do BNDES, mas que precisaria de um maior aprofundamento da sua parte. Afinal, é uma crítica deontológica a que vc quer fazer a Nassif? Como isso compromete seu jornalismo? E, enfim, qual é a relação entre tais questões e as acusações que vc sofreu de Nassif? Abs.
JANAÍNA: Artur, vou sair um pouquinho para jantar. Mas, de longe, sua pergunta foi a mais estimulante até agora. Vou respondê-la assim que chegar, ok? Obrigada.
Posted by: Artur | April 16, 2008 08:08 PM
Janaina, porque vc não coloca a analise de um especialista em operações com o BNDES sob a lisura ou excepecionalidade do acordo com o Nassif? não seria mais simples que ficar fazendo ilações?
JANAÍNA: Também acho. Mandei uma lista de perguntas ao BNDES, assim que ele responder eu coloco em forma de post. Por enquanto, as condições que eu achei são muito diferentes das contidas no documento, especialmente a parte das garantias (http://www.bndes.gov.br/linhas/garantias.asp). Mas eu prefiro esperar a manifestação oficial do banco.
Mauro, até aqui, só escrevi o que tenho certeza. Não fiz qualquer ilação: existe um contrato, a dívida é dividido em dois créditos, dos quais um só precisa ser pago se o outro não for, os próprios donos da empresa são os avalistas, e usando outra empresa (consultoria), nassif obteve um patrocínio sem licitação de praticamente R$ 5 mil a mais do que pagava na prestação ao BNDES. Onde, caro, está a ilação?
No mais, fica a pergunta: é uma prática normal do BNDES? Se for, é muito ruim para todos nós, contribuintes. Se não for, eles deverão explicar os motivos.
Mas pedir que eu deixe de publicar o que tenho enquanto Nassif me chama de "mentirosa", ontem em telefonema a um parlamentar, hoje no blog, é esperar que eu seja imbecil. E eu não sou.
Abs.
Posted by: Mauro Marques | April 16, 2008 08:09 PM
Pô, preconceito com o povo da Zâmbia! O que aquele país africano tem a ver com as ligações obscuras entre Dantas e Kevin Bacon? Ah, estou perdido nessa guerra conspiratória, perdão! Eu mesmo nunca acreditei que o estado do Acre existisse até um amigo meu, que mudou há pouco para lá, me enviasse fotos comprobatórias! Ah, adorei seu blog! Que coragem, mulher!
JANAÍNA: Oi, Pedro! Tudo bem? Você diz isso pq ainda não falei sobre os pigmeus albinos do Himalaia (não podem ser fotografados, pois não agüentam o flash) e os cossacos que vivem na Tunísia (não podem ser fotografados pq aderiram ao uso do lápis kajal e os pais não gostam). Mas daqui a pouco eles aparecerão, acompanhando a Mulher Filé. Essa pode ser fotografada, mas não sei se dá para publicar em outro lugar que não o cardápio oficial do grupo da moça... :-)) E obrigada pelos elogios. Nunca são demais e me ajudam a ter mais coragem (que, aliás, nem é tão grande assim). Abs.
Posted by: Pedro Spoladore | April 17, 2008 02:25 AM
como disse a argumentação do nassif me parece coerente, muitas operações feitas no meio da decada de 90 acabaram indo para a justiça (a maioria esmagadora eram leasings baseados na variação cambial) onde um acordo foi feito.
eu pergunto outra coisa para vc, tem lido a sequencia de relatos da Veja que o nassif tem postado, qual sua opinião sobre aqueles relatos?
JANAÍNA: Mauro, vou ser sincera com você: não me julgo isenta o suficiente para avaliar os demais casos. Para mim, como LN foi injusto comigo, pode ter sido com qualquer outro.No caso do Mainardi, por exemplo, que apurou o mesmo que eu, sei que LN está errado. Aquelas informações, sobre o inquérito italiano, são verdadeiras. A minha dica é a seguinte: leia sempre tudo, todas as correntes, mesmo as que você não gosta. Só assim é possível ficar mais seguro de seus argumentos. Grande abraço, Mauro. Sempre fico contente quando vejo um comentário seu por aqui. Abs.
Posted by: Mauro Marques | April 17, 2008 09:56 AM
Janaina Leite,
You are creating a long needed media channel for "the truth" in Brazil. I commend your efforts...
JANAÍNA: Thanks a lot, Kip.
Posted by: KIP GARLAND | April 26, 2008 11:23 AM