Quando a economia vai bem, muito difícil a popularidade seguir em mão contrária. Críticas, mesmo as válidas, perdem-se no vazio. O presidente está blindado.

Conheça a página do Manga.
Quando a economia vai bem, muito difícil a popularidade seguir em mão contrária. Críticas, mesmo as válidas, perdem-se no vazio. O presidente está blindado.

Conheça a página do Manga.
A dupla é sempre a última a saber das informações essenciais. Ambos se dão conta delas apenas quando o vazamento acontece.

Esta é a primeira de duas charges do Cassio Manga . Todas são antigas, mas creio que ninguém diria se eu não contasse.
Estou para situações esquisitas como os pára-raios para as descargas elétricas, admito. Como daquela vez, em 2004. Cheguei do trabalho morrendo de fome, trêmula, açoitada pelo vento típico do começo de noite. Rumei direto para a geladeira, mente vazia enquanto a mão levava algo à boca. De repente, um arrepio na nuca _ havia mais alguém ali, logo atrás de mim.
“Donaaaa…”, disse uma voz fininha, quase infantil, meio sussurrada.
Girei nos calcanhares e dei com um espectro. Longos cabelos brancos, olhos fixos no meu rosto, expressão ansiosa de quem deseja ir para a luz. Não tive dúvidas: dei um berro e saí correndo. Era só o que faltava, uma Carrie, ainda mais desbotada do que a Sissy Spacek, na minha cozinha!
Demorou alguns segundos até que me desse conta da maluquice. O “fantasma” era apenas a diarista, albina e cabeluda, que ainda não tinha ido embora. No sibilo e na brancura, coitadinha, iluminada apenas pela lâmpada tísica da geladeira, a moça tornou-se, involuntariamente, a própria mensageira do além.
Donde você pode deduzir que em nada me surpreende uma situação miqueira, como, por exemplo, a última: ser a destinatária de “ameassas” escritas por um sujeito intitulado “Kyler”.
Meu filho, vá estudar! Pare de perder tempo com esse tipo de coisa boboca, ou falarei com a sua mãe. Está na cara que, em matéria de assassinato, meu anjo, você só entende de um: o da ortografia.
Além disso, quem, como eu, já viu uma albina descabelada bancando a estátua no lusco-fusco, acredite, cria um poder de resistência gigantesco. Humpf.
É cada uma…
Nós, do APostos, temos o prazer de informar a você que um dos melhores blogs da rede, o FDR, do Fabio Danesi Rossi, veio para o nosso portal.
Aproveite o passeio para dar um pulo na página de um dos síndicos, o Márcio Guilherme. Adorei o post que ele acaba de colocar.
Até!
PS.: Sabe o que é o mais bacana? Daqui a pouco tem mais…
Brasileiro, dizem, é muito criativo _ menos no que diz respeito a empreiteiras, doações eleitorais e contratação de obras. Das 20 construtoras que mais receberam dinheiro do PAC desde o ano passado, só UMA está fora da lista das financiadoras de campanha, informa o site Contas Abertas.
“No total, 19 delas receberam R$ 2,5 bilhões diretamente da União para tocar obras do PAC desde o ano passado… O levantamento não inclui obras pagas com recursos de empresas estatais, estados e prefeituras.Entre as maiores doadoras de campanhas políticas, estão as construtoras OAS, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. As duas últimas não estão entre as 20 mais contempladas pelo PAC. No entanto, juntas, as empreiteiras foram responsáveis por R$ 6,7 milhões encaminhados apenas à campanha de reeleição do presidente Lula. Entre o período de 2007 e o primeiro trimestre de 2008, as construtoras receberam do PAC, respectivamente, R$ 124,8 milhões, R$ 28,5 milhões e R$ 22,4 milhões.”
Interessante mesmo, todavia, são as informações do Contas Abertas sobre a que está em primeiro lugar na lista do PAC, a Delta.
“A Delta Construções, especializada em obras públicas, foi a maior beneficiada pelo PAC desde o lançamento do pacote econômico. Foram destinados a empresa um total de R$ 336,2 milhões referente à restauração de rodovias federais, conservação preventiva e rotineira ou adequação e recuperação de trechos em 21 estados brasileiros.Nas eleições municipais de 2004, a construtora doou o equivalente a R$ 1,7 milhão a candidatos a prefeituras e a câmaras municipais. A maior quantia desembolsada pela empreiteira foi destinada ao Comitê Financeiro Municipal do PT de São Paulo, R$ 415 mil. Também foram contemplados com quantias em dinheiro, através de doações, comitês do PMDB, PSC, PSDB e PL (atual PR). Já no ano de 2006, a empresa não aparece na lista do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de doadores para campanhas partidárias.
No final de 2005, especulou-se que a construtora Delta teria apresentado um documento com informações falsas para participar da licitação pública da Linha Verde, em Minas Gerais, considerada o maior conjunto de obras viárias em Belo Horizonte e região metropolitana nas últimas décadas. No entanto, a assessoria de imprensa da construtora é enfática ao afirmar que a empresa não produziu documentos falsos para participar da licitação.”
A situação descrita aí em cima é um vexame. Alguém precisa dar explicações sobre o assunto. A chance está aí, ministra Dilma Rousseff, como eu disse no começo de abril. Basta que parem de adiar a audiência requerida pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) à Comissão de Infra-Estrutura do Senado.
Escrevi sobre o tema no dia 4 de abril. Clique aqui para ler.
Elvis Presley – A Little Less Conversation
Todos a postos e… BUM! O limite da banda estourou devido ao número de acessos.
Obrigada por participar da festa do condomínio. Nós, os vizinhos, agradecemos.
Um grande beijo,
Janaína
PS: E olhe que as visitas aumentaram ANTES das grandes novidades… Aguarde!
Luís Nassif colocou uma nota do BNDES em seu blog há pouco, reiterando que não foi favorecido pelo banco ao “renegociar” sua dívida com a instituição em 2007. Leia aqui.
Eu não banco a informação do BNDES, muito pelo contrário. As explicações, na minha opinião, são insatisfatórias. Ainda bem para Nassif que ele as obteve no mesmo dia de seu pedido. Para mim, a instituição demorou dez dias até enviar suas ponderações. Mas, tendo em vista tudo o que acontece nesse caso, está em linha com o comportamento do BNDES.
TODAS as perguntas e TODAS as respostas publicadas por Nassif são referentes a casos de renegociação da dívida, o que NÃO se aplica ao próprio Nassif. O BNDES perdoou condicionalmente _ até o Hoauiss entende “dispensa” como perdão _ R$ 1,9 milhão da dívida total de R$ 4,2 milhões do empresário durante ACORDO JUDICIAL. E o fez SEM A APRESENTAÇÃO DE GARANTIAS REAIS.
Em NENHUM processo que corre no Tribunal de Justiça de São Paulo foram encontrados acordos em tais condições.
Não tinha a intenção de revelar minha conversa com o BNDES antes de receber o segundo lote de respostas. Mas, diante da nota de Nassif, acho por bem fazê-lo. Devo isso ao leitor do Arrastão.
1) O acordo com Nassif é normal e obedece aos procedimentos usuais do banco. Eu perguntei por que, nesse caso, nenhum outro acordo do tipo pode ser encontrado em andamento, pelo menos no TJ paulistano, o maior do país. Não obtive resposta.2) O contrato de Nassif foi fechado em 1997, no âmbito de um programa de “inovação tecnólogica”. Esse programa dispensava a apresentação das garantias. Eu perguntei que tipo de “inovação tecnológica” uma AGÊNCIA DE NOTÍCIAS pode apresentar? Não obtive resposta.
3) Segundo o BNDES, a lógica da dispensa da garantia dentro do programa de “inovação” é que “uma agência de notícias conta com o patrimônio da credibilidade”. Perguntei, então, se a garantia era apenas o próprio nome de Nassif e como é possível medir esse tipo de credibilidade. Não obtive resposta.
4) Ainda sobre a apresentação de garantias, perguntei: se um contrato foi fechado em bases ruins para o BNDES no passado, a equipe atual, sendo formada por servidores públicos, teria obrigação de tentar melhorar as condições para o banco. Não obtive resposta.
4) Seguindo a linha acima, perguntei no que o BNDES se baseou para o perdão ocorrido no acordo judicial e a dispensa de garantias, tendo em vista que há outros processos no TJ de São Paulo mostrando que Nassif é notório mau pagador (só em um dos autos, reclamação movida por uma editora, a dívida cobrada do empresário é de R$ 2 milhões). Não obtive resposta.
5) O BNDES disse que há detalhamentos sobre o caso que não pode me dar, pois trata-se de sigilo bancário. Perguntei desde quando processo judicial público tem sigilo bancário. Não obtive resposta.
6) Para explicar o sigilo, o BNDES citou como exemplo o meu banco e hipotéticos empréstimos pessoais que eu pudesse ter feito. Perguntei se um banco público de fomento, com juros subsidiados e funcionários pagos com o dinheiro público, inclusive o meu, obedece às mesmas regras de uma instituição financeira privada em créditos com pessoas físicas. Não obtive resposta.
7) Não perguntei ontem, mas pergunto agora: quem vai se responsabilizar pelas informações sustentadas pelo BNDES? Luciano Coutinho? Espero obter resposta.
Por fim, vá ler o link que me mandaram e que enviei para o BNDES hoje pela manhã (http://bndesnassif.blogspot.com/)
Eu quero explicações para todos os pontos listados por mim e os que constam daquele blog. E ponto final.