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Foi show o crescimento de 5,4% em 2007, anunciado ontem pelo governo. Ultrapassou todas as expectativas. Melhor: tudo indica que a economia vai ficar ainda mais robusta neste ano. A expansão não deve ser inferior a 4%.
A economia é, de longe, onde a equipe de Lula saiu-se melhor. Quem não reconhece isso está de implicância. Eles contaram com um cenário externo favorável, sim. Mas de nada adiantaria se as decisões tomadas pelo PT fossem menos austeras, corretas e equilibradas.
Claro que nem tudo são flores. Há alguns pontos a serem corrigidos, antes que se transformem em um problemão mais à frente. O principal deles, na minha avaliação, é a carga tributária, cada vez mais extorsiva.
A página da Veja traz a seguinte informação:
"De acordo com cálculo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a carga tributária brasileira voltou a bater recorde no ano passado: os contribuintes pagaram o equivalente a 36,08% do PIB, de 2,6 trilhões de reais. No total, o gasto com impostos chegou a 923,24 bilhões de reais."
É bastante coisa. E, até agora, não há nenhuma iniciativa firme do governo para adequar os gastos públicos à realidade, o que permitiria um corte nos impostos estratosféricos.
Ainda a Veja:
"Aprovado na noite de quarta-feira, o Orçamento Geral da União mantém a carga tributária e os gastos federais em patamares iguais – ou até maiores – do que os de 2007, ano da extinção da CPMF. Foi previsto um montante de 1,423 trilhão de reais para 2008, um acréscimo de 9 bilhões ao valor inicialmente proposto pelo governo. Os números mostram que, em vez do cataclisma monetário alardeado pelo governo, o fim do imposto só fez frear, ao menos por enquanto, a expansão acelerada das obras e despesas sociais do segundo mandato de Lula."
I rest my case. E podem escrever aí: nos próximos meses, o governo vai fazer de tudo para aprovar um novo imposto capaz de substituir a CPMF. Ainda mais agora, que a base legislativa está animada por ter dado uma fubecada na oposição. Ninguém desiste de R$ 40 bilhões assim, facilmente _ muito menos o Estado brasileiro, glutão como é.